A Agência Europeia do Medicamento (EMA na sigla em inglês), divulgou esta sexta-feira a análise à vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca (Vaxzevria), recomendando que a segunda dose seja administrada a quem já tomou a primeira, com um intervalo de 4 a 12 semanas.
“Noël Wathion, Diretor Executivo Adjunto da EMA, revelou que o seu Comité recomendou continuar a administrar uma segunda dose de Vaxzevria 4 a 12 semanas após a primeira de acordo com as informações do medicamento”, pode ler-se numa publicação no Twitter.
Noël Wathion, EMA’s Deputy Executive Director: "CHMP has recommended to continue giving a second dose of Vaxzevria 4 to 12 weeks after giving the first one in line with the product information."
— EU Medicines Agency (@EMA_News) April 23, 2021
No comunicado, hoje divulgado, é referido que a vacina “está autorizada na UE para prevenir a COVID-19”, acrescentando que “os benefícios do Vaxzevria superam os riscos em adultos de todas as idades”. Ainda assim, o regulador admite que “ocorreram casos muito raros de coágulos sanguíneos com nível baixo de plaquetas após a vacinação”.
Adicionalmente, o comité de medicamentos humanos da EMA (CHMP), “recomendou a continuação da administração de uma segunda dose de Vaxzevria entre 4 e 12 semanas após a administração da primeira”.
Na sua análise, adianta a EMA, o CHMP teve em conta várias possibilidades: “administrar a segunda dose de Vaxzevria com um intervalo mais longo do que o recomendado, entre 4-12 semanas; não administrar uma segunda dose ou administrar uma vacina diferente como segunda dose”.
“No entanto, não houve tempo de acompanhamento suficiente para determinar se o risco de coágulos sanguíneos com plaquetas baixas após uma segunda dose será diferente do risco após a primeira” e por esse motivo, manteve-se a recomendação anterior de administrar a segunda dose a quem já foi vacinado com a primeira. “Não há dados que justifiquem alterar as recomendações atuais”, reitera.
O uso da vacina da AstraZeneca foi restringido na maioria dos países da UE devido a casos raros de trombose relacionados com a sua aplicação, sendo as suas doses administradas apenas a pessoas com mais de 50, 55 ou 60 anos, conforme os países.
Recorde-se que as autoridades portuguesas adiantaram na quarta-feira, em conferência de imprensa, que estavam a aguardar pelo parecer do regulador europeu sobre esta vacina, para poder tomar uma decisão com mais bases cientificas no país.
“Estamos a avaliar em maior detalhe toda a informação que foi fornecida. No final da semana teremos uma análise mais detalhada que nos permita perceber, ainda com mais detalhe, a utilização nas diferentes faixas etárias”, disse na altura o Presidente do Infarmed, Rui Ivo, em conferência de imprensa.
Agora que já se sabe a avaliação da EMA, espera-se que a qualquer momento as autoridades portuguesas divulguem se vão proceder a alguma alteração no plano de vacinação, relativamente a este fármaco, ou não. Atualmente, a vacina apenas está a ser administrada a maiores de 60 anos.
Vacina da AstraZeneca: “No final da semana teremos uma análise mais detalhada”, diz Rui Ivo














