AstraZeneca: DGS deve recomendar vacina apenas para maiores de 60 anos

A Direção Geral da Saúde (DGS) deve emitir esta quinta-feira uma orientação, na qual recomenda a toma da vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca apenas à população com mais de 60 anos, de acordo com o ‘Jornal de Notícias’ (JN).

Segundo a mesma publicação, esta decisão prende-se com os mais recentes desenvolvimentos, que ligam a vacina a tromboembolismos, e a confirmar-se está em linha com outros países do mundo que já suspenderam o fármaco em faixas etárias mais jovens.

Em causa está a confirmação avançada na quarta-feira por parte da Agência Europeia do Medicamento (EMA), de uma “possível ligação” entre a vacina AstraZeneca e os casos incomuns de coagulação sanguínea relatados em algumas pessoas que receberam a vacina. Ainda assim, o regulador mantém uma avaliação positiva sobre o seu benefício, sublinhando que supera os riscos.

De acordo com o regulador europeu, estes casos muito raros de coágulos de sangue ocorreram, principalmente, em mulheres com menos de 60 anos de idade no prazo de duas semanas após a vacinação, embora não se tenha chegado a qualquer conclusão sobre fatores de risco específicos.

A revelação da EMA levou vários países, a nível global, a impor limites suspendendo a vacinação com a AstraZeneca em determinadas faixas etárias, restringindo o seu uso apenas aos mais velhos, tal como se prevê que aconteça em Portugal.

É o caso de Espanha que anunciou que vai continuar a administrar a vacina, mas apenas à população com mais de 60 anos, a mesma medida vai ser adotada pela Alemanha, Países Baixos, Itália, Estónia, Filipinas e Austrália. Outros países europeus tomaram medidas semelhantes, França e Bélgica decidiram destinar a vacina da AstraZeneca a pessoas com 55 anos ou mais. Já a Dinamarca anunciou que vai deixar de administrar a vacina.

Antes de serem conhecidos estes dados, a Coreia do Sul e o Canadá já tinham suspendido a vacinação com AstraZeneca a pessoas com menos de 60 e 55 anos, respetivamente, e a Finlândia e a Suécia estão a administrar a vacina desde o final de março apenas à população com mais de 65 anos.

A Alemanha também limitou, no final do mês de março, o uso da injeção a pessoas com mais de 60 anos e grupos de alta prioridade, após relatos de um raro distúrbio no sangue cerebral. A 1 de abril, a comissão de vacinas da Alemanha recomendou que as pessoas com menos de 60 anos que receberam a primeira injeção da vacina da AstraZeneca recebessem um produto diferente para a segunda dose.

Na quarta-feira, o Regulador britânico assumiu pela primeira vez os efeitos adversos causados pela vacina da universidade de Oxford e recomendou que a maioria das pessoas com menos de 30 anos deve receber uma vacina alternativa à da AstraZeneca, «sempre que possível».

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