O assassinato de Ismail Haniyeh, líder político do Hamas, foi conduzido por dois iranianos recrutados pela agência de espionagem israelita Mossad: os iranianos eram membros da unidade de segurança Ansar al-Mahdi da Guarda Revolucionária Islâmica, o grupo responsável por proteger o prédio e os seus hóspedes, avançou esta quarta-feira a publicação ‘Jewish Chronicle’.
“Os próprios iranianos perceberam isso após o assassinato, quando os guardas foram vistos nas imagens das câmaras de segurança no dia do assassinato a mover-se furtivamente pelo corredor em direção ao quarto onde ficaria Haniyeh, a abrir a porta com uma chave e a entrar”, refere a publicação
“Três minutos depois, os guardas – que receberam uma oferta de seis dígitos cada, bem como realocação imediata para um país do norte da Europa – foram apanhados pela câmara a sair calmamente do quarto (onde terão colocado o engenho explosivo na cama), a descer as escadas em direção à entrada principal do prédio e a entrar num carro preto” – uma hora depois, terão sido tirados do Irão pela Mossad.
A Mossad há muito que planeava o assassinato de Haniyeh, à espera do momento oportuno, que surgiu quando o líder político do Hamas recebeu um convite de Teerão para a tomada de posse do novo presidente iraniano, Masoud Pazeshkian. “A Mossad, com a assistência da unidade de inteligência 8200 (a unidade das IDF responsável por operações clandestinas), intercetou ligações telefónicas entre os organizadores da inauguração e os convidados.”
“Quando Haniyeh confirmou a sua chegada, a Mossad começou a executar o plano: eliminar Haniyeh da casa de hóspedes onde ele costumava ficar durante as suas visitas a Teerão”, refere.
Haniyeh nasceu no campo de refugiados de Al-Shati, na Faixa de Gaza ocupada pelo Egito em 1962 e estudou na Universidade Islâmica de Gaza, onde se envolveu pela primeira vez com o Hamas.
Licenciou-se em literatura árabe em 1987.
Foi escolhido para dirigir um gabinete do Hamas em 1997 e em 2006 liderava a lista do movimento que venceu as eleições legislativas palestinianas, transformando-se no primeiro-ministro de um governo de unidade com o Fatah de Mahmud Abbas.
As divergências entre as duas formações terminaram com a expulsão do Fatah de Gaza e a tomada do poder no enclave pelas forças fundamentalistas, governado pelo Hamas desde 2007.
https://executivedigest.sapo.pt/noticias/dia-internacional-de-gaza-milhares-de-manifestantes-pro-palestina-vao-hoje-manifestar-se-para-honrar-ultimo-apelo-de-haniyeh/
https://executivedigest.sapo.pt/noticias/explicador-quem-e-ismail-haniyeh-o-lider-politico-do-hamas-assassinado/














