O ataque informático de que a Vodafone foi alvo na segunda-feira afetou várias infraestruturas e empresas, nomeadamente as comunicações dos serviços de emergência portugueses, como os bombeiros. Problemas esses que parecem continuar após o incidente.
Segundo o ‘Jornal de Notícias’ (JN), por não conseguirem ainda estabelecer contactos através da Vodafone, há corporações de bombeiros que estão a recorrer a outras operadoras para comunicar internamente e fazer o contacto com os cidadãos.
Quem o diz é Fernando Curto, presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP), que adianta que a rede de emergência e segurança do estado (SIRESP), não é suficiente para colmatar as falhas existentes.
“O SIRESP ainda não está totalmente adaptado aos corpos de bombeiros. Não há uma uniformização de procedimentos, não só em termos de cobertura, como da utilização pelas próprias corporações”, refere ao ‘JN’, destacando falhas na “fluidez e nitidez da comunicação.
Fernando Curto indica que a situação ainda não está “normalizada” na Vodafone, obrigando os bombeiros a utilizar outras operadoras em alternativa. O problema, sublinham, é que “nem todas as corporações têm diferentes operadoras”.
Recorde-se que a Vodafone assumiu na terça-feira que tinha sido alvo de um ciberataque no dia anterior e disse que não tinha indícios de que os dados de clientes tenham sido acedidos e/ou comprometidos, estando determinada em repor a normalidade dos serviços.
Numa nota divulgada, a empresa lamentou os transtornos causados aos clientes e informou que tem “uma equipa experiente” de profissionais de cibersegurança que, em conjunto com as autoridades competentes, está a realizar uma investigação aprofundada “para perceber e ultrapassar a situação”.




