Atividades imobiliárias e construção em destaque: criação de empresas cresce face ao ano passado

Maior parte das regiões viu as constituições aumentaram até 31 de julho. Norte (+2,9%; +286 constituições), Oeste e Vale do Tejo (+9,3%; +175 constituições) e Centro (+3,9%; + 146 constituições) registam os maiores crescimentos face ao período homólogo

Executive Digest

Desde início do ano até final de julho, foram criadas em Portugal 32.422 novas empresas, o que corresponde a uma ligeira subida das constituições face ao mesmo período do ano anterior (+0,8%; +263 constituições).

Mais de metade dos setores registam crescimento na constituição de empresas. Com aumentos consecutivos há 9 meses, Atividades imobiliárias (+22%; +697 constituições) e Construção (+11%; +410 constituições) têm os maiores crescimentos até 31 de julho, particularmente nas ‘Atividades de compra e venda de bens imobiliários’ e na ‘Construção de edifícios residenciais e não residenciais’.

As atividades de ‘Agricultura e pecuária’ (+26%; +209 constituições) e dos ‘Serviços de apoio às empresas’ (+3,4%; +147 constituições) têm igualmente aumentos expressivos na criação de empresas.

O setor dos Transportes (-24%; -731 constituições) mantém a maior descida na criação de empresas, nomeadamente nas ‘atividades de serviços de transporte de passageiros, a pedido, em veículo com condutor’, um recuo com forte impacto nos valores gerais neste período.

Além dos Transportes, o Retalho (-10%; -305 constituições) e os Serviços gerais (-4,2%; -200 constituições) têm também descidas significativas. No Retalho, destaca-se a descida das constituições de empresas do Retalho alimentar (-37%; -241 constituições) que ocorreu sobretudo no ‘Comércio a retalho não especializado, por correspondência ou via Internet, com predominância de produtos alimentares, bebidas e tabaco’. Nos Serviços gerais, o segundo maior setor em número de constituições neste período, a descida ocorreu em quase metade das atividades, destacando-se as atividades de Saúde, desporto e bem-estar (-4,4%; -117 constituições) e sobretudo as de Saúde.

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A maior parte das regiões viu as constituições aumentaram até 31 de julho. Norte (+2,9%; +286 constituições), Oeste e Vale do Tejo (+9,3%; +175 constituições) e Centro (+3,9%; + 146 constituições) registam os maiores crescimentos face ao período homólogo. As maiores descidas verificaram-se na Grande Lisboa (-2,8%; -272 constituições), Algarve (-6,9%; -138 constituições) e Península de Setúbal (-0,9%; -22 constituições), sobretudo em consequência da descida de novas empresas de Transportes nestas regiões.

Encerramentos mantêm tendência de descida

Até final de julho, encerraram 5 963 empresas em todo o país, o que corresponde a uma descida face ao semestre homólogo.

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No acumulado dos últimos 12 meses, desde agosto de 2024 até final de julho de 2025, encerraram 13 478 empresas em Portugal, um registo 14% abaixo dos 12 meses anteriores (-2 139 encerramentos). A análise no acumulado dos últimos 12 meses minimiza o desfasamento temporal que se verifica entre a data efetiva de dissolução da empresa e a data da respetiva publicação, procurando leituras mais fidedignas de tendências.

A descida neste período é transversal a todos os setores de atividade, destacando-se o setor do Alojamento e restauração (-20%; -355 encerramentos).

Insolvências descem 8%

1 156 empresas iniciaram um processo de insolvência entre janeiro e final de julho deste ano, o que corresponde a uma descida de 8,3% (-104 insolvências) face ao período homólogo. Esta descida verifica-se após 2 anos de aumentos consecutivos neste indicador.

Apesar da descida ter ocorrido em mais de metade dos setores de atividade, foi especialmente concentrada no setor das Indústrias (-30%; -108 insolvências), nomeadamente na Indústria de Têxtil e moda (-45%; -100 insolvências), que nos últimos dois anos tinha registado aumentos sucessivos nas insolvências.

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