Os dividendos globais caíram 108,1 mil milhões de dólares no segundo trimestre deste ano, ficando-se pelos 382,2 mil milhões de dólares. Trata-se de uma descida de cerca de 22%, de acordo com dados da Janus Hendersor Investors, que descreve esta quebra como a pior desde 2009.
Todas as regiões viram os pagamentos de dividendos decrescer, com excepção da América do Norte graças ao Canadá. O país liderado por Justin Trudeau provou ser o mais resiliente à pandemia e ao confinamento a que a COVID-19 obrigou.
A mais recente previsão da consultora, citada pela Forbes, aponta para um recuo global total na ordem dos 17%, no melhor dos cenários. Isto significaria que seriam pagos 1,18 biliões de dólares aos investidores. Por outro lado, no pior cenário possível, o pagamento de dividendos pode cair 23% para 1,1 biliões de dólares.
Recorde-se que as empresas apenas têm capacidade para pagar dividendos se estiverem a fazer dinheiro suficiente: o retorno dos accionistas tem por base o desempenho do negócio. Considerando as circunstâncias actuais, existe uma fatia significativa de empresas que não consegue reunir o montante necessário para assegurar dividendos.
E mesmo aquelas empresas que têm como política pagar dividendos de modo a atrair investidores terão de colocar um ponto final à prática. Como consequência, poderão tornar-se menos atractivas, criando uma bola de neve de obstáculos à recuperação.
A Janus Hendersor Investors considera, ainda assim, que os dividendos deverão regressar em 2021, caso a economia recupere do novo coronavírus.




