2026. Acima de tudo, transformação, num ano desafiante, marcado por imprevisibilidade e rápidas mudanças no cenário global e que exige dinamismo de todos. Neste ambiente, a confiança será uma ferramenta decisiva para permitir o progresso e a evolução de Portugal. Para compreender os principais desafios e metas que Portugal enfrentará nos próximos meses, a Executive Digest ouviu vários líderes de empresas e instituições nacionais.
Nesse sentido, ficaremos a conhecer o que Sílvia Barata, Head of Country da BP Portugal, antecipa para um ano que exige, com responsabilidade, decisão, execução, equilíbrios delicados, optimismo e esperança (com cheiro a pólvora) e ambição colectiva.
- Quais os maiores desafios e alterações que o seu sector e empresa, em particular, pode enfrentar em 2026?
- Que impacto terá o actual quadro geopolítico no seu sector?
- Alguma oportunidade que a sua empresa/ sector não pode perder em 2026?
- Uma palavra que possa definir 2026.
1. O setor da mobilidade e conveniência vive uma transformação sem precedentes. Em 2026, os maiores desafios serão acelerar a transição energética, garantindo simultaneamente rentabilidade e uma experiência diferenciada para o cliente. A pressão regulatória, a evolução tecnológica e a mudança nos hábitos de consumo exigem agilidade e capacidade de adaptação. Acresce a complexidade e incerteza geopolítica, que se traduzem em cenários voláteis: disrupção de cadeia de valor, alterações súbitas em políticas fiscais, regulamentação ambiental e até decisões sobre infraestruturas críticas podem redefinir prioridades e impactar investimentos. Para a bp, isso significa reforçar a digitalização, expandir soluções de baixa emissão e, sobretudo, trabalhar em ecossistemas colaborativos. Gerar valor com parceiros, sejam tecnológicas, retalhistas ou outros parceiros energéticos, será essencial para criar propostas integradas que respondam às novas necessidades do consumidor e assegurem resiliência num contexto político e económico em constante mutação.
2. O contexto geopolítico atual traz volatilidade aos mercados energéticos, incerteza regulatória e riscos associados à instabilidade política em várias regiões. Estes fatores impactam custos, previsibilidade, segurança de fornecimento e consequentemente decisões de investimento. No entanto, também aceleram a necessidade de diversificação e inovação. Neste cenário, parcerias estratégicas tornam-se ainda mais críticas: desde alianças para garantir cadeias de abastecimento resilientes até colaborações para desenvolver soluções digitais e sustentáveis. A capacidade de gerar valor conjunto será um fator diferenciador para enfrentar a instabilidade e manter competitividade.
3. A grande oportunidade é liderar a experiência integrada de mobilidade e conveniência, combinando energia para veículos, serviços digitais e soluções sustentáveis. Isso significa, que temos que continuar a criar um ecossistema que gere valor real para o cliente, através de ofertas diferenciadas, produtos premium e de baixo carbono. A expansão da mobilidade elétrica, a digitalização do relacionamento com o consumidor e a integração de serviços complementares são áreas onde a bp vai continuar a investir.
4. DINAMISMO.
Porque será um ano decisivo para consolidar mudanças estruturais, acelerar a transição energética e, acima de tudo, fortalecer ecossistemas de parceria que criem valor para clientes, parceiros e sociedade, mesmo num contexto de instabilidade geopolítica.









