Marlene Schiappa, a secretária de Estado francesa responsável pela Economia Social e Solidária e da Vida Associativa, surgiu na capa do número mais recente da ‘Playboy’: a autora, de 40 anos, posou para a revista de conteúdos masculinos para acompanhar uma entrevista de 12 páginas sobre os direitos das mulheres, dos homossexuais e o direito ao aborto.
As críticas não demoraram a surgir mas a decisão, revelou na rede social ‘Twitter’, defende “o direito de as mulheres fazerem o que quiserem com os seus corpos: em todo o lado, a toda a hora”. “Em França as mulheres são livres. Mesmo que isso incomode os retrógrados e hipócritas”, atirou.
Défendre le droit des femmes à disposer de leurs corps, c’est partout et tout le temps.
En France, les femmes sont libres.
N’en déplaise aux rétrogrades et aux hypocrites.#Playboy— 🇫🇷 MarleneSchiappa (@MarleneSchiappa) April 1, 2023
O timing da publicação caiu mal entre alguns colegas do Governo, num momento em que o país enfrenta protestos massivos nas ruas devido à polémica alteração da idade da reforma proposta por Emmanuel Macron: segundo revelou a francesa ‘BFMTV’, a primeira-ministra francesa, Élisabeth Borne, terá dito que “não foi apropriado, sobretudo neste período”.
Sandrine Rosseau, deputada dos Verdes e ativista dos direitos das mulheres, não calou a revolta. “Onde está o respeito pelo povo francês? Pessoas que vão ter de trabalhar mais dois anos, que se estão a manifestar, que estão a perder dias de salário, que não estão a conseguir comer por causa da inflação?, justificou, salientando que “os corpos das mulheres devem poder ser expostos em qualquer sítio, não tenho um problema com isso, mas há um contexto social”.
A Playboy defendeu a opção para a capa. “Não é uma revista de pornografia. Mas uma publicação de 300 páginas que é intelectual e está na moda”, referiu.






