A Polícia Judiciária (PJ), através da Unidade Nacional Contraterrorismo, deteve o homem suspeito de ter lançado um engenho incendiário contra participantes na Marcha pela Vida, junto ao Parlamento, em Lisboa, no passado dia 21.
De acordo com o ‘Correio da Manhã’, o suspeito é agora indiciado por crimes graves, incluindo infrações terroristas, posse de arma proibida, incêndio e ofensas à integridade física qualificada.
Ataque colocou em risco famílias e crianças
Segundo a PJ, o indivíduo terá arremessado um “cocktail molotov” contra pessoas que participavam na manifestação, entre as quais se encontravam famílias com crianças e bebés.
O ataque gerou alarme no local, tendo em conta o potencial de causar feridos graves e provocar um incêndio em plena via pública, numa zona de elevada sensibilidade institucional.
Investigação reuniu indícios de motivação ideológica
A detenção surge após várias diligências de investigação conduzidas pela PJ, que culminaram na emissão de mandados de detenção e de busca.
Durante as operações, foram apreendidos elementos que, segundo as autoridades, apontam para uma possível motivação ideológica por parte do suspeito.
Suspeito já tinha sido detido e libertado
O homem tinha sido inicialmente detido pela PSP no próprio dia do ataque, mas acabou libertado por estar, na altura, indiciado apenas por crimes menos graves, como posse de arma proibida.
Ficou sujeito a medidas de coação, incluindo apresentações periódicas às autoridades e proibição de se aproximar do local dos factos.
Novo interrogatório esta quarta-feira
Com o agravamento das suspeitas e o avanço da investigação, o suspeito será agora presente ao Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa, para novo interrogatório judicial.
O juiz deverá decidir as medidas de coação a aplicar, tendo em conta a gravidade dos crimes agora imputados.










