As perspectivas dos líderes para 2026: Nuno Saramago, Director-Geral da SAP Portugal

A análise de Nuno Saramago, Director-Geral da SAP Portugal.

Executive Digest
Fevereiro 26, 2026
15:28

2026. Acima de tudo, transformação, num ano desafiante, mar­cado por imprevisibilidade e rápidas mudanças no cenário global e que exige dinamismo de todos. Neste ambiente, a confiança será uma ferramenta decisiva para permitir o progresso e a evolução de Portugal. Para compreender os principais desafios e metas que Portugal enfrentará nos próximos meses, a Executive Digest ouviu vários líderes de empresas e instituições nacionais.

Nesse sentido, ficaremos a conhecer o que Nuno Saramago, Director-Geral da SAP Portugal, antecipa para um ano que exige, com responsabilidadedecisãoexecuçãoequilíbrios delicados, optimismo esperança (com cheiro a pólvora) ambição colectiva.



  1. Quais os maiores desafios e alterações que o seu sector e empresa, em particular, pode enfrentar em 2026?
  2. Que impacto terá o actual quadro geopolítico no seu sector?
  3. Alguma oportunidade que a sua empresa/ sector não pode perder em 2026?
  4. Uma palavra que possa definir 2026.

 

1. Os principais desafios passam pela atração e retenção de talento qualificado, num contexto de elevada competitivi­dade e escassez de pessoas com competências digitais e em Inteligência Artificial. Em paralelo, a Inteligência Artificial afirma-se como a principal força de transformação do nosso sector. Ainda assim, muitas empresas portuguesas continuam a encarar a Inteligência Artificial sobretudo pela perspetiva do custo e dos riscos, em vez de a assumirem como oportunidade, como um investimento estratégico com retorno mensurável. O grande desafio será converter rapidamente a adoção de Inteligência Artificial em ganhos concretos de produtividade, eficiência e inovação, evitando a síndrome dos projetos-piloto com custos e sem impacto real no negócio.

2. O atual contexto geopolítico irá acelerar o reforço do sector da defesa, bem como a crescente prioridade atri­buída à soberania digital e tecnológica das organizações. Hoje, mais do que nunca, observa-se uma maior preocupação com a autonomia, a localização dos dados, a resiliência das infraestruturas críticas, a cibersegurança e a redução da de­pendência de fornecedores externos, em particular dos que se encontram fora da Europa.

3. As clouds soberanas em Portugal representam uma oportunidade estratégica incontornável, permitindo às organizações combinar inovação, escalabilidade e adoção de Inteligência Artificial com conformidade regulatória, segu­rança dos dados e autonomia digital, ao mesmo tempo que contribuem para o fortalecimento do ecossistema tecnológico nacional. Também no sector privado a soberania de sistemas e operações está agora no topo das prioridades.

4. FORÇAS.

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