O surto de coronavírus (COVID-19) está a avançar rapidamente em Itália, subindo já para sete o número de mortes. Neste sentido, a Direcção Geral de Saúde, deve accionar um plano de contingência em Portugal, mais vasto do que apenas as orientações técnicas divulgadas até ao momento, segundo Ricardo Mexia, presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública, citado pelo Público.
«É necessário repensar o raciocínio feito até agora. Esta subida muito rápida de casos (em Itália) e a transmissão generalizada deixa-nos muito preocupados. O que foi divulgado até à data em Portugal foram orientações técnicas sobre o que fazer perante um caso», disse Ricardo Mexia, acrescentando «também o Centro Europeu para a Prevenção e Controlo de Doenças [ECDC nas siglas em inglês] estará, imagino, a repensar a avaliação de risco que efectuou», concluiu, citado pelo Público.
Os responsáveis da DGS encontram-se reunidos, nesta segunda-feira, para decidir se avançam ou não com novas medidas de segurança para combater o surto de coronavírus. Graça Freitas, directora-geral da Saúde, já tinha declarado no domingo à Rádio Observador que a situação é «relativamente nova», tendo por isso de ser analisada toda a informação disponível, antes de avançar com qualquer medida.
O número total de infectados por coronavírus é de 79.544, subindo já para 2627 mortes, 2495 apenas na província chinesa de Hubei.
Na Europa, todas as atenções encontram-se viradas para Itália, que surge em quarto lugar na lista de países e territórios com mais pessoas infectadas: 229 até ao momento.







