“As organizações têm hoje a oportunidade de reforçar o que as diferencia: o talento humano”, diz o Diretor-Geral do ManpowerGroup Portugal

O ManpowerGroup revelou no Fórum Económico Mundial de Davos o estudo “A Força da Humanidade”, que identifica as principais tendências que irão moldar o mundo do trabalho em 2026.

André Manuel Mendes

O ManpowerGroup revelou no Fórum Económico Mundial de Davos o estudo “A Força da Humanidade”, que identifica as principais tendências que irão moldar o mundo do trabalho em 2026.

Entre os fatores destacados estão a crescente adoção da Inteligência Artificial (IA), o upskilling, a literacia em IA, o regresso ao escritório e a escassez de talento.

“Num contexto de investimento crescente em Inteligência Artificial e Agentic IA, as organizações têm hoje a oportunidade de reforçar aquilo que verdadeiramente as diferencia: o talento humano. O sucesso desta transição passa por acompanhar e capacitar as pessoas, construir forças de trabalho híbridas que combinem tecnologia e competências humanas, e desenvolver lideranças capazes de gerir o presente e preparar o futuro. Num cenário global marcado pela transformação e pela incerteza, investir em competências, confiança e liderança sustentável é essencial para criar valor duradouro e reforçar a confiança de colaboradores, parceiros e restantes stakeholders”, destaca Rui Teixeira, Diretor Geral do ManpowerGroup Portugal.

O estudo identifica quatro forças centrais que irão definir o panorama laboral: Super Equipas Híbridas, Reaprendizagem Rápida, Normas em Transformação e Crise de Sucessão, desdobradas em 14 tendências específicas.

Super Equipas Híbridas

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O relatório prevê que as equipas do futuro irão integrar talento humano, inteligência artificial e freelancers. A IA deixará de ser apenas uma ferramenta de apoio administrativo e passará a colaborar ativamente nos fluxos de trabalho, aumentando produtividade e redefinindo funções. O estudo alerta, no entanto, para o risco da Automação à Força, quando a tecnologia substitui trabalhadores sem supervisão humana, podendo causar perda de conhecimento e falhas operacionais.

Reaprendizagem Rápida

Com a expansão da IA, os trabalhadores terão de atualizar competências constantemente. A literacia em IA e as chamadas competências pré-industriais — como criatividade, empatia e resolução de problemas complexos — tornar-se-ão decisivas. O estudo destaca a importância da aprendizagem contínua e de percursos académicos mais ágeis, para que todos, incluindo freelancers e trabalhadores a tempo parcial, não fiquem excluídos da transformação do mundo laboral.

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Normas em Transformação

Mudanças sociais, geopolíticas e ambientais estão a redefinir expectativas e relações de confiança. Apesar do regresso parcial ao escritório, dados do estudo mostram que funções presenciais demoram 23% mais tempo a serem preenchidas do que posições híbridas. A crescente desconfiança nos governos e nos meios de comunicação reforça a oportunidade para as empresas se tornarem fontes confiáveis de dados e insights, assumindo maior responsabilidade na transparência e equidade salarial.

Crise de Sucessão

A escassez de talento e o envelhecimento da força de trabalho estão a desafiar a retenção de profissionais qualificados. Em Portugal, 77% dos empregadores já sentem o impacto do envelhecimento na estratégia de recrutamento. O estudo alerta para a necessidade de transferir conhecimento crítico entre gerações, desenvolver líderes com inteligência emocional e preparar a próxima geração para integrar tecnologia e talento humano.

 

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