Assassinou amigo e usou tradutor do Google para pedir ajuda a motorista do UBER para se desfazer do corpo no rio

Eliseu garantiu que a experiência militar o ajudou a manter o sangue frio. “Ele pensou que estávamos a voltar ao alojamento local no Bonfim. Só quando viu a esquadra é que disse: não devias ter feito isso”, acusou

Revista de Imprensa

Austine Benson, um jovem nigeriano de 23 anos, está sob julgamento no Tribunal de S. João Novo, no Porto, pela morte do amigo Rollins num hostel no Bonfim, a 19 de abril de 2023 – após o homicídio, relatou o ‘Jornal de Notícias’, chamou um UBER para o transportar até junto da Foz do Sousa, onde pretendia livrar-se do corpo.

O pedido de ajuda, revelado em tribunal, foi feito através do tradutor do Google. “Matei o meu amigo. Preciso da tua ajuda para ir buscar o corpo e atirá-lo ao rio. Dou-te muito dinheiro”, indicou ao motorista Eliseu, que em vez de o levar ao local pretendido, acabou por o transportar para a esquadra da PSP da Corujeira, em Campanhã, onde buzinou até a polícia sair – Austine acabou detido.

Eliseu garantiu que a experiência militar o ajudou a manter o sangue frio. “Ele pensou que estávamos a voltar ao alojamento local no Bonfim. Só quando viu a esquadra é que disse: não devias ter feito isso”, acusou.

O jovem nigeriano afirmou ter-se tratado de legítima defesa. “Rollins disse que tinha de lhe dar dinheiro para ele se sustentar. Eu disse que não podia e ele ficou furioso”, contou, garantindo ter sido atacado com um faca. Depois, golpeou-o, acabando o por o matar. “Era meu amigo. Não queria magoá-lo. Era ele ou eu a morrer. Tive de defender a minha vida.”

No entanto, de acordo com as autoridades, há várias coisas que Austine não soube explicar: como pesquisas no telemóvel, dois dias antes, sobre “como matar alguém” ou “como se desfazer de um corpo”, que negou terem sido da sua autoria. Também não explicou por que saiu do quarto para regressar com um grande saco de lona, depois de ter destruído as câmaras do hostel.

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O suspeito, acusado pelos crimes de homicídio qualificado, detenção de arma proibida e profanação de cadáver, está em prisão preventiva – medida de coação mais gravosa.

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