2026. Acima de tudo, transformação, num ano desafiante, marcado por imprevisibilidade e rápidas mudanças no cenário global e que exige dinamismo de todos. Neste ambiente, a confiança será uma ferramenta decisiva para permitir o progresso e a evolução de Portugal. Para compreender os principais desafios e metas que Portugal enfrentará nos próximos meses, a Executive Digest ouviu vários líderes de empresas e instituições nacionais.
Nesse sentido, ficaremos a conhecer o que Nuno Saramago, Director-Geral da SAP Portugal, antecipa para um ano que exige, com responsabilidade, decisão, execução, equilíbrios delicados, optimismo e esperança (com cheiro a pólvora) e ambição colectiva.
- Quais os maiores desafios e alterações que o seu sector e empresa, em particular, pode enfrentar em 2026?
- Que impacto terá o actual quadro geopolítico no seu sector?
- Alguma oportunidade que a sua empresa/ sector não pode perder em 2026?
- Uma palavra que possa definir 2026.
1. Os principais desafios passam pela atração e retenção de talento qualificado, num contexto de elevada competitividade e escassez de pessoas com competências digitais e em Inteligência Artificial. Em paralelo, a Inteligência Artificial afirma-se como a principal força de transformação do nosso sector. Ainda assim, muitas empresas portuguesas continuam a encarar a Inteligência Artificial sobretudo pela perspetiva do custo e dos riscos, em vez de a assumirem como oportunidade, como um investimento estratégico com retorno mensurável. O grande desafio será converter rapidamente a adoção de Inteligência Artificial em ganhos concretos de produtividade, eficiência e inovação, evitando a síndrome dos projetos-piloto com custos e sem impacto real no negócio.
2. O atual contexto geopolítico irá acelerar o reforço do sector da defesa, bem como a crescente prioridade atribuída à soberania digital e tecnológica das organizações. Hoje, mais do que nunca, observa-se uma maior preocupação com a autonomia, a localização dos dados, a resiliência das infraestruturas críticas, a cibersegurança e a redução da dependência de fornecedores externos, em particular dos que se encontram fora da Europa.
3. As clouds soberanas em Portugal representam uma oportunidade estratégica incontornável, permitindo às organizações combinar inovação, escalabilidade e adoção de Inteligência Artificial com conformidade regulatória, segurança dos dados e autonomia digital, ao mesmo tempo que contribuem para o fortalecimento do ecossistema tecnológico nacional. Também no sector privado a soberania de sistemas e operações está agora no topo das prioridades.
4. FORÇAS.









