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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Depois da onda de calor histórica, junho arranca hoje com descida das temperaturas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 05:15:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Depois de uma das ondas de calor mais intensas alguma vez registadas em Portugal em pleno mês de maio, o país entra esta segunda-feira com uma mudança significativa no estado do tempo. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de uma das ondas de calor mais intensas alguma vez registadas em Portugal em pleno mês de maio, o país entra esta segunda-feira com uma mudança significativa no estado do tempo. A primeira semana de junho deverá ficar marcada por uma descida gradual e generalizada das temperaturas, maior presença de nebulosidade e possibilidade de chuva em várias regiões, sobretudo no Norte e Centro do território continental.</p>
<p>As previsões do portal especializado Tempo.pt apontam para uma alteração da circulação atmosférica já a partir de hoje, com a substituição progressiva da massa de ar quente e seca oriunda do Norte de África por uma massa de ar marítimo mais fresco e húmido, proveniente do Atlântico. Esta mudança surge após o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) ter confirmado que a onda de calor iniciada a 20 de maio foi “a mais severa e quente no país desde, pelo menos, 1953”, ultrapassando mesmo a barreira histórica dos 40 graus em maio.</p>
<p>Segundo os modelos meteorológicos ECMWF e GFS, o fluxo atmosférico dominante passa agora a ser de noroeste, favorecendo a entrada de ar polar marítimo e empurrando gradualmente a massa de ar quente para leste. O efeito deverá sentir-se sobretudo a partir de terça-feira, 2 de junho, quando o ambiente mais fresco se instalar em praticamente todo o continente. Apenas algumas zonas do Baixo Alentejo e do Sotavento Algarvio deverão continuar a registar temperaturas mais elevadas.</p>
<p>Ao longo desta segunda-feira, apesar da descida ligeira dos termómetros já sentida em várias zonas do litoral Norte e Centro, o calor continuará relativamente intenso em muitos pontos do interior. Ainda assim, o contraste face aos últimos dias começará a ser mais evidente junto à faixa costeira atlântica, onde várias cidades deverão permanecer abaixo dos 25 graus.</p>
<p>A partir de terça-feira, o cenário meteorológico muda de forma mais expressiva. No Norte, cidades costeiras poderão registar máximas entre os 17 e os 24 graus, enquanto o Vale do Douro deverá atingir valores próximos dos 29 graus. Na região Centro, localidades como Aveiro, Figueira da Foz e Caldas da Rainha deverão ficar perto dos 19 graus, contrastando com os dias anteriores de calor extremo. Já no Sul, o calor persistirá sobretudo no Sotavento Algarvio, onde ainda poderão ser alcançados cerca de 32 graus.</p>
<p>Os meteorologistas antecipam também uma semana mais variável e instável. Apesar de o anticiclone dos Açores continuar relativamente robusto, com valores próximos dos 1030 hPa, a sua posição permitirá a passagem de frentes atlânticas enfraquecidas. Isso poderá traduzir-se em períodos de precipitação fraca e dispersa, especialmente no litoral Norte e Centro e nas zonas montanhosas, com maior probabilidade nos dias 2, 4, 5 e 6 de junho.</p>
<p>A circulação atmosférica prevista para os próximos dias estará associada ao domínio do padrão NAO positiva, conhecido como Oscilação do Atlântico Norte em fase positiva. Este regime caracteriza-se pelo fortalecimento simultâneo do anticiclone dos Açores e da depressão da Islândia, favorecendo uma circulação atlântica mais ativa e um jato polar mais ondulante. Embora este padrão não signifique necessariamente chuva persistente, deverá contribuir para uma maior variabilidade do estado do tempo durante a primeira semana de junho.</p>
<p>Os modelos meteorológicos indicam ainda que a descida térmica poderá continuar até ao final da semana. Em várias cidades do Norte e Centro, as máximas poderão mesmo ficar abaixo dos 20 graus a partir de quinta-feira, 4 de junho, enquanto no Sul os valores deverão oscilar entre os 22 e os 24 graus em diversas localidades. O cenário representa uma mudança abrupta face ao calor excecional que marcou a reta final de maio e que colocou Portugal entre as regiões mais quentes da Europa nos últimos dias.</p>
<p>Além da descida das temperaturas, os ventos de oeste e noroeste deverão ganhar intensidade ao longo da semana, especialmente no litoral ocidental e no Algarve, reforçando a sensação de frescura e ajudando a estabilizar os valores térmicos em níveis mais próximos da média para esta altura do ano.</p>
<p>Depois de dias consecutivos de calor intenso, junho começa assim com um regresso a condições meteorológicas mais típicas da primavera atlântica, marcadas por temperaturas mais amenas, maior humidade e possibilidade de chuva em várias regiões do país.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_768862]]></sapo:autor>
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		<title>Novas regras para a apanha de bivalves entram hoje em vigor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 05:13:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os apanhadores de bivalves estão, a partir de hoje, sujeitos a novas regras, como a obrigação de registar todas as movimentações de moluscos vivos num documento em papel, que é emitido pela DGRM.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os apanhadores de bivalves estão, a partir de hoje, sujeitos a novas regras, como a obrigação de registar todas as movimentações de moluscos vivos num documento em papel, que é emitido pela DGRM. </P><br />
<P>De acordo com o Ministério da Agricultura, a partir de hoje, passa a ser obrigatório os bivalves passarem por um &#8220;estabelecimento conexo nacional devidamente licenciado e autorizado pela Direção-Geral da Alimentação e Veterinária (DGAV), antes da realização de qualquer tipo de transação&#8221;.</P><br />
<P>O Governo alterou as regras para combater a captura ilegal de amêijoa-japonesa no rio Tejo e de outros bivalves em outras zonas do país.</P><br />
<P>Os &#8220;apanhadores passam a estar obrigados a registar todas as movimentações de moluscos bivalves vivos através de documento emitido pela Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM), exclusivamente em suporte papel, válido apenas em território nacional&#8221;, anunciou o ministério liderado por José Manuel Fernandes, em comunicado. </P><br />
<P>De acordo com o ministério, &#8220;a venda de moluscos bivalves vivos a estabelecimentos comerciais grossistas e retalhistas ou diretamente ao consumidor final só pode ser efetuada após o respetivo registo e depuração e/ou expedição por estabelecimento conexo nacional devidamente aprovados para o efeito&#8221;, com exceção dos apanhadores com contratos de abastecimento de pescado, a quem estas regras não se aplicam.</P><br />
<P>Com estas mudanças, o Governo pretende garantir &#8220;condições de rastreabilidade e de salubridade&#8221; dos bivalves, que não poderão ser expedidos do território nacional, &#8220;salvo quando existe um contrato de abastecimento, sem que haja uma passagem por um estabelecimento devidamente licenciado&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Os produtores primários, até estar disponível a plataforma TRACES, procedem ao registo das movimentações de moluscos bivalves vivos, obrigatoriamente, através da utilização de documentos de acompanhamento em suporte papel, emitidos em livros pela DGRM, em território nacional.</P><br />
<P>Passa também agora a ser obrigatório, na ausência de contrato de abastecimento, a passagem dos moluscos bivalves vivos (MBV) por um estabelecimento conexo nacional (depuradoras, centros de expedição ou depósitos) licenciado e devidamente aprovado pela DGAV, requisito que será aplicável a todo o território continental e a todos os bivalves&#8221;.</P><br />
<P>Os estabelecimentos conexos devem cumprir seis critérios, como o &#8220;cumprimento das regras aplicáveis para efeitos de aprovação da atividade de primeira venda (entrega) de bivalves&#8221;, não estarem &#8220;sinalizados por parte das autoridades pela prática de atividade ilícita&#8221;, reportar dados à Docapesca, através de uma aplicação definida para o efeito, confirmar a validade da licença do apanhador, &#8220;através da leitura do QR Code&#8221;, comunicar obrigatoriamente à DGRM situações anómalas.</P><br />
<P>Um pedido de aditamento da atividade de primeira venda &#8220;deverá ser submetido pelos estabelecimentos conexos à DGRM, através do Balcão Eletrónico do Mar (BMar)&#8221;, refere ainda o ministério.</P><br />
<P>Antes de avançar com estas mudanças, o diretor-geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos proibiu, em 21 de janeiro de 2026, a captura de amêijoa-japonesa no Tejo até estarem garantidas as condições de higiene, trabalho, segurança e rastreabilidade.</P><br />
<P>A proibição, segundo apontou, permitiu a realização das ações de fiscalização e &#8220;estudar, em conjunto com os vários intervenientes, um novo modelo que permita evitar a ocorrência dos problemas identificados, não apenas para a apanha de amêijoa-japonesa no Tejo, mas para a apanha de todos os bivalves&#8221;.</P><br />
<P>A Autoridade Marítima Nacional (AMN) e a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) realizaram uma ação de fiscalização em 27 de março no rio Tejo, que levou à apreensão cinco embarcações utilizadas na prática ilícita, à identificação de 11 pessoas e à apreensão de três viaturas que transportavam cerca de meia tonelada de amêijoa-japonesa.</P><br />
<P></P><br />
<P></P><br />
<P>PE/PCT // CSJ</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770213]]></sapo:autor>
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		<title>Líder da oposição em Taiwan inicia visita de duas semanas aos Estados Unidos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 04:59:25 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A líder da oposição taiwanesa, Cheng Li-wun, parte hoje para uma visita de duas semanas aos Estados Unidos, dois meses após se ter reunido com o Presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A líder da oposição taiwanesa, Cheng Li-wun, parte hoje para uma visita de duas semanas aos Estados Unidos, dois meses após se ter reunido com o Presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim.</P><br />
<P>Durante a estadia nos Estados Unidos, a presidente do Kuomintang (KMT), principal partido da oposição em Taiwan, visitará São Francisco, Boston, Nova Iorque, Washington e Los Angeles, onde terá encontros com legisladores, responsáveis governamentais e especialistas em política norte-americana.</P><br />
<P>Em declarações citadas pela agência de notícias taiwanesa CNA, o representante do KMT nos Estados Unidos, Victor Chin, afirmou que Cheng estará em Washington entre 9 e 12 de junho para se reunir com membros do Congresso e participar em encontros à porta fechada em &#8220;três importantes centros de investigação&#8221;.</P><br />
<P>Segundo Chin, as conversações irão centrar-se na paz e estabilidade no Estreito de Taiwan, na segurança regional e no futuro das relações entre Taipé e Washington.</P><br />
<P>Num evento realizado no domingo na cidade de Kaohsiung, no sul da ilha, Cheng afirmou que o objetivo da visita é ajudar os Estados Unidos a compreender que o KMT é o &#8220;verdadeiro amigo&#8221; de Washington e o único partido capaz de garantir que as relações entre os dois lados do Estreito de Taiwan permaneçam pacíficas e livres de conflito.</P><br />
<P>A deslocação ocorre após o encontro de 10 de abril entre Cheng e Xi Jinping, em Pequim, o primeiro contacto direto entre os líderes máximos do KMT e do Partido Comunista Chinês em quase uma década.</P><br />
<P>Na reunião, Xi e Cheng enquadraram a China e Taiwan como parte de uma mesma &#8220;civilização chinesa&#8221; e manifestaram oposição a uma eventual declaração formal de independência da ilha, governada autonomamente desde 1949.</P><br />
<P>Cheng é também uma das vozes mais críticas de um aumento que considera excessivo das despesas militares de Taiwan.</P><br />
<P>O KMT e o minoritário Partido Popular de Taiwan (PPT), que detêm a maioria parlamentar, aprovaram no início de maio um pacote especial de defesa no valor de 780 mil milhões de dólares taiwaneses (21,3 mil milhões de euros) até 2033.</P><br />
<P>O montante representa cerca de dois terços da proposta inicial do Governo, que pretendia elevar a despesa militar para 1,25 biliões de dólares taiwaneses (33,9 mil milhões de euros), e contempla apenas a aquisição de armamento norte-americano, excluindo a compra de veículos aéreos não tripulados (&#8216;drones&#8217;) e outros sistemas produzidos localmente.</P><br />
<P>Esta posição gerou reservas nos Estados Unidos, principal fornecedor de armamento de Taiwan e país que poderá intervir em defesa da ilha em caso de invasão chinesa, apesar de não manter relações diplomáticas formais com Taipé.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770212]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ordens de evacuação e 400 voos cancelados no Japão devido ao tufão Jangmi</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 04:30:10 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Quase 400 voos foram cancelados hoje no Japão, afetando sobretudo as rotas para Okinawa (sul do Japão), devido à chegada do tufão Jangmi, que provocou alertas e ordens de evacuação em várias zonas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Quase 400 voos foram cancelados hoje no Japão, afetando sobretudo as rotas para Okinawa (sul do Japão), devido à chegada do tufão Jangmi, que provocou alertas e ordens de evacuação em várias zonas.</P><br />
<P>O tufão está a aproximar-se das prefeituras japonesas de Okinawa e Amami, onde as autoridades meteorológicas preveem ventos com força de furacão e chuvas torrenciais de até 250 milímetros nas próximas 24 horas, segundo a emissora local NHK.</P><br />
<P>Em Naha, capital de Okinawa (sul do Japão), foram registadas rajadas de vento até 33 metros por segundo esta manhã.</P><br />
<P>As autoridades emitiram também uma ordem de evacuação para toda a cidade de Nanjo (Okinawa) e várias cidades próximas, aconselhando os residentes a evitarem as zonas de risco.</P><br />
<P>A agência meteorológica do Japão, JMA, prevê que, na terça-feira, os ventos máximos sustentados atinjam os 35 metros por segundo, com rajadas até 45 metros por segundo nas zonas mais expostas de Okinawa e Amami.</P><br />
<P>Além disso, a JMA espera que o tufão mude de rumo e se aproxime da ilha principal do Japão nos próximos dois dias, afetando zonas do leste e oeste de Honshu, incluindo Nagoya e a capital japonesa, Tóquio.</P><br />
<P>Algo que levou ao cancelamento de quase 400 voos nas últimas horas, principalmente aqueles com destino ou origem na província japonesa de Okinawa.</P><br />
<P>A All Nippon Airways (ANA) suspendeu 104 voos nos aeroportos de Naha, Ishigaki e Miyako, afetando aproximadamente oito mil passageiros, enquanto a Japan Airlines cancelou 71 voos, impactando mais de 13 mil pessoas, segundo a agência de notícias local Jiji Press.</P><br />
<P>Outras companhias aéreas também sofreram uma onda de cancelamentos: a Japan Transocean Air suspendeu 60 voos, a Skymark cancelou 44 e a Peach Aviation cancelou 40.</P><br />
<P>Entretanto, as autoridades alertaram a população para que tomasse precauções extra contra possíveis deslizamentos de terra, inundações em zonas baixas, subida do nível dos rios e ventos fortes nos próximos dias.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770211]]></sapo:autor>
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		<title>Indústria transformadora chinesa mantém expansão e supera previsões em maio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 04:26:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A atividade da indústria transformadora chinesa continuou a expandir-se em maio, embora a um ritmo mais moderado do que no mês anterior, superando ainda assim as expectativas dos analistas, segundo dados divulgados hoje pela consultora RatingDog.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A atividade da indústria transformadora chinesa continuou a expandir-se em maio, embora a um ritmo mais moderado do que no mês anterior, superando ainda assim as expectativas dos analistas, segundo dados divulgados hoje pela consultora RatingDog.</P><br />
<P>O índice de gestores de compras (PMI, na sigla em inglês) da consultora, elaborado pela agência de notação financeira Standard &amp; Poor&#8217;s (S&amp;P) e acompanhado de perto por investidores internacionais, recuou de 52,2 pontos em abril para 51,8 pontos em maio.</P><br />
<P>Apesar da desaceleração, o resultado ficou acima das previsões dos analistas, que apontavam para uma leitura de 51,4 pontos.</P><br />
<P>Um valor acima dos 50 pontos indica expansão da atividade face ao mês anterior, enquanto uma leitura abaixo desse limiar sinaliza contração.</P><br />
<P>Os dados da RatingDog apresentam uma perspetiva mais otimista do que os números oficiais divulgados no domingo pelo Gabinete Nacional de Estatísticas da China, cujo PMI industrial situou-se exatamente nos 50 pontos em maio, menos 0,3 pontos do que em abril.</P><br />
<P>O fundador da consultora, Yao Yu, destacou que o indicador das novas encomendas, considerado um indicador-chave da procura, abrandou em maio, mas manteve-se entre os níveis mais elevados dos últimos cinco anos, apesar de uma &#8220;ligeira redução&#8221; das encomendas provenientes dos mercados externos.</P><br />
<P>Segundo Yao, as pressões inflacionistas &#8220;moderaram-se&#8221;, proporcionando &#8220;algum alívio&#8221; às empresas do setor.</P><br />
<P>Ainda assim, os custos dos fatores de produção continuaram a aumentar a um ritmo superior à média, devido à subida dos preços das matérias-primas e da energia, bem como a dificuldades persistentes nas cadeias de abastecimento.</P><br />
<P>Os empresários inquiridos pela consultora mantiveram uma visão otimista para os próximos 12 meses, antecipando um aumento da procura.</P><br />
<P>No entanto, Yao alertou que o abrandamento do crescimento da procura e a redução das encomendas do exterior continuam a representar &#8220;riscos importantes que merecem atenção&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770209]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>URGENTE: Irão: Estados Unidos anunciam novos ataques contra sul do país</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 04:06:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os Estados Unidos anunciaram que realizaram ataques durante o fim de semana no sul do Irão, visando sistemas de radar e controlo de drones, apesar do cessar-fogo em vigor entre os dois países.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os Estados Unidos anunciaram que realizaram ataques durante o fim de semana no sul do Irão, visando sistemas de radar e controlo de drones, apesar do cessar-fogo em vigor entre os dois países.</P><br />
<P>Esta onda de ataques norte-americanos, a terceira em pouco mais de uma semana, teve como alvo a cidade de Goruk e a ilha de Qeshm, perto do estreito de Ormuz, informou o Comando Central do exército dos EUA (Centcom, na sigla em inglês), no domingo, na rede social X.</P><br />
<P>As operações foram realizadas &#8220;no sábado e no domingo em resposta a ações agressivas do Irão, incluindo o abate de um drone MQ-1 norte-americano que operava em águas internacionais&#8221;, acrescentou o Centcom, numa altura em que as negociações entre Washington e Teerão para pôr fim à guerra, iniciada em 28 de fevereiro, se mantêm estagnadas.</P></p>
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		<title>REPORTAGEM: Casa de Ferro de Maputo procura nova vida a chegar aos 135 anos</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 04:04:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[*** Lina Cebola (texto e fotos) e Fernando Cumaio (vídeo), da agência Lusa ***]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** Lina Cebola (texto e fotos) e Fernando Cumaio (vídeo), da agência Lusa ***</P><br />
<P> </P><br />
<P>Maputo, 01 jun 2026 (Lusa) &#8211; A icónica Casa de Ferro, instalada em 1892 na transição da primeira capital moçambicana, no período colonial, procura reinventar-se com nova vida, prevendo a função museológica para retratar a história e memória de Maputo.</P><br />
<P>Na Avenida Samora Machel, onde o pulsar da cidade cruza passado e presente entre edifícios que guardam memórias, a casa, em ferro como o nome, ergue-se como marco incontornável, entre as estátuas de Samora Machel &#8211; primeiro Presidente de Moçambique &#8211; e o fluxo constante da vida urbana, afirmando-se como memória viva da história de Maputo.</P><br />
<P>&#8220;A Casa de Ferro foi fabricada na Bélgica e, sendo uma casa pré-fabricada, foi trazida para esta cidade, chamada Lourenço Marques, em 1892&#8221;, começa por explicar à Lusa António Macandza, gestor da infraestrutura, diante do imponente edifício, hoje referência incontornável do património arquitetónico da capital e que ao longo de quase 135 anos já conheceu diferentes localizações e funções.</P><br />
<P>Organizada em vários compartimentos distribuídos por três pisos, ligados por escadas e corredores estreitos, numa lógica funcional típica das residências coloniais da época, foi idealizada para albergar o então governador-geral de Moçambique, Rafael de Andrade, no contexto da transferência da capital da Ilha de Moçambique, na atual província de Nampula, para a então Lourenço Marques, hoje Maputo.</P><br />
<P>&#8220;No momento em que esta cidade era construída, toda ela era de madeira e zinco, tinha que se trazer um palácio para albergar o governador-geral de Moçambique e o governador não podia habitar numa casa semelhante a um cidadão pacato. Daí que foi importada esta casa, para dizer que a casa tem uma grande representação, um grande significado, porque não é uma casa qualquer, é, acima de tudo, uma relíquia&#8221;, afirma Macandza.</P><br />
<P>Apesar da imponência do edifício, com divisões que, embora simples, revelam uma adaptação engenhosa do ferro como elemento estrutural e decorativo, o gestor sublinha que Rafael de Andrade nunca chegou a habitá-lo, devido às condições climáticas de Lourenço Marques: &#8220;No verão esta casa é extremamente quente, no inverno a casa é extremamente fria, razão pela qual Rafael de Andrade, governador-geral de Moçambique, que estava a ser transferido da Ilha de Moçambique para Lourenço Marques, quando visitou a casa, viu que esta representava um atentado à sua saúde&#8221;.</P><br />
<P>Décadas depois da sua chegada a Maputo e de usos diversos ao longo do tempo, a Casa de Ferro seria reconhecida pelo seu valor simbólico e histórico, classificada desde 1972. Consolidou-se a partir daí como um dos principais marcos da memória urbana da capital, atravessando gerações como testemunho vivo de uma época e das transformações da cidade.</P><br />
<P>Hoje ponto turístico, a Casa de Ferro, associado às oficinas do francês Gustave Eiffel, atrai sobretudo visitantes estrangeiros que, intrigados pela estrutura metálica no coração de Maputo, aproximam-se para conhecer a história, num interesse partilhado por escolas, que recorrem ao edifício para transmitir às novas gerações o passado da capital.</P><br />
<P>&#8220;É internacionalmente conhecida, mais conhecida fora na Europa do que localmente. Então, o maior visitante turista tem sido o turista estrangeiro &#8211; europeu, americano -. [entre] os nacionais, temos recebido muitas escolas a visitar&#8221;, conta, lamentando, entretanto, que poucos &#8220;cidadãos adultos&#8221;  visitam o edifício, por não conhecer o seu significado. </P><br />
<P>&#8220;Mas não é só a Casa de Ferro, são os monumentos de museus em Moçambique. Os nossos cidadãos não vão para esses sítios, apenas os alunos é que vão, porque os professores lá nas suas disciplinas de história percebem o impacto desses monumentos&#8221;, explica.</P><br />
<P>Após a última requalificação realizada em 2013, a Casa de Ferro necessita agora de uma &#8220;manutenção profunda&#8221;, uma vez que alguns compartimentos carecem de pintura para prevenir a ferrugem, enquanto o soalho de madeira exige intervenções de restauro. Para o gestor, esta reabilitação insere-se também no esforço de conferir uma nova vida e dinâmica ao edifício.</P><br />
<P>&#8220;De facto, a nossa maior luta neste momento é a atribuição de uma nova funcionalidade à Casa de Ferro, em que deixará de ser apenas um monumento protegido pela lei 10/88, passará também a albergar uma exposição museológica que deve retratar a história da transferência da capital da ilha de Moçambique para Lourenço Marques&#8221;, explica.</P><br />
<P>Além das exposições artísticas que a infraestrutura acolhe pontualmente, prevê-se, segundo Macandza, a criação de bancas para venda de arte, &#8220;onde artesãos poderão expor e comercializar as suas obras&#8221;, bem como a instalação de espaços de convívio, como um café, &#8220;para que os visitantes da Casa de Ferro tenham um sítio de lazer&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770207]]></sapo:autor>
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		<title>Votação arranca hoje para as eleições parlamentares na Etiópia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 03:44:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Os etíopes começaram hoje a votar nas eleições parlamentares, uma disputa com poucas expectativas, em que o grande favorito é o Partido da Prosperidade (PP) do atual primeiro-ministro, Abiy Ahmed, que se recandidata.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os etíopes começaram hoje a votar nas eleições parlamentares, uma disputa com poucas expectativas, em que o grande favorito é o Partido da Prosperidade (PP) do atual primeiro-ministro, Abiy Ahmed, que se recandidata.</P><br />
<P>Cerca de 50 milhões de eleitores estão a eleger os membros do parlamento, que, por sua vez, escolherão o primeiro-ministro, que detém o poder executivo.</P><br />
<P>Dezenas de cidadãos já aguardavam antes da abertura das mesas de voto às 06:00 (04:00 em Lisboa), estando o encerramento da votação previsto para as 18:00 (16:00 em Lisboa).</P><br />
<P>Na sexta-feira, a Amnistia Internacional (AI) pediu ao Governo etíope que respeite a liberdade de imprensa, particularmente no período que antecedia as eleições legislativas, e exortou a comunidade internacional a agir para assegurar esse direito. </P><br />
<P>&#8220;As autoridades etíopes intensificaram a sua repressão contra a liberdade de imprensa numa tentativa cínica de silenciar as críticas no período que antecede as eleições nacionais do país, previstas para 01 de junho&#8221;, afirmou a AI, em comunicado.</P><br />
<P>Nos últimos meses, as autoridades etíopes lançaram uma campanha de repressão contra os meios de comunicação independentes através da detenção arbitrária, do desaparecimento forçado e da vigilância ilegal de jornalistas, referiu a organização não-governamental (ONG). </P><br />
<P>Por outro lado, existe também o relato de jornalistas que viram a sua acreditação ser revogada, enquanto vários órgãos de comunicação social perderam as licenças de forma arbitrária, acrescentou.</P><br />
<P>&#8220;As autoridades etíopes devem reverter estas tendências cada vez mais autoritárias e pôr fim imediato a esta campanha de repressão contra os meios de comunicação social&#8221;, pediu o diretor regional da AI para a África Oriental e Austral, Tigere Chagutah.</P><br />
<P>&#8220;Os parceiros de desenvolvimento da Etiópia e os organismos regionais e internacionais de direitos humanos relevantes também devem pronunciar-se contra o desmantelamento sistemático dos &#8216;media&#8217; independentes do país, numa altura em que os cidadãos se preparam para votar&#8221;, prosseguiu.</P><br />
<P>A ONG citou que, segundo o depoimento de seis jornalistas, a cobertura das eleições legislativas deste ano tem sido &#8220;severamente afetada pela hostilidade contínua contra a imprensa&#8221;.</P><br />
<P>As mesmas fontes referiram que os jornalistas recorrem frequentemente à autocensura para evitar represálias por parte das autoridades. </P><br />
<P>&#8220;A liberdade de imprensa e o livre fluxo de informação são vitais durante as eleições&#8221;, recordou Chagutah. </P><br />
<P>Ao longo do último ano, o organismo regulador dos &#8216;media&#8217; da Etiópia &#8211; a Autoridade de &#8216;Media&#8217; da Etiópia &#8211; suspendeu arbitrariamente o registo do Addis Standard e da Wazema Radio, além de ter revogado a acreditação e as licenças de jornalistas da Reuters.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770206]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>SoftBank ultrapassa Toyota e torna-se empresa com maior capitalização em Tóquio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 02:52:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A gigante de telecomunicações SoftBank tornou-se hoje a maior empresa em termos de valor de mercado na bolsa de Tóquio, ultrapassando a fabricante automóvel Toyota graças aos investimentos em inteligência artificial (IA).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A gigante de telecomunicações SoftBank tornou-se hoje a maior empresa em termos de valor de mercado na bolsa de Tóquio, ultrapassando a fabricante automóvel Toyota graças aos investimentos em inteligência artificial (IA).</P><br />
<P>As ações da SoftBank subiram até 8% logo após a abertura do mercado, atingindo um valor de mercado de 46 triliões de ienes (aproximadamente 248 mil milhões de euros), e ultrapassando a Toyota, cujas ações estavam a cair mais de 4%.</P><br />
<P>A Toyota liderava o ranking de capitalização bolsista da bolsa de Tóquio há 22 anos, desde dezembro de 2003, quando ultrapassou a empresa de telecomunicações NTT Docomo, assinalando o rebentar da bolha tecnológica japonesa.</P><br />
<P>A forte subida das ações da SoftBank ajudou hoje o Nikkei, o índice de referência de Tóquio, a atingir um novo máximo intradiário, quebrando a barreira dos 67 mil pontos pela primeira vez na abertura de uma sessão.</P><br />
<P>A Softbank beneficiou recentemente do entusiasmo dos investidores pelo setor da IA e de notícias sobre planos para a listagem em bolsa da OpenAI, criadora do modelo ChatGPT, no qual a SoftBank investiu milhares de milhões de euros.</P><br />
<P>Segundo o jornal japonês Nikkei, as ações da Softbank receberam um novo impulso após o presidente ter anunciado no sábado que a empresa vai investir 75 mil milhões de euros em dois centros de dados no norte de França dedicados ao desenvolvimento de IA.</P><br />
<P>Em entrevista ao semanário La Tribune de Dimanche, o responsável do grupo japonês, Masayoshi Son, disse que os centros serão instalados em Bosquel e Dunkerque, no norte de França, prevendo que estejam operacionais em 2028 e 2031.</P><br />
<P>&#8220;Será o maior investimento na Europa em infraestruturas relacionadas com IA: 75 mil milhões de euros no total, dos quais 45 mil milhões até 2031, na região de Hauts-de-France&#8221; no norte, para a construção de centros de dados, afirmou Masayoshi Son.</P><br />
<P>Pensados para a produção e o aumento da potência de cálculo da IA, os centros serão desenvolvidos em colaboração com o grupo francês Schneider Electric.</P><br />
<P>O objetivo é que atinjam uma capacidade superior a 5 gigawatts, o triplo do valor que França tem neste momento.</P><br />
<P>Ao La Tribune de Dimanche, o presidente do grupo japonês disse que a decisão de investir em França foi tomada depois de um encontro com o Presidente francês, durante a visita oficial de Emmanuel Macron a Tóquio, em abril.</P><br />
<P>&#8220;Fiquei muito impressionado com o facto de Emmanuel Macron se empenhar tanto a título pessoal para garantir o sucesso económico de França, mesmo que os nossos investimentos se tenham concentrado até agora principalmente nos Estados Unidos, bem como no Japão e na Ásia&#8221;, disse.</P><br />
<P>A japonesa Softbank é considerada líder em investimento em IA, tendo anunciado em maio que quadruplicou o lucro líquido do exercício fiscal de 2025, encerrado em março passado, para cinco biliões de ienes (cerca de 27 mil milhões de euros).</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770204]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Líder da Colômbia e candidato de esquerda rejeitam resultados das presidenciais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 02:25:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O chefe de Estado da Colômbia, Gustavo Petro, e o candidato de esquerda Iván Cepeda, rejeitaram os resultados da primeira volta das presidenciais, que deram vantagem ao candidato de extrema-direita Abelardo de la Espriella.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O chefe de Estado da Colômbia, Gustavo Petro, e o candidato de esquerda Iván Cepeda, rejeitaram os resultados da primeira volta das presidenciais, que deram vantagem ao candidato de extrema-direita Abelardo de la Espriella.</P><br />
<P>Gustavo Petro afirmou no domingo que não aceita os resultados preliminares, com 98% dos votos contados, que apontam Abelardo de la Espriella como o favorito, com mais de 10 milhões de votos (43,74% do total).</P><br />
<P>&#8220;Como Presidente, não aceito os resultados preliminares da contagem&#8221;, escreveu Petro na rede social X, onde reiterou as críticas ao sistema eletrónico e afirmou que apenas reconhecerá a contagem oficial emitida pela justiça da Colômbia.</P><br />
<P>Petro sustentou que a contagem, cujos resultados são meramente informativos e não têm validade legal, assenta num programa que apresenta inconsistências em relação ao recenseamento eleitoral oficial.</P><br />
<P>O líder colombiano alegou, sem apresentar provas, que o programa adicionou &#8220;800 mil pessoas&#8221; ao registo eleitoral e &#8220;foram acrescentadas centenas de milhares de votos&#8221; em algumas assembleias de voto já contestadas.</P><br />
<P>Petro voltou a fazer alusão à Thomas Greg &amp; Sons, empresa que tem estado no centro de uma disputa com o Governo sobre o contrato de emissão de passaportes e a participação em vários processos eleitorais.</P><br />
<P>Abelardo de la Espriella, do movimento Defensores da Pátria, e Iván Cepeda, do Pacto Histórico, vão defrontar-se na segunda volta das eleições presidenciais colombianas, em 21 de junho.</P><br />
<P>Os dois candidatos foram os que receberam no domingo a maioria dos votos na primeira volta, disputada por 10 concorrentes.</P><br />
<P>De la Espriella surpreendeu ao obter um resultado melhor do que o previsto pelas sondagens, que o colocavam consistentemente em segundo lugar, atrás de Cepeda.</P><br />
<P>O candidato de esquerda, por sua vez, ficou em segundo lugar com 9,5 milhões de votos (40,9%), segundo o Registo Nacional, órgão responsável pela organização das eleições.</P><br />
<P>Também Iván Cepeda afirmou que não reconhecerá os resultados das eleições presidenciais na Colômbia até que as dúvidas sobre o processo relacionadas com o recenseamento eleitoral e as contestações em várias mesas de voto sejam resolvidas.</P><br />
<P>&#8220;Há uma discrepância que queremos verificar em relação ao recenseamento eleitoral, e não se trata de uma discrepância qualquer: estamos a falar de 885 mil pessoas&#8221;, disse Cepeda aos apoiantes em Bogotá, sem fornecer detalhes sobre a origem deste número.</P><br />
<P>O candidato alegou que obteve &#8220;10 milhões de votos que foram contabilizados incorretamente na Colômbia&#8221; e proclamou o Pacto Histórico como a principal força política do país.</P><br />
<P>Cepeda acusou também o líder do vizinho Equador, Daniel Noboa, de interferir nas presidenciais colombianas por estar &#8220;em conluio&#8221; com Abelardo De la Espriella.</P><br />
<P>Com 48 anos, de la Espriella é considerado um político antissistema e lidera o recém-criado movimento Defensores da Pátria, tendo prometido &#8220;salvar o país e transformá-lo numa nação milagrosa&#8221;. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770203]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Liga Árabe condena Israel por &#8220;brutal agressão&#8221; e &#8220;contínua invasão &#8221; do Líbano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 01:43:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Liga dos Estados Árabes condenou a "brutal agressão israelita contra o Líbano", após Israel tomar a icónica fortaleza medieval de Beaufort e anunciar a intenção de estender a ocupação do país vizinho.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Liga dos Estados Árabes condenou a &#8220;brutal agressão israelita contra o Líbano&#8221;, após Israel tomar a icónica fortaleza medieval de Beaufort e anunciar a intenção de estender a ocupação do país vizinho.</P><br />
<P>O secretário-geral da Liga dos Estados Árabes &#8220;condenou veementemente a brutal agressão israelita contra o Líbano, a contínua invasão do território libanês, a destruição de aldeias e sítios arqueológicos no sul do Líbano, e os ataques e deslocações de civis&#8221;.</P><br />
<P>Numa nota divulgada nas redes sociais, no domingo, Ahmed Aboul Gheit denunciou os incidentes como uma &#8220;flagrante violação da soberania libanesa&#8221;, bem como &#8220;uma grave violação do Direito Internacional e do Direito Internacional Humanitário&#8221;.</P><br />
<P>O comunicado enfatizou &#8220;a necessidade urgente de um fim imediato a esta brutal agressão israelita&#8221;, argumentando que &#8220;representa uma grave ameaça à segurança e à estabilidade na região&#8221;.</P><br />
<P>A Liga &#8220;reafirmou a solidariedade&#8221; com &#8220;o Líbano e o seu povo&#8221; e instou o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas a &#8220;assumir as suas responsabilidades&#8221; e a &#8220;compelir Israel a um cessar-fogo&#8221;.</P><br />
<P>A organização recordou uma resolução adotada em 2006, que exige um cessar-fogo permanente entre o movimento xiita libanês Hezbollah e Israel, baseado na criação de uma zona tampão, e a retirada do exército israelita do sul do Líbano.</P><br />
<P>O Conselho de Segurança da ONU vai realizar uma reunião de emergência hoje, a pedido da França, depois de o exército israelita ter tomado a fortaleza de Beaufort, na província de Nabatiye, no sudeste do Líbano.</P><br />
<P>A reunião vai acontecer imediatamente após outro encontro de emergência solicitado pela Roménia, em consequência da queda de um drone num edifício em Galati, agendada para as 15:00 em Nova Iorque (20:00 em Lisboa), avançou a agência de notícias francesa France-Presse (AFP), citando fontes diplomáticas.</P><br />
<P>Os confrontos entre Israel e o Hezbollah continuam quase diariamente, apesar da trégua em vigor desde 17 de abril. </P><br />
<P>As hostilidades intensificaram-se no início de março, num contexto de crescentes tensões regionais ligadas ao conflito entre os Estados Unidos e Israel e o Irão.</P><br />
<P>Por seu lado, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, cujo Governo considera grandes áreas do sul do Líbano como zonas de combate, anunciou na sexta-feira que as forças israelitas atravessaram o rio Litani, situado a cerca de 30 quilómetros a norte da fronteira entre os dois países.</P><br />
<P>No domingo, o exército israelita declarou, nas redes sociais, que alargou as operações contra alvos do Hezbollah a norte do Litani e que a ofensiva se estenderia a outras zonas.</P><br />
<P>O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, afirmou que o objetivo é &#8220;destruir o poder do Hezbollah&#8221; e garantir a segurança das comunidades no norte de Israel e confirmou que as forças israelitas tinham assumido o controlo da fortaleza medieval de Beaufort, no sul do Líbano.</P><br />
<P>Em meados de abril, Israel estabeleceu uma &#8220;linha amarela&#8221; (semelhante à que utiliza em Gaza) a cerca de 10 quilómetros da fronteira entre os dois países, sendo a área entre as duas linhas ocupada por tropas israelitas com vista a estabelecer a segurança do país.</P><br />
<P>Nos últimos dias, as forças armadas lançaram uma invasão para além dessa mesma linha divisória, o que gerou novas críticas internacionais e aumentou a pressão diplomática.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770202]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Bolsa de Tóquio abre com Nikkei a subir 0,06%</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/bolsa-de-toquio-abre-com-nikkei-a-subir-006/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 00:05:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Tóquio abriu hoje em alta, com o principal índice, o Nikkei, a subir 0,06% para 66.370,36 pontos, três minutos após a abertura da sessão.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A bolsa de Tóquio abriu hoje em alta, com o principal índice, o Nikkei, a subir 0,06% para 66.370,36 pontos, três minutos após a abertura da sessão.</P><br />
<P>Em sentido contrário, o segundo indicador, o Topix, caía 0,19% para 3.949,75 pontos, às 09:03 locais (01:03 em Lisboa)</P><br />
<P>O índice Nikkei reflete a média não ponderada dos 225 principais valores da bolsa de Tóquio, enquanto o indicador Topix agrupa os valores das 1.600 maiores empresas cotadas.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770201]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Menos crianças, mais horas na escola: o retrato de um país onde ter filhos pesa cada vez mais na vida profissional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 May 2026 23:01:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Fundação Francisco Manuel dos Santos]]></category>
		<category><![CDATA[Luísa Loura]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[pordata]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Luísa Loura, diretora da Pordata, falou em exclusivo à 'Executive Digest' sobre o estudo a propósito do Dia Mundial da Criança]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal tem hoje 1 milhão e 58 mil crianças com menos de 12 anos. O número, isolado, pode parecer apenas mais uma estatística. Mas ganha outro peso quando colocado no retrato europeu divulgado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, através da Pordata, a propósito do Dia Mundial da Criança, assinalado esta segunda-feira: em 50 anos, o país passou de segundo Estado-membro com maior proporção de crianças para quarto país da União Europeia com menos crianças.</p>
<p>A mudança não surpreende Luísa Loura, diretora da Pordata. Pelo menos não no essencial. “Em relação à parte demográfica em si, não me surpreenderam”, afirma, em entrevista exclusiva à &#8216;Executive Digest&#8217;. O que a fez parar foi outro detalhe: “Portugal e Espanha foram os dois países da União Europeia onde a quebra foi maior.&#8221;</p>
<p>O estudo mostra que Portugal tinha, em 1975, 22% de crianças com menos de 12 anos na população. Em 2025, essa proporção caiu para 9,8%. A descida, de 12,1 pontos percentuais, é a segunda maior entre os 22 países com histórico de dados disponível, apenas atrás de Espanha, que passou de 22,2% para 9,8%. Hoje, Itália é o país da UE com menor proporção de crianças, com 9,1%, enquanto Irlanda, Suécia e França surgem no extremo oposto.</p>
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<p><strong>A Península Ibérica no centro da quebra</strong></p>
<p>Para Luísa Loura, o facto de Portugal e Espanha surgirem no topo da queda merece atenção. A redução da natalidade é um fenómeno generalizado no mundo ocidental, mas a intensidade da descida na Península Ibérica levanta uma pergunta adicional: porque foi aqui tão forte?</p>
<p>A diretora da Pordata aponta para uma combinação histórica e económica. Há 50 anos, Portugal e Espanha vinham de ditaduras e entraram rapidamente em democracia, com abertura ao exterior, novas possibilidades de mobilidade, outros projetos de vida e contacto mais intenso com padrões sociais já em transformação noutros países europeus.</p>
<p>“Esse fenómeno de redimensionamento das famílias, que já estava num caminho de menos filhos noutros países, propagou-se para Portugal”, explica. A abertura para viajar, estudar, conhecer outras culturas e construir trajetórias diferentes juntou-se a um fator menos favorável: “os salários eram muito baixos”. Na prática, diz, houve uma aceleração do adiamento da parentalidade.</p>
<p>A consequência é estrutural. Menos filhos hoje significam menos adultos amanhã, menos rede familiar no futuro e maior pressão sobre sistemas sociais já confrontados com o envelhecimento. “Não é de todo uma boa notícia”, resume Luísa Loura.</p>
<p><strong>As crianças que existem passam muitas horas na escola</strong></p>
<p>O segundo dado forte do retrato da Pordata não está apenas no número de crianças, mas no tempo que elas passam fora de casa. Portugal está entre os cinco países da União Europeia onde as crianças passam mais horas por semana em creches, infantários e escolas. Nas crianças dos 6 aos 11 anos, o país regista 38 horas semanais, o valor mais elevado da UE e acima da média europeia de 31,5 horas.</p>
<p>Também nas idades mais novas Portugal surge no topo. As crianças entre os 3 anos e a entrada na escolaridade obrigatória passam, em média, 38,3 horas por semana em educação formal, o que coloca o país na quarta posição europeia. Entre as crianças com menos de 3 anos, a média é de 36,7 horas, o quinto valor mais elevado da União Europeia. Em termos globais, só a Hungria apresenta uma carga horária superior à portuguesa.</p>
<p><a href="https://executivedigest.sapo.pt/?attachment_id=769858" rel="attachment wp-att-769858"><img decoding="async" src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/05/Pordata-1.png" alt="" width="618" height="490" class="alignnone size-full wp-image-769858" srcset="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/05/Pordata-1.png 618w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/05/Pordata-1-300x238.png 300w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/05/Pordata-1-568x450.png 568w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/05/Pordata-1-600x476.png 600w" sizes="(max-width: 618px) 100vw, 618px" /></a></p>
<p>Este resultado intrigou Luísa Loura, mas acabou por fazer sentido quando cruzado com o mercado de trabalho. “Portugal é dos países que têm em simultâneo um maior número de horas em média de trabalho e das menores proporções de trabalhadores a tempo parcial”, observa.</p>
<p>A ligação é direta. Com salários baixos, o trabalho a tempo parcial torna-se menos viável. E, se ambos os membros do casal trabalham a tempo completo, as crianças passam mais tempo em creches, amas e escolas. “As crianças têm de ficar à guarda de outros”, afirma, sublinhando que, quando a educação é boa e certificada, essa resposta é necessária. Mas deixa uma pergunta em aberto: “Para que tanta hora? Será que temos bons resultados? Isso é outra dimensão.”</p>
<p><strong>Creches e amas: uma melhoria que surpreendeu</strong></p>
<p>Nem todos os dados do estudo apontam apenas para fragilidades. A cobertura de creches e amas aumentou de forma expressiva em Portugal. Em 2025, quase 58% das crianças até aos 3 anos estavam abrangidas por algum tipo de educação formal, em creches ou amas certificadas, acima da média europeia de 40,5%. Desde 2013, Portugal registou uma subida de 22,1 pontos percentuais neste indicador, bastante superior ao crescimento médio da União Europeia.</p>
<p>Foi precisamente este dado que surpreendeu Luísa Loura. “O que me trouxe alguma surpresa foi o aumento da cobertura de creches e amas”, admite. A responsável explica que não tinha totalmente presente a dimensão da melhoria, sobretudo no registo das amas certificadas, mas também no número de crianças inscritas em creches.</p>
<p>A leitura é dupla. Por um lado, há mais resposta formal para as famílias. Por outro, esse aumento confirma também a dependência crescente das estruturas de acolhimento, num país onde a conciliação entre trabalho e família continua condicionada por horários longos e salários que deixam pouca margem para reduzir tempo laboral.</p>
<p>Portugal também se aproxima do topo europeu no pré-escolar. Em 2024, 94,5% das crianças entre os 3 anos e a idade de entrada na escola frequentavam o pré-escolar, muito perto da média europeia, de 95%. A cobertura já é universal nas crianças de 5 anos, mas continua abaixo dessa meta aos 4 anos e, sobretudo, aos 3 anos.</p>
<p><strong>Famílias mais pequenas, redes mais frágeis</strong></p>
<p>O retrato das crianças portuguesas é também um retrato das famílias. Em Portugal, há 793 mil agregados familiares com pelo menos uma criança menor de 12 anos, o equivalente a 17% do total de famílias. Cerca de 69% das crianças vivem com um casal, 20% em famílias com mais de dois adultos e quase 11% em famílias monoparentais.</p>
<p>Esta mudança importa porque a demografia não se resume ao número de nascimentos. Famílias mais pequenas significam redes familiares mais reduzidas. Menos irmãos, menos tios, menos primos, menos potenciais cuidadores no futuro. Foi uma das ligações que Luísa Loura destacou logo no início da conversa: “O facto de as pessoas terem menos filhos depois também significa uma menor rede de apoio.”</p>
<p>Esse ponto é central num país que envelhece rapidamente. A quebra da natalidade de hoje prepara o desequilíbrio social de amanhã: menos população ativa, menos contribuintes, mais idosos e maior necessidade de cuidados. O problema não é apenas haver menos crianças. É haver menos crianças num país que, ao mesmo tempo, precisa de mais gente nova para sustentar o seu futuro.</p>
<p><strong>Ainda há 157 mil crianças em risco de pobreza</strong></p>
<p>O estudo mostra também uma melhoria relevante na última década: em 2025, 157 mil crianças menores de 12 anos viviam em famílias em risco de pobreza em Portugal, menos 103 mil do que em 2015. Ainda assim, o número continua elevado e recorda que a infância não é vivida da mesma forma por todas as famílias.</p>
<p>A escolaridade dos pais continua a ser um dos fatores mais determinantes. Em todos os países da UE, o nível de escolaridade dos pais está fortemente associado ao risco de pobreza ou exclusão social das crianças. Em Portugal, essa disparidade é menos acentuada do que na maioria dos Estados-membros, mas continua expressiva: nas crianças com menos de 6 anos, a taxa de risco de pobreza ou exclusão social é de 41,1% quando os pais não foram além do ensino básico, mas desce para 5,4% quando têm ensino superior.</p>
<p>Este dado ajuda a explicar porque as políticas para a infância não podem ficar isoladas da educação, do trabalho e dos rendimentos. A condição das crianças depende diretamente da condição dos adultos que as criam.</p>
<p><strong>O que pode inverter a tendência?</strong></p>
<p>Questionada sobre as medidas mais urgentes para começar a travar a curva descendente, Luísa Loura começa por uma ideia simples: mostrar a dimensão do problema. “Cada um por si não tem a noção da situação global”, afirma. A comunicação pública, defende, é parte da resposta.</p>
<p>Mas a base da mudança, na sua leitura, está no mundo laboral. Não apenas em licenças ou apoios formais, mas na forma como as empresas e o mercado tratam quem tem filhos. “Tem de haver incentivos mais claros para as empresas não castigarem”, afirma, alertando para o impacto que as ausências por parentalidade podem ter na carreira de mulheres e homens.</p>
<p>A especialista nota que mesmo os homens estão a usar menos tempo de licença a que têm direito, por receio de perder oportunidades profissionais. “É muito bonito dizer que podem ficar até não sei quantos meses e depois, quando regressam, perderam ali alguma oportunidade”, observa.</p>
<p>A proposta que deixa para discussão é pragmática: talvez seja mais eficaz permitir regressos mais graduais ao trabalho, com tempo parcial temporário e remuneração próxima da anterior, do que afastamentos longos que desligam os trabalhadores da evolução profissional. “É preferível, a meu ver, as pessoas ficarem menos tempo em casa, mas quando regressarem conseguirem estar a tempo parcial, ganhando praticamente o mesmo”, defende.</p>
<p><strong>Trabalho, salários e filhos: o nó que falta desatar</strong></p>
<p>A questão laboral ganha peso adicional num momento em que o Governo discute alterações ao regime do trabalho. Luísa Loura evita comentar em detalhe a proposta, mas deixa uma reserva: a articulação entre trabalho e família não lhe parece estar suficientemente refletida no debate.</p>
<p>“Portugal enfrenta agora várias coisas”, afirma, apontando desafios de produtividade, baixos salários, inteligência artificial, robótica e transformação do mercado laboral. Mas insiste num ponto: sem melhores condições laborais e sem maior produtividade, será difícil criar um ambiente em que ter filhos não seja vivido como perda profissional ou financeira.</p>
<p>“Sem produtividade, os salários são baixos. E, sendo os salários baixos, todos trabalhamos e não podemos estar a tempo parcial”, resume.</p>
<p><strong>Um país onde só quatro municípios contrariaram a tendência</strong></p>
<p>A quebra demográfica também se vê no mapa. Entre 1991 e 2024, a proporção de crianças com menos de 10 anos aumentou em apenas quatro municípios portugueses: Aljezur, Lisboa, Montijo e Vila Velha de Ródão. Nos 308 municípios, a proporção de crianças varia hoje entre 3,6% em Almeida e 11,1% na Ribeira Grande.</p>
<p>O dado é particularmente expressivo porque mostra que a perda de crianças não é apenas um fenómeno do interior envelhecido. É uma tendência quase nacional, com exceções muito limitadas e explicações locais diferentes: dinâmica urbana, habitação, migração, reconfiguração populacional ou atração de famílias mais jovens.</p>
<p>Luísa Loura aponta para países como França, Suécia e Irlanda como exemplos que Portugal deve observar. Não porque tenham escapado ao envelhecimento, mas porque mantêm proporções de crianças mais elevadas do que Portugal. “Conseguiram estratégias para que a quebra não fosse tão grande”, afirma.</p>
<p><strong>A infância como sinal de futuro</strong></p>
<p>O retrato da Pordata não é apenas sobre crianças. É sobre o país que Portugal está a construir: mais envelhecido, com famílias mais pequenas, crianças mais institucionalizadas no seu dia a dia e pais pressionados por horários longos e rendimentos baixos.</p>
<p>A boa notícia está na melhoria da cobertura de creches, amas e pré-escolar, na redução do número de crianças em risco de pobreza e na existência de respostas formais mais abrangentes. A notícia menos boa é que essas respostas parecem estar a compensar um modelo laboral e social que continua a empurrar a parentalidade para mais tarde, para menos filhos ou para a desistência.</p>
<p>“Não esqueçam que o país precisa de mais gente nova”, resume Luísa Loura. A frase não é apenas um aviso demográfico. É uma forma de recentrar o debate: se Portugal quer mais crianças, terá de olhar menos para a natalidade como apelo moral e mais para as condições concretas que tornam possível formar família.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769850]]></sapo:autor>
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		<title>Não consegue dormir com o calor? Há um truque estranho que especialistas garantem resultar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 May 2026 18:35:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Com as temperaturas elevadas a dificultarem o descanso noturno em vários pontos da Europa começam a multiplicar-se os conselhos para tentar combater o calor dentro de casa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com as temperaturas elevadas a dificultarem o descanso noturno em vários pontos da Europa começam a multiplicar-se os conselhos para tentar combater o calor dentro de casa. Ventoinhas estrategicamente colocadas, roupa de cama mais leve e duches antes de dormir são algumas das soluções mais comuns, mas há agora um método bastante mais invulgar a ganhar destaque: dormir com meias ligeiramente húmidas.</p>
<p>A recomendação foi feita pela especialista em sono Deborah Lee, citada pelo Daily Mail, que garante que este truque pode ajudar o corpo a reduzir a temperatura interna durante as noites mais quentes. Segundo a médica, o método funciona através de um processo conhecido como arrefecimento evaporativo.</p>
<p>“É uma ideia extremamente estranha, mas vale a pena ouvir a explicação”, afirmou Deborah Lee. Segundo a especialista, usar “um par de meias de algodão ligeiramente húmidas” durante a noite ajuda o corpo a dissipar calor de forma mais eficiente. “Os pés desempenham um papel muito importante na regulação térmica do organismo, por isso mantê-los frescos acaba por ter impacto no corpo inteiro”, explicou.</p>
<p>O procedimento recomendado é simples: passar as meias por água fria, torcê-las para retirar o excesso de água — sem as deixar a pingar — e calçá-las pouco antes de ir para a cama.</p>
<p>As declarações surgem numa altura em que várias regiões britânicas enfrentam temperaturas próximas dos 35 graus Celsius, levando muitos especialistas a alertar para os riscos do calor excessivo durante a noite, sobretudo para idosos, crianças e pessoas com problemas de saúde.</p>
<p>Além das meias húmidas, Deborah Lee deixou ainda outras sugestões para tentar dormir melhor durante os períodos de calor intenso. Uma delas passa por transformar o tradicional saco de água quente numa espécie de “garrafa de água fria”.</p>
<p>A especialista aconselha a encher o saco com água fria e colocá-lo no congelador durante cerca de 15 minutos antes de ir para a cama. “Assim entra numa cama com lençóis frescos, em vez daquela sensação de forno insuportável”, explicou. Segundo Deborah Lee, trata-se de uma “troca simples”, mas que pode fazer “uma diferença genuína” na qualidade do sono.</p>
<p>Outro dos erros mais comuns, segundo a especialista, é tomar duches de água gelada imediatamente antes de dormir. Apesar de parecer uma solução lógica, Deborah Lee garante que pode ter precisamente o efeito contrário.</p>
<p>“Um duche morno cerca de hora e meia antes de dormir ajuda o corpo a iniciar naturalmente a descida de temperatura necessária para adormecer”, afirmou. Pelo contrário, explicou, um banho demasiado frio pode obrigar o organismo a esforçar-se para voltar a aquecer, dificultando o relaxamento e o adormecimento.</p>
<p>Entre os métodos sugeridos encontra-se ainda uma técnica conhecida como “método egípcio”, usada há séculos em regiões de clima quente.</p>
<p>Segundo Deborah Lee, esta solução consiste em molhar uma toalha grande com água fria, torcê-la bem e pendurá-la junto a uma porta ou janela do quarto. “Quando o ar quente passa pela toalha húmida, acaba por arrefecer parcialmente, funcionando de forma semelhante a um sistema rudimentar de ar condicionado”, explicou.</p>
<p>A especialista admite que o método não provoca uma descida drástica da temperatura ambiente, mas garante que pode ser suficiente para criar uma sensação térmica mais confortável e facilitar o sono.</p>
<p>Nos últimos dias, vários especialistas em saúde e climatologia têm alertado para o impacto das ondas de calor na qualidade do descanso noturno. A dificuldade em dormir durante períodos de temperaturas elevadas tornou-se um problema crescente, sobretudo em países menos habituados a calor extremo e onde muitas habitações não possuem sistemas de ar condicionado.</p>
<p>Além disso, estudos científicos têm vindo a associar o aumento das temperaturas noturnas às alterações climáticas, fenómeno que contribui para ondas de calor mais frequentes, mais intensas e mais prolongadas.</p>
<p>Enquanto isso, multiplicam-se nas redes sociais as partilhas de truques improvisados para sobreviver às noites quentes — desde colocar lençóis no frigorífico até dormir com toalhas húmidas ou recipientes de gelo junto à cama. As meias molhadas juntam-se agora à lista de soluções improváveis que prometem ajudar quem continua sem conseguir dormir com o calor.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769701]]></sapo:autor>
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		<title>Giro: Vingegaard é o oitavo a ganhar as três &#8216;grandes&#8217;, Eulálio conquista a juventude</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 May 2026 17:05:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Jonas Vingegaard tornou-se hoje no oitavo ciclista a vencer as três grandes Voltas, ao conquistar o 109.º Giro, no qual o português Afonso Eulálio foi o melhor jovem e acabou na sexta posição da geral.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Jonas Vingegaard tornou-se hoje no oitavo ciclista a vencer as três grandes Voltas, ao conquistar o 109.º Giro, no qual o português Afonso Eulálio foi o melhor jovem e acabou na sexta posição da geral.</P><br />
<P>Único favorito à partida para esta Volta a Itália, o dinamarquês da Visma-Lease a Bike, de 29 anos, confirmou hoje o seu triunfo, vencendo a prova logo na primeira participação e juntando-se a Jacques Anquetil, Felice Gimondi, Eddy Merckx, Bernard Hinault, Alberto Contador, Vincenzo Nibali e Chris Froome, os outros ciclistas que conquistaram as três &#8216;grandes&#8217;. </P><br />
<P>Ao concluir a 21.ª e última etapa de um Giro que começou em 08 de maio, em Nessebar (Bulgária), Afonso Eulálio tornou-se no segundo português a sagrar-se melhor jovem na &#8216;corsa rosa&#8217;, depois de João Almeida, em 2023, e o terceiro a conquistar uma camisola, já que Ruben Guerreiro foi &#8216;rei da montanha&#8217; em 2020.</P><br />
<P>Aos 24 anos, o figueirense da Bahrain Victorious, que liderou o Giro durante nove etapas e foi sexto na geral final, é também o terceiro melhor ciclista nacional na geral da &#8216;corsa rosa&#8217;, sendo superado apenas por João Almeida, que soma três lugares no top 6, e José Azevedo, quinto em 2001.</P><br />
<P>A última etapa foi ganha pelo italiano Jonathan Milan (Lidl-Trek), que se impôs no final dos 131 quilómetros com início e final em Roma.</P><br />
<P>Vingegaard, vencedor das edições de 2022 e 2023 do Tour e campeão em título da Vuelta, vai subir ao pódio final da 109.ª Volta a Itália juntamente com o austríaco Felix Gall (Decathlon), segundo, e o australiano Jai Hindley (Red Bull-BORA-hansgrohe), o campeão de 2022 e &#8216;vice&#8217; de 2020 que desta vez foi terceiro.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770190]]></sapo:autor>
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		<title>Comichão nos olhos? Médicos explicam os perigos de o fazer (e como evitar)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 May 2026 17:00:59 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os especialistas em oftalmologia alertam que um gesto aparentemente inofensivo — esfregar os olhos — pode ter consequências relevantes para a saúde ocular, incluindo infeções, lesões na córnea e, em casos mais graves, perda parcial de visão ou necessidade de transplante.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os especialistas em oftalmologia alertam que um gesto aparentemente inofensivo — esfregar os olhos — pode ter consequências relevantes para a saúde ocular, incluindo infeções, lesões na córnea e, em casos mais graves, perda parcial de visão ou necessidade de transplante.</p>
<p>Segundo referem especialistas ao The Conversation, a irritação ocular é uma das queixas mais comuns em consultas de oftalmologia e optometria, sendo frequentemente provocada por condições benignas mas desconfortáveis. Entre as principais causas está a conjuntivite alérgica, responsável por cerca de metade dos casos de comichão ocular. Trata-se de uma reação inflamatória da conjuntiva, a membrana transparente que reveste o olho, desencadeada por alergénios que ativam o sistema imunitário e levam à libertação de substâncias inflamatórias responsáveis pela sensação de comichão.</p>
<p>Outras causas frequentes incluem a síndrome do olho seco, a blefarite e inflamações das pálpebras associadas a dermatite. Estas situações provocam sensação de areia, secura ou irritação, levando muitas pessoas a esfregar os olhos como forma instintiva de alívio. No entanto, a anatomia delicada da pálpebra e a finura da camada superficial da pele tornam esta zona particularmente vulnerável a agressões externas.</p>
<p>O risco mais grave associado ao hábito de esfregar os olhos é o desenvolvimento de queratocone, uma doença progressiva em que a córnea — a estrutura transparente na parte frontal do olho — se torna mais fina e assume uma forma irregular e em cone. Esta alteração provoca astigmatismo irregular e visão turva, podendo agravar-se ao longo do tempo. Em muitos casos, é necessário recorrer a lentes de contacto especiais para melhorar a visão e, em situações mais avançadas, pode ser necessário um transplante de córnea. Existe atualmente o tratamento de cross-linking corneano, que reforça as fibras de colagénio e ajuda a travar a progressão da doença.</p>
<p>Para além do queratocone, esfregar os olhos pode provocar outras complicações, como abrasões da córnea — pequenas lesões na superfície ocular que causam dor intensa, visão turva e aumentam o risco de infeção, exigindo frequentemente tratamento com antibióticos. Outro efeito possível é a hemorragia subconjuntival, que ocorre quando um pequeno vaso sanguíneo se rompe na superfície do olho, provocando vermelhidão acentuada. Apesar do aspeto alarmante, trata-se geralmente de uma condição benigna que desaparece espontaneamente em uma a duas semanas.</p>
<p>Este hábito pode ainda facilitar a transmissão de infeções como a conjuntivite, conhecida como “olho vermelho”, causada por vírus ou bactérias. Trata-se de uma doença altamente contagiosa, pelo que a higiene das mãos é essencial antes de qualquer contacto com os olhos.</p>
<p>Os especialistas recomendam evitar esfregar os olhos sempre que possível e procurar tratar a causa da irritação. Entre as soluções mais eficazes estão as lágrimas artificiais, que ajudam a aliviar a secura e podem ser refrigeradas para maior conforto, bem como compressas frias, que reduzem a inflamação e diminuem a vontade de esfregar os olhos.</p>
<p>No caso de alergias, recomenda-se evitar os alergénios sempre que possível, por exemplo através do uso de óculos de sol ou da lavagem do rosto após exposição ao pólen. Podem também ser utilizados colírios antialérgicos, incluindo anti-histamínicos ou estabilizadores de mastócitos, ou combinações de ambos. Em situações persistentes, pode ser necessária prescrição de colírios com corticoides sob supervisão médica.</p>
<p>Quando os sintomas não melhoram com medidas simples, os especialistas aconselham consulta com um oftalmologista para avaliação adequada, de forma a prevenir complicações e proteger a visão a longo prazo.</p>
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		<title>Financiamento do BPF soma mais de 3.500 ME até maio antecipando novo recorde em 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 May 2026 16:10:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Banco Português de Fomento (BPF) soma cerca de 3,5 mil milhões de euros em financiamento às empresas até maio, uma média de 700 milhões de euros injetados mensalmente na economia, disse o presidente executivo à Lusa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Banco Português de Fomento (BPF) soma cerca de 3,5 mil milhões de euros em financiamento às empresas até maio, uma média de 700 milhões de euros injetados mensalmente na economia, disse o presidente executivo à Lusa.</P><br />
<P>Segundo Gonçalo Regalado, este valor, que deverá saldar-se entre os 3,5 mil milhões e os 3,6 mil milhões de euros, estava, em 23 de maio, dividido por 2,5 mil milhões em garantias nacionais, a maior fatia da produção, 250 milhões de euros em garantias internacionais, de convenções internacionais, 600 milhões em subvenções e cerca de 200 milhões em crédito direto a projetos.</P><br />
<P>&#8220;Grosso modo, o banco está a fazer 700 milhões de euros por mês&#8221;, frisou o presidente executivo (CEO) do BPF em declarações à Lusa.</P><br />
<P>O responsável já tinha dito à Lusa que no montante total, as empresas afetadas pelo mau tempo desde a passagem da tempestade Kristin &#8211; que afetou fortemente empresas e atividades económicas em vários distritos do país, sobretudo da região Centro &#8211; tinham já contratado, ou têm em contratação, 1,566 mil milhões de euros do financiamento disponível na banca comercial, 91% do total do valor candidatado nas Linhas de Apoio à Reconstrução.</P><br />
<P>Desde então, o BPF, em articulação com a banca comercial, mobilizou &#8220;uma resposta financeira de grande dimensão para apoiar a recuperação da economia portuguesa&#8221;, considerou à Lusa o presidente da instituição, Gonçalo Regalado. </P><br />
<P>Em 2025, o financiamento às empresas atingiu os 6.500 milhões de euros, um recorde do banco, num apoio a 16.219 empresas e representando um impacto no Produto Interno Bruto (PIB) nacional de 2,2%.    </P><br />
<P>Já nos primeiros cinco meses de 2026, os cerca de 3,5 mil milhões de euros garantiram o apoio direto a 12.000 empresas, disse.</P><br />
<P>Assim, e ao ritmo atual, o BPF ultrapassou em cinco meses metade do valor concedido em 2025, antecipando um fecho de ano histórico.  </P><br />
<P>Para já, Gonçalo Regalado reitera que as metas são acabar o ano com um volume de financiamento de oito mil milhões de euros, num total de 20 mil empresas apoiadas e um impacto no PIB a crescer de 2,2% em 2025 para os 2,7% este ano.  </P><br />
<P>&#8220;Este impacto de 2,7% face aos cerca de 300 mil milhões de euros do PIB português vai projetar o BPF para o Top3&#8221; dos bancos de fomento europeus, &#8220;a disputar o segundo lugar&#8221;, sublinhou o responsável, lembrando que no ano passado, o banco passou do 16.º lugar deste &#8216;ranking&#8217; entre os seus pares europeus para o Top5.</P><br />
<P>Nos dias 20, 21 e 22 de maio, o BPF foi o anfitrião do &#8216;AECM Annual Event 2026&#8217;, o maior congresso europeu de Garantia Mútua, tendo recebido mais de 350 pessoas que representam 150 instituições multilaterais internacionais, de 33 países.</P><br />
<P>No congresso &#8220;houve um debate dedicado aos instrumentos de investimento, financiamento, capital, garantias, todos os instrumentos que são utilizados na Europa inteira. Tivemos membros da Comissão Europeia, membros das agências de natureza internacional e que trouxeram basicamente para Lisboa o principal debate sobre as grandes oportunidades que tem a Europa no financiamento e os bancos soberanos no financiamento do investimento Europeu&#8221;, explicou Gonçalo Regalado, satisfeito com o resultado desta reunião do setor.</P><br />
<P>O BPF vai apresentar na segunda-feira os seus resultados financeiros de 2025.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770188]]></sapo:autor>
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		<title>&#8220;Cada dia de calor reduz meses de vida&#8221;: Os erros que estão a danificar o seu smartphone</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 May 2026 16:00:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O sobreaquecimento dos smartphones tornou-se uma das principais causas de degradação prematura das baterias, com impacto direto na autonomia e na vida útil dos dispositivos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O sobreaquecimento dos smartphones é um dos fatores que mais contribui para a degradação prematura das baterias, afetando diretamente a autonomia e a longevidade dos dispositivos. Nos iPhone, este problema torna-se particularmente evidente durante períodos de temperaturas elevadas, quando o calor acelera o desgaste dos componentes internos.</p>
<p>Vários especialistas alertam ao El Economista para o impacto do calor na durabilidade dos dispositivos, sendo referido que “cada dia quente reduz meses de vida ao teu iPhone”, expressão associada ao criador de conteúdos Iván Lezano. A mesma fonte relata o caso de um utilizador cujo iPhone atingia níveis de aquecimento tão elevados que chegava a ser desconfortável segurá-lo, tendo recorrido a uma loja Apple para diagnóstico. Apesar de os testes não terem detetado falhas, foi-lhe explicado que determinadas definições do sistema podem contribuir para o aumento da temperatura.</p>
<p>Os engenheiros da Apple indicam que o intervalo seguro de funcionamento dos dispositivos se situa entre 0 °C e 35 °C. Acima deste limite, a bateria começa a sofrer danos permanentes, mesmo que o telefone continue a funcionar aparentemente sem problemas. No entanto, o aquecimento não depende apenas do ambiente externo, mas também de processos internos do sistema operativo.</p>
<p>Um dos principais fatores de aquecimento é a atualização de aplicações em segundo plano. Esta funcionalidade permite que apps como WhatsApp, Google Maps ou Gmail continuem a funcionar mesmo sem estarem abertas, atualizando mensagens, localização e dados em tempo real. Este processo mantém o processador ativo e gera calor adicional. Para reduzir este impacto, é possível desativar a função em Definições → Geral → Atualização de apps em segundo plano, ou limitar a sua utilização apenas a Wi-Fi.</p>
<p>Outra funcionalidade relevante é a opção de análise e melhorias, que recolhe dados anónimos sobre a utilização do dispositivo para ajudar a Apple a melhorar o sistema operativo, corrigir erros e desenvolver atualizações futuras. Embora útil para o ecossistema, esta recolha contínua de informação implica atividade em segundo plano. Pode ser desativada em Definições → Privacidade e segurança → Análise e melhorias, desligando todas as opções associadas.</p>
<p>Para além destas definições, existem outros fatores que contribuem para o sobreaquecimento do iPhone. Utilizar o equipamento enquanto está a carregar é um dos principais, assim como o carregamento sem fios, que pode gerar cerca de 30% mais calor do que o carregamento por cabo. Também a exposição direta ao sol e o uso de capas espessas ou metálicas aumentam a retenção térmica, agravando o aquecimento do dispositivo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769598]]></sapo:autor>
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		<title>O que significam as setas no ícone do Wi-Fi do telemóvel? A informação importante que muitos ignoram</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 May 2026 15:00:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Entre os elementos que mais geram dúvidas estão as pequenas setas que aparecem junto aos ícones do Wi-Fi, dos dados móveis ou do Bluetooth.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os smartphones fazem parte do quotidiano de milhões de pessoas e acompanham os utilizadores praticamente durante todo o dia. Apesar disso, muitos dos símbolos e indicadores presentes no ecrã continuam a passar despercebidos ou a ser mal compreendidos, mesmo surgindo constantemente na barra superior dos equipamentos.</p>
<p>Entre os elementos que mais geram dúvidas estão as pequenas setas que aparecem junto aos ícones do Wi-Fi, dos dados móveis ou do Bluetooth. Embora discretas, estas indicações fornecem informação relevante sobre o funcionamento do telemóvel e sobre a forma como o dispositivo está a comunicar com a Internet ou com outros equipamentos.</p>
<p>No caso do Wi-Fi e dos dados móveis, as setas representam o fluxo de informação que está a ser transmitida. A seta virada para cima indica envio de dados, enquanto a seta virada para baixo assinala receção ou descarga de informação. Estes símbolos mudam constantemente porque o smartphone está permanentemente a trocar dados com aplicações, páginas de Internet e serviços online.</p>
<p>Na prática, quando um utilizador abre uma aplicação como o TikTok, o YouTube ou uma rede social, é normal surgir a seta descendente, já que o telemóvel está a descarregar vídeos, imagens ou conteúdos. Se o utilizador escrever um comentário, enviar uma mensagem ou publicar uma fotografia, aparece também a seta ascendente, indicando que o dispositivo está a enviar informação para a rede.</p>
<p>Estes indicadores podem ainda ajudar a perceber se a ligação está efetivamente ativa. Em determinadas situações, o ícone do Wi-Fi pode continuar visível mesmo quando existe uma falha temporária na transmissão de dados. A ausência de atividade nas setas pode ser um sinal de que a ligação está bloqueada, lenta ou instável.</p>
<p>Os especialistas sublinham também que compreender estes símbolos pode ser útil em momentos importantes, como chamadas urgentes, videoconferências ou utilização de aplicações que exigem uma ligação estável. Tal como acontece com as barras de rede móvel, que indicam a intensidade do sinal, as setas permitem perceber se há troca de dados em tempo real.</p>
<p>Já no Bluetooth, o significado é diferente. Como esta tecnologia não depende diretamente da Internet, as setas não representam envio e receção de dados online. Neste caso, servem para indicar que existe um dispositivo ligado ao smartphone, como auriculares sem fios, colunas, relógios inteligentes ou sistemas multimédia do automóvel.</p>
<p>Além da componente prática, este detalhe pode ter implicações de segurança. Se surgir atividade Bluetooth inesperada, o utilizador poderá perceber que existe um equipamento ligado sem autorização ou que uma ligação ficou ativa sem se aperceber. Por isso, observar estes pequenos indicadores pode ajudar a controlar melhor os dispositivos associados ao telemóvel.</p>
<p>Embora passem despercebidas para muitos utilizadores, estas pequenas setas funcionam como um indicador permanente da atividade do smartphone e ajudam a compreender melhor aquilo que está a acontecer em segundo plano enquanto o equipamento está ligado à Internet ou a outros dispositivos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769565]]></sapo:autor>
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		<title>Jovem cientista autodidata de 21 anos cria sistema que transforma plástico em gasolina e gasóleo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 May 2026 14:00:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Um jovem norte-americano de apenas 21 anos afirma ter desenvolvido um sistema capaz de converter resíduos plásticos em combustível, recorrendo a um processo de decomposição térmica conhecido como pirólise.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um jovem norte-americano de apenas 21 anos afirma ter desenvolvido um sistema capaz de converter resíduos plásticos em combustível, recorrendo a um processo de decomposição térmica conhecido como pirólise. O projeto, criado por Julian Brown após vários anos de investigação autodidata, tem vindo a ganhar notoriedade nas redes sociais e poderá abrir novas possibilidades no reaproveitamento de um dos resíduos mais abundantes e problemáticos do planeta.</p>
<p>O plástico continua a representar um dos maiores desafios ambientais globais, levando investigadores, empresas e governos a procurar soluções para reutilizar ou reciclar este material. Nos últimos anos, têm surgido iniciativas para transformar resíduos plásticos em novos produtos, como embalagens, mobiliário, têxteis ou materiais de construção. No entanto, Julian Brown garante ter encontrado uma alternativa diferente: converter plástico em combustível líquido.</p>
<p>Segundo o jovem inventor, a tecnologia que desenvolveu permite transformar resíduos plásticos em gasolina e gasóleo através de um sistema baseado no aquecimento controlado do material. A ideia começou a ser desenvolvida ainda na adolescência, quando Brown decidiu aprofundar conhecimentos de forma autodidata sobre reciclagem, química e processos térmicos.</p>
<p>Após anos de estudo, começou a realizar experiências na própria casa, procurando perceber quais os tipos de plástico mais adequados ao processo, como deveriam ser triturados e de que forma poderia controlar as temperaturas sem provocar combustão direta.</p>
<p>O sistema criado por Brown assenta no princípio da pirólise, um processo termoquímico que permite decompor matéria orgânica e resíduos plásticos através da aplicação de calor extremo num ambiente sem oxigénio. Ao impedir a combustão, o processo consegue gerar diferentes subprodutos, entre eles gases, líquidos — como bio-óleos e combustíveis — e resíduos sólidos, como carvão ou biochar.</p>
<p>De acordo com a descrição do projeto, o objetivo inicial não passava por produzir grandes quantidades de combustível, mas sim demonstrar que os resíduos plásticos poderiam ser decompostos de forma controlada e reaproveitados de outra forma.</p>
<p>O sucesso das experiências e a crescente visibilidade alcançada online levaram Julian Brown a profissionalizar a iniciativa através da criação de uma startup chamada NatureJab, destinada ao desenvolvimento e aperfeiçoamento da tecnologia.</p>
<p>Apesar do entusiasmo em torno do projeto, o sistema continua ainda numa fase inicial de desenvolvimento. O próprio trabalho reconhece que existem vários desafios pela frente, incluindo validações independentes, testes repetíveis, controlo de qualidade e implementação de protocolos de segurança.</p>
<p>A pirólise aplicada a resíduos plásticos não é um conceito totalmente novo no sector energético e ambiental, mas continua a levantar questões relacionadas com eficiência, viabilidade económica, emissões e escalabilidade industrial. Ainda assim, o caso de Julian Brown destaca-se pela juventude do inventor e pelo facto de grande parte do trabalho ter sido desenvolvido fora de estruturas académicas tradicionais.</p>
<p>Num contexto em que a poluição causada pelos plásticos continua a aumentar a nível mundial, iniciativas focadas na reutilização e valorização destes resíduos continuam a atrair atenção, sobretudo quando procuram combinar inovação tecnológica com soluções ambientais potencialmente sustentáveis.</p>
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