James Lewis, o advogado que representa o Governo norte-americano no julgamento de extradição de Julian Assange do Reino Unido para os Estados Unidos, esta segunda-feira, defendeu que o fundador da WikiLeaks não poderá usar o jornalismo como desculpa para a pirataria informática, avança a “Agence France-Presse” (AFP).
O advogado explica que Assange, de 48 anos, está acusado de «conspiração para roubar e piratear o sistema de computadores do Departamento de Defesa» por ter publicado informações secretas e que isso é um crime. Revelou também que documentos da WikiLeaks foram encontrados na casa do líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, quando esta foi alvo de buscas dos militares norte-americanos e que alguns simplesmente «desapareceram».
De acordo com a “AFP”, Lewis acrescentou ainda que a defesa de Assange está a tentar apresentar o australiano como um defensor da liberdade de imprensa, mas que este caso deve focar-se na sua conduta em 2010. Já o advogados de Assange, Edward Fitzgerald, considera que a extradição é uma extensão da «declaração de guerra» do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos media.
No exterior do tribunal de Woolwich, onde centenas de apoiantes do fundador da WikiLeaks manifestaram-se a exigir que não seja extraditado para solo norte-americano.
The Woolwich Crown Court is packed. #Anonymous #FreeAssange #WikiLeaks pic.twitter.com/9f9aMXVYri
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O australiano cumpre 50 semanas de prisão no Reino Unido por ter violado a liberdade condicional em 2012, num processo de eventual extradição para a Suécia, onde era suspeito de crimes sexuais. Na altura, refugiou-se na embaixada do Equador em Londres, onde ficaria sete anos até Quito revogar o seu asilo e ser preso a 11 de Abril de 2019. É acusado de 18 crimes nos Estados Unidos e, caso seja extraditado e depois condenado, arrisca uma pena de até 175 anos de prisão.
Assange foi o fundador do portal da Internet WikiLeaks, conhecido em 2010, altura em que se divulgou um vídeo onde apareciam soldados americanos a disparar contra civis no Médio Oriente. O domínio “leaks.org” estava registado desde 1999, mas só em 2006 é que nasceu o Wikileaks. Entre as acusações, os Estados Unidos pedem que Assange seja extraditado devido aos milhares de documentos confidenciais veiculados no portal e aos crimes de «conspiração» para se infiltrar nos sistemas de computadores do Governo norte-americano.
*Notícia actualizada com mais informação às 15:20






