“As perceções dos outros sobre nós são o que limita o nosso progresso na carreira”, diz Diretora Científica do Centro de Conhecimento da Nova SBE

Jenny Hoobler, Diretora Científica da Nova SBE Leadership for Impact Knowledge Center, estuda há vários anos e a nível internacional questões como liderança ou ambiente no local de trabalho. A especialista mostrou à Executive Digest a sua visão da igualdade de oportunidades.

André Manuel Mendes

Jenny Hoobler, Diretora Científica da Nova SBE Leadership for Impact Knowledge Center, estuda há vários anos e a nível internacional questões como liderança ou ambiente no local de trabalho. A especialista mostrou à Executive Digest a sua visão da igualdade de oportunidades.

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A docente começa por explicar que “as perceções dos outros sobre nós são o que limita o nosso progresso na carreira. O que quero dizer com isso é que ainda somos prejudicadas por estereótipos persistentes que associam as mulheres à prestação de cuidados, o que é contrário ao potencial de liderança”.

A investigação levada a cabo pela especialista em empresas nos EUA mostra que, mesmo quando as mulheres não têm filhos ou outras ocupações de cuidados familiares, os gestores ainda as veem como superiores no conflito família-trabalho do que em comparação com os homens.

O estudo realizado considera que os gestores acreditam que as mulheres acabarão por dedicar-se menos à carreira no futuro, pelo que as mulheres ainda combatem os estereótipos que as posicionam como “menos adequadas ao que é necessário para papéis de liderança”.

“Para combater esses tipos de preconceito de género, uma resposta é relativamente simples: consciencializar os gestores do seu potencial de se tornarem vítimas desses estereótipos”, sublinha.

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Jenny Hoobler dá um exemplo concreto, em vez de um gestor tentar não enviar uma mulher numa viagem de negócios devido às suas responsabilidades de cuidar da sua família, deve primeiramente aprender a perguntar a essa mesma profissional quais as suas preferências.

“Os gestores devem garantir que agimos de maneira a não limitar a visibilidade e o progresso das mulheres”, finaliza.

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