Associações ambientalistas reforçam em tribunal ação contra o Estado

Três associações vão enviar hoje ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ) uma proposta de medidas a adotar pelo Estado para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, uma ação que se poderá tornar histórica.

Executive Digest com Lusa

Três associações vão enviar hoje ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ) uma proposta de medidas a adotar pelo Estado para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, uma ação que se poderá tornar histórica.

Hoje será enviada a proposta “de medidas que poderá marcar a história da justiça climática em Portugal”, dizem num comunicado as três associações, ligadas ao ambiente: a Quercus, a Sciaena (direcionada para os oceanos) e Último Recurso (que usa o direito na luta conta a crise climática).

As três têm até hoje para apresentar ao STJ as medidas que consideram necessárias e suficientes a adotar pelo Estado para assegurar, em relação a valores de 2005, uma redução de pelo menos 55% das emissões de gases com efeito de estufa até 2030.

As associações interpuseram em finais de 2023 uma ação popular contra o Estado português contestando o incumprimento da Lei de Bases do Clima, dois anos após a entrada em vigor.

Em abril deste ano o Tribunal Cível de Lisboa indeferiu a petição, declarando a nulidade do processo por “ininteligibilidade dos pedidos”, por serem genéricos e vagos.

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Perante a recusa as três organizações recorreram para o STJ, que segundo o acórdão consultado pela Lusa considerou que a petição era genérica mas não ininteligível, dando 10 dias às associações para concretizarem as medidas que consideram necessárias e suficientes.

Para hoje as três organizações marcaram também uma conferência de imprensa para apresentarem o plano de medidas, no seguimento de “10 dias de árduo trabalho” da equipa de voluntários, advogados, consultores e especialistas das associações.

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