Os ataques cibernéticos são identificados como o maior risco para 53% das empresas portuguesas em 2026, segundo a edição mais recente do estudo “A Visão das Empresas Portuguesas sobre os Riscos”, divulgado pela Marsh. A subida deste risco ao topo do ranking representa uma mudança face a 2025, quando a instabilidade política e social era a principal preocupação.
A crescente sofisticação de ataques como ransomware e phishing, aliada à dependência tecnológica das organizações, explica esta evolução. A falta de talento especializado em cibersegurança agrava o cenário, dificultando a prevenção e a resposta a incidentes.
A retenção de talentos mantém-se como o segundo maior risco (42%), refletindo a dificuldade das empresas em atrair e reter profissionais qualificados num mercado global competitivo. Já os eventos climáticos extremos continuam a preocupar 38% das organizações, devido ao impacto de fenómenos como incêndios, tempestades e inundações.
O estudo destaca ainda o peso crescente das tensões geopolíticas: o confronto geoeconómico é apontado por 37% das empresas, num contexto de cadeias de abastecimento mais frágeis e custos acrescidos.
A nível global, os eventos climáticos extremos lideram as preocupações (50%), seguidos do confronto geoeconómico (42%) e da desinformação (31%), que surge como um risco emergente com impacto direto na reputação e confiança dos consumidores.
Para Fernando Chaves, Risk Specialist da Marsh Risk Portugal, a crescente interdependência dos riscos exige respostas mais integradas. “Num ambiente marcado por mudanças rápidas e incerteza global, a gestão de risco assume um papel cada vez mais estratégico”, afirma.













