Benjamin Netanyahu falou esta quinta-feira pela primeira vez sobre a ofensiva lançada em Beirute, no Líbano, e que vitimou comandante militar do Hezbollah, Fouad Chokr. “Atingimos o responsável pela morte de crianças”, sublinhou o primeiro-ministro Israelita.
Netanyahu sublinhou que o país “deu um golpe esmagador” aos aliados do Irão, e desvalorizou as ameaças feitas pelos apoiantes e grupos ligados Hezbollah, incluindo o Hamas. “Estamos preparados para todos os cenários”, garantiu.
“Todos os que estão contra nós pagarão um preço elevado”, avisou governante israelita, recordando que Chokr era “um dos terroristas mais procurados do mundo”, e que tinha a ‘cabeça a prémio’ nos EUA por cinco milhões de dólares.
“Esteve envolvido no assassinato de 241 soldados norte-americanos e 58 franceses em Beirute, em 1983, e era um fator chave na ligação do Irão e do Hezbollah”, recordou.
Israel reivindicou na terça-feira a morte, no ataque que realizou em Beirute, de Fouad Chokr, o “líder militar de mais alta patente” do Hezbollah e conselheiro próximo do líder do grupo xiita libanês, Hasan Nasrallah.
“Numa operação de assassinío seletivo, caças atacaram Beirute, matando Fouad Chokr ‘Sayyid Muhsan’, o comandante militar de mais alta patente da organização terrorista Hezbollah e responsável pela formação estratégica da organização”, confirmou o Exército israelita, em comunicado.
As autoridades israelitas responsabilizam Fouad Chokr pela morte de doze crianças, no sábado, num ataque com ‘rockets’, atribuído ao Hezbollah, na cidade drusa de Majdal Shams, nos Montes Golã ocupados por Israel, bem como pelo “assassinato de muitos cidadãos israelitas e estrangeiros ao longo dos anos”.
“Serviu como braço direito e conselheiro em planeamento e gestão de guerra do secretário-geral da organização terrorista Hezbollah, Hasan Nasrallah”, acrescentou o Exército.
Considerado o “chefe de estado-maior” do grupo, era responsável pelo arsenal de armas mais avançado do Hezbollah, especialmente mísseis de precisão, mísseis de cruzeiro, mísseis costeiros, ‘rockets’ de longo alcance e veículos aéreos não tripulados (drones) e foi responsável pelo planeamento de ataques contra Israel, segundo o Exército.
Trabalhava no Hezbollah há mais de 30 anos e participou no planeamento e execução do ataque à Marinha dos EUA em Beirute, a 23 de outubro de 1983, que resultou na morte de 241 soldados norte-americanos.
Desde então aparece na lista dos mais procurados do Departamento de Estado norte-americano, que ofereceu 5 milhões de dólares por informações sobre o seu paradeiro.
Ingressou no Hezbollah em 1985 e desde então ocupou vários cargos importantes na organização, incluindo no Conselho da Jihad, o principal fórum militar do grupo.
Na década de 1990, segundo Israel, promoveu “ataques terroristas” contra as Forças de Defesa de Israel e o Exército do Sul do Líbano (pró-Israel), e em 2000 esteve diretamente envolvido no sequestro dos corpos dos três soldados israelitas mortos por Hezbollah enquanto patrulhava a fronteira.
O Exército israelita confirmou horas antes ter bombardeado Beirute numa operação dirigida contra o “comandante responsável pelo assassinato de crianças em Majdal Shams”.














