Asteróide do ‘Dia das Mentiras’ está a caminho: viaja a 12 quilómetros por segundo e vai passar a distância segura da Terra

A NASA já adicionou o 2007 FF1 à base de dados ‘Close Approaches’, no qual constam milhares de chamados objetos próximos da Terra (NEOs) monitorizados para fornecer um aviso antecipado se mudarem para uma rota de colisão com o nosso planeta

Francisco Laranjeira
Março 31, 2022
7:30

O asteróide do ‘Dia das Mentiras’ vai passar a uma distância de 7,4 milhões de quilómetros da Terra – o equivalente a 19 vezes a distância entre a Terra e a Lua, garantiram os astrónomos do ‘Virtual Telescope Project’, que captaram a primeira imagem do nomeado 2007 FF1, que vai fazer a sua trajetória mais próxima da Terra no dia 1 de abril.

O asteróide tem cerca de 260 metros de comprimento e a sua trajetória pode ser acompanhada aqui.



“Vai atingir a sua distância mínima da Terra a 1 de abril, às 22h35 (hora de Lisboa)”, revelou o fundador do ‘Virtual Telescope Project’, Gialuca Masi. “É claro que não há riscos para o nosso planeta.”

A NASA já adicionou o 2007 FF1 à base de dados ‘Close Approaches’, no qual constam milhares de chamados objetos próximos da Terra (NEOs) monitorizados para fornecer um aviso antecipado se mudarem para uma rota de colisão com o nosso planeta – qualquer um que entre num raio de 7,48 milhões de quilómetros da Terra é considerado pelas organizações espaciais como “potencialmente perigoso”.

Segundo a NASA, o asteróide 2007 FF1 está a viajar a 12 quilómetros por segundo e é apenas um entre dezenas que vão passar próximos da Terra durante esta semana. Não há, até ao momento, qualquer asteróide identificado que represente uma ameaça como aquele que extinguiu os dinossauros, há 66 milhões de anos. Objetos mais pequenos são mais comuns de se aproximar da Terra mas estão sob constante vigilância das agências espaciais.

“A NASA sabe que nenhum asteróide ou cometa está em trajeto de colisão com a Terra, então a possibilidade de uma grande colisão é pequena”, garantiu a instituição americana. “Na verdade, até onde sabemos, nenhum objeto muito grande tem previsão de colisão com a Terra nos próximos milhares de anos” – são apenas consideradas “catástrofes globais” quando existe a possibilidade de objetos maiores que 900 metros de diâmetro colidirem com a Terra, de acordo com a NASA.

A última vez que este asteróide passou por nós foi em 2020, quando a sua distância mínima da Terra era de cerca de 17,3 milhões de quilómetros. O FF1 2007 voltará a aparecer em 2037, dessa vez a 7,9 milhões de quilómetros da Terra.

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