Atenção: bombas de gasolina são o novo alvo de hackers

A Visa está a alertar os condutores de uma nova tendência: existe um número crescente de hackers a atacar bombas de combustível.

Filipa Almeida

A Visa está a alertar os condutores de uma nova tendência: existe um número crescente de hackers a atacar bombas de gasolina e a tentar roubar os dados pessoais de quem parou apenas para encher o depósito. O alerta chega dos Estados Unidos da América, mas o perigo pode escalar para outras geografias.

Segundo o MarketWatch, as estações de serviço fazem parte de uma lista de potenciais alvos, ao lado de postos de carregamento de telemóveis e redes de Wi-Fi gratuito. No fundo, os piratas informáticos estão à procura de vítimas em movimento, que se deslocam de um ponto para outro e que, por isso, poderão ter menos cuidado com a sua segurança. Dados da IBM indicam mesmo que a indústria das viagens corresponde à segunda indústria mais atacada – há dois anos, ocupada o 10.º lugar.

O que podem os cidadãos fazer? São várias as precauções que as pessoas que conduzem em direcção a outra cidade para passar o Natal, por exemplo, podem tomar. Começando desde logo pela preferência por dinheiro no pagamento do combustível: não é possível evitar um ataque a uma bomba, mas os piratas informáticos não conseguem atacar dinheiro físico.

Jack Gilis, director executivo da Consumer Federation of America, aconselha também a verificar os movimentos de conta dos cartões bancários diariamente, de modo a apanhar a tempo qualquer irregularidade. A Visa acrescenta que os consumidores não serão responsabilizados por transacções não autorizadas, uma vez que o seguro cobre perda, roubo e fraude.

Passando para os postos públicos de carregamento, o melhor é pensar duas vezes se é mesmo preciso carregar o telemóvel. Hackers podem colocar malware neste tipo de estruturas, bloqueando os dispositivos móveis e obtendo as passwords, entre outros dados pessoais. Em alternativa, os viajantes deverão levar o seu próprio carregador e utilizar apenas as tomadas eléctricas dos aeroportos, estações de comboios ou similares. Podem, ainda, apostar num power bank.

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Por fim, no que às redes públicas de Wi-Fi diz respeito, o perigo é o mesmo. O acesso gratuito à Internet pode chegar acompanhado de um vírus, sendo que, em alguns casos, não se trata de um ataque a redes legítimas. Um hacker pode simplesmente simular uma rede, fazer com que pareça válida e, assim, obter informações pessoais. Neste caso, o conselho passa por aceder ao Wi-Fi apenas através de uma Virtual Private Network (VPN) e desactivar a funcionalidade que faz com o que o telemóvel se ligue automaticamente a redes Wi-Fi nas proximidades.

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