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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Fri, 03 Jul 2026 08:28:12 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Bolsa de Lisboa fecha junho no verde e mantém o melhor arranque dos últimos anos ao subir mais de 10% em 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 08:26:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[o PSI acumula uma valorização de 10,5% desde o início do ano e de 22,5% em termos homólogos, mantendo-se acima dos 9.000 pontos, um patamar que remete para níveis registados há cerca de 18 anos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O índice PSI encerrou o mês de junho com uma valorização de 0,6%, fixando-se nos 9.132,6 pontos, num mês marcado por um desempenho mais resiliente da bolsa portuguesa face aos principais índices norte-americanos, que fecharam em queda após terem atingido máximos históricos no início do mês.</p>
<p>De acordo com a análise da Maxyield, o principal índice da bolsa de Lisboa acumula uma valorização de 10,5% desde o início do ano e de 22,5% em termos homólogos, mantendo-se acima dos 9.000 pontos, um patamar que remete para níveis registados há cerca de 18 anos.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-785058" src="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/descarregar-1.png" alt="" width="680" height="258" srcset="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/descarregar-1.png 680w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/descarregar-1-300x114.png 300w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/descarregar-1-600x228.png 600w" sizes="(max-width: 680px) 100vw, 680px" /></p>
<p>Entre as cotadas do PSI, a Teixeira Duarte destacou-se como a empresa com a maior valorização em junho, ao subir 22,9%, seguida pela REN (6,6%), BCP (6,4%), Sonae (5,6%), EDP (4,9%) e Galp (0,1%).</p>
<p>Em sentido contrário, a Ibersol registou a maior queda mensal, com uma desvalorização de 16,5%, seguida da Semapa (-14,5%), Jerónimo Martins (-7,7%), Navigator (-5,2%), CTT (-4,6%), NOS (-4,2%), Altri (-4,1%), Corticeira Amorim (-2,3%) e Mota-Engil (-1,9%). A EDP Renováveis terminou o mês sem alterações na cotação.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-785059" src="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/descarregar.png" alt="" width="373" height="272" srcset="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/descarregar.png 373w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/descarregar-300x219.png 300w" sizes="(max-width: 373px) 100vw, 373px" /></p>
<p>No total, nove empresas do PSI fecharam junho em queda, seis registaram ganhos e uma permaneceu inalterada.</p>
<p><strong>Energia e banca sustentam ganhos em 2026</strong></p>
<p>Desde o início do ano, a Galp lidera as valorizações do PSI, com uma subida de 27,4%, seguida da NOS (25,7%), Sonae (25%), EDP Renováveis (17,7%), REN (17,4%), EDP (17%), BCP (15,5%), Altri (5,6%) e Navigator (2,7%).</p>
<p>No lado oposto, os CTT acumulam a maior perda do ano (-22,1%), à frente da Jerónimo Martins (-17,3%), Teixeira Duarte (-16,8%), Mota-Engil (-5,7%), Corticeira Amorim (-3,3%), Semapa (-2,9%) e Ibersol (-0,5%).</p>
<p>Segundo a Maxyield, a banca, o setor energético, a Galp, a Sonae e a NOS continuam a evidenciar um desempenho robusto, enquanto empresas como Corticeira Amorim, CTT e Jerónimo Martins permanecem entre as mais pressionadas. O setor industrial e as construtoras continuam, por sua vez, a refletir um contexto económico mais desafiante.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-785057" src="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/4056f104-2a2d-43fc-b066-17ac016b97a9.png" alt="" width="1348" height="585" srcset="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/4056f104-2a2d-43fc-b066-17ac016b97a9.png 1348w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/4056f104-2a2d-43fc-b066-17ac016b97a9-300x130.png 300w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/4056f104-2a2d-43fc-b066-17ac016b97a9-900x391.png 900w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/4056f104-2a2d-43fc-b066-17ac016b97a9-768x333.png 768w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/4056f104-2a2d-43fc-b066-17ac016b97a9-1200x521.png 1200w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/4056f104-2a2d-43fc-b066-17ac016b97a9-600x260.png 600w" sizes="(max-width: 1348px) 100vw, 1348px" /></p>
<p>Apesar de o PSI continuar em terreno positivo, a Maxyield assinala que o ritmo de crescimento perdeu intensidade nos últimos meses, com o índice a alternar entre subidas e descidas desde fevereiro.</p>
<p>A desaceleração dos volumes médios diários negociados na Euronext Lisboa é apontada como um dos fatores que ajuda a explicar esta perda de dinamismo. Entre as razões identificadas estão o aumento dos resgates e a redução das subscrições de fundos de investimento mobiliário associados às autorizações de residência para investimento, bem como uma menor atividade dos investidores institucionais.</p>
<p>Enquanto o PSI registou ganhos, o índice global MSCI World recuou 0,8% em junho, penalizado sobretudo pelo desempenho negativo do S&amp;P 500 e do Nasdaq, que sofreram uma correção impulsionada pelo chamado <em>sell-off</em> tecnológico. Ainda assim, o MSCI World mantém uma valorização anual de 8,9%.</p>
<p>Na Europa, o STOXX 600 manteve uma trajetória positiva, alcançando novos máximos, enquanto, na Ásia, os principais mercados apresentaram desempenhos modestos, com destaque pela negativa para a bolsa de Hong Kong. Já o mercado espanhol voltou a superar o desempenho da bolsa portuguesa, tanto em termos mensais como anuais.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785056]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Como a turbulência global está a transformar a estrutura das empresas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 08:19:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MIT]]></category>
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					<description><![CDATA[Num cenário internacional cada vez mais fragmentado, as multinacionais vêem se obrigadas a repensar a forma como organizam as operações, as cadeias de abastecimento e os planos de crescimento.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Num cenário internacional cada vez mais fragmentado, as multinacionais vêem se obrigadas a repensar a forma como organizam as operações, as cadeias de abastecimento e os planos de crescimento. Com tensões comerciais, disputas sobre soberania digital e instabilidade política a acumular se, a resiliência deixou de ser opcional e passou a ser uma exigência estratégica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Por: Caterina Moschieri, Professora associada no Departamento de Estratégia da IE Business School, em Madrid ; Davide Ravasi, Professor de Estratégia e Empreendedorismo e director da UCL da University College London e Quy Huy, Professor de Gestão Estratégica no Insead</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">A ordem internacional está a atravessar uma transformação estrutural. A guerra no Médio Oriente, o prolongado conflito na Ucrânia e as mudanças profundas na política comercial e externa dos Estados Unidos da América (EUA), que alteraram as alianças tradicionais do país, são manifestações de uma reconfiguração mais ampla do equilíbrio de poder global.</p>
<p style="text-align: justify;">Tarifas aduaneiras, controlos de exportação, sanções e a vulnerabilidade de pontos estratégicos de estrangulamento, tão diferentes como estreitos marítimos e ecossistemas de semicondutores, estão a expor a fragilidade das cadeias de abastecimento e redes de produção globalmente optimizadas.</p>
<p style="text-align: justify;">O anteriormente invisível confronto em torno dos fluxos de informação está igualmente a transformar-se, à medida que as iniciativas dos Estados para estabelecer soberania digital produzem consequências tecnológicas significativas para as empresas multinacionais.</p>
<p style="text-align: justify;">O Regulamento Geral sobre a Protecção de Dados (RGPD) e o Data Act da União Europeia (UE), por exemplo, obrigaram empresas tecnológicas e plataformas de redes sociais a redesenhar infra-estruturas cloud, reorganizar equipas de compliance e estruturas jurídicas, bem como relocalizar operações de armazenamento e processamento de dados, garantindo que os dados dos utilizadores europeus permanecem sob jurisdição da UE.</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, o caso ocorrido no Chile — que, sob pressão dos EUA, revogou a aprovação de um cabo submarino destinado a ligar Santiago a Hong Kong — mostra como os projectos estraestratégicos de infra-estruturas digitais em países de média dimensão se transformaram em pontos de tensão geopolítica.</p>
<p style="text-align: justify;">Na realidade, o próprio conceito de neutralidade tornou-se frágil. A guerra no Médio Oriente demonstra que países até agora considerados politicamente neutros não estão imunes a ataques. Gigantes tecnológicos como a Amazon, Google e Microsoft investiram centenas de biliões de euros no desenvolvimento de gigantescos data centers nos Emirados Árabes Unidos, no Qatar e em Omã, apenas para os verem posteriormente afectados por drones e ataques com mísseis.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Porque é que as opções tradicionais já não são as mesmas</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Como estão as empresas com operações internacionais a adaptar-se a esta nova realidade geopolítica — ou como deveriam adaptar-se?</p>
<p style="text-align: justify;">A nossa investigação sobre os ciclos de globalização e desglobalização desde o início do século XX concluiu que as principais opções tradicionalmente disponíveis para as empresas multinacionais em períodos de turbulência geopolítica — sair, relocalizar se ou reorganizar se — estão hoje a assumir contornos diferentes dos observados em crises anteriores.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saída: será aconselhável?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">No passado, as empresas que operavam em países onde o risco político aumentava tendiam a reavaliar a sua exposição, reduzindo investimentos ou abandonando totalmente o mercado. No entanto, decisões deste tipo nunca são simples, uma vez que frequentemente implicam abdicar de activos valiosos e renunciar a oportunidades de negócio altamente lucrativas. Como demonstraram as saídas da BP, Shell e Equinor da Rússia após a invasão da Ucrânia, os processos de desinvestimento podem implicar imparidades financeiras significativas, complicações jurídicas, disputas contratuais e impactos reputacionais importantes. Além disso, os governos anfitriões podem recorrer ao seu poder regulatório e coercivo para tornar a saída de uma empresa estrangeira substancialmente mais onerosa do que foi a sua entrada no mercado.</p>
<p style="text-align: justify;">Os desinvestimentos podem igualmente levar uma multinacional a perder permanentemente acesso a mercados que poderão continuar a ser estrategicamente relevantes no longo prazo. Para evitar esse cenário, poderá ser prudente manter uma presença mínima, mas cuidadosamente calibrada, nesses países. Na prática, isso poderá traduzir-se na manutenção de uma entidade jurídica e de uma estrutura operacional básica suficientes para preservar relações institucionais, enquadramento regulatório e capacidade de inteligência de mercado, limitando simultaneamente o grau de compromisso financeiro e operacional. Tal poderá ser alcançado através da relocalização de activos ou da reorganização estrutural da operação. Por exemplo, fabricantes automóveis como a Nissan e a Volkswagen reduziram os investimentos em I&amp;D na China e abrandaram os respectivos planos de expansão, sem abandonarem totalmente o mercado. Ao manterem relações com fornecedores e redes de distribuição, preservam a possibilidade de reforçar novamente a sua presença caso as condições políticas ou concorrenciais estabilizem.</p>
<p style="text-align: justify;">Não surpreende, por isso, que muitas multinacionais estejam actualmente a procurar formas de manter escala e presença internacionais, apesar das profundas alterações na ordem global. Mas quais são as alternativas que existem?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Reorganização: estruturas polinacionais e diplomacia empresarial</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A actual instabilidade política está a levar muitos líderes empresariais a questionar o modelo tradicional de organização das operações multinacionais, baseado na centralização da direcção estratégica, do desenvolvimento tecnológico e da optimização das cadeias de abastecimento e de fluxos tecnológicos. As multinacionais tradicionais tendem igualmente a privilegiar considerações comerciais em detrimento de factores políticos, bem como eficiência operacional em detrimento da resiliência.</p>
<p style="text-align: justify;">À medida que as tensões geopolíticas aumentam e os eventos de natureza disruptiva se intensificam, as multinacionais começam a adoptar novas estruturas organizacionais orientadas para a construção de resiliência através da separação operacional, da redundância e do enraizamento local. Em 2024, por exemplo, o HSBC reorganizou as suas operações globais, dividindo a actividade entre estruturas do Oriente e do Ocidente. O banco aderiu igualmente ao sistema chinês de pagamentos interbancários transfronteiriços, reforçando as operações no Oriente enquanto separava os respectivos mecanismos de governação das operações ocidentais.</p>
<p style="text-align: justify;">As operações globalmente integradas estão progressivamente a dar lugar a organizações polinacionais — redes de unidades semi-autónomas com liderança fortemente enraizada em cada país, cadeias de abastecimento regionais e relações estreitas com stakeholders locais. Curiosamente, esta evolução representa um regresso parcial ao modelo multidoméstico adoptado por algumas multinacionais no período anterior à globalização.</p>
<p style="text-align: justify;">A Nestlé e o HSBC constituem dois exemplos claros desta abordagem. Ambas as organizações distribuíram autoridade estratégica, bem como funções de monitorização e análise política e regulatória, por diferentes centros regionais. Paralelamente, integraram profundamente as respectivas operações nos sistemas económicos e regulatórios locais, reduzindo a exposição a choques políticos em geografias específicas e preservando simultaneamente presença activa em múltiplos blocos geopolíticos. Esta estratégia permite à Nestlé e ao HSBC manterem coordenação global, ao mesmo tempo que asseguram capacidade de adaptação política a nível local.</p>
<p style="text-align: justify;">O enraizamento local que caracteriza as organizações polinacionais pode também ser reforçado através da localização do capital, ou seja, envolvendo directamente actores locais na propriedade e governação das operações.</p>
<p style="text-align: justify;">A cedência de participações significativa ao governo anfitrião — como aconteceu com a McDonald’s na China — ou a cotação das operações locais em bolsas nacionais — como fizeram a Hindustan Unilever na Índia e a Heineken na Malásia — contribuem para criar mecanismos de responsabilização local e sinalizam alinhamento com os interesses do país anfitrião. Além disso, estas medidas permitem às empresas estabelecer maior separação jurídica e operacional entre a subsidiária local e a casa-mãe global.</p>
<p style="text-align: justify;">A localização do capital pode também constituir uma resposta extrema a regimes regulatórios fortemente divergentes e a preocupações relacionadas com soberania digital e controlo de dados. O caso do TikTok nos EUA é particularmente ilustrativo. A simples reformulação da governação interna e da arquitectura tecnológica revelou-se insuficiente para responder de forma satisfatória às preocupações das autoridades norte-americanas relativamente à recolha, processamento e utilização de dados. A reestruturação radical da estrutura accionista — através da criação de uma entidade jurídica autónoma para gerir as operações nos Estados Unidos, detida maioritariamente por investidores não chineses — tornou-se a única forma de a plataforma continuar a operar no mercado norte-americano. A ByteDance, empresa-mãe chinesa, manteve uma participação de 19,9% no TikTok.</p>
<p style="text-align: justify;">Paralelamente, as multinacionais estão também a investir em medidas preventivas mais sofisticadas. As sedes corporativas estão a desenvolver capacidades geopolíticas que lhes permitem monitorizar riscos políticos de forma contínua e actuar estrategicamente em tempo real. Essas iniciativas incluem a criação ou reforço de departamentos dedicados às relações governamentais e o desenvolvimento de ferramentas especializadas, como o Geopolitical Risk Indicator da BlackRock, a Political Stability Grid da Allianz e a metodologia Value at Stake da Siemens. Estas capacidades ajudam as multinacionais a formular estratégias geopolíticas explícitas, antecipar potenciais disrupções nas cadeias de abastecimento e operações, bem como coordenar respostas eficazes quando surgem crises.</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas multinacionais estão igualmente a adoptar estratégias próprias de diplomacia empresarial, sinalizando uma mudança de postura: em vez de encararem a geopolítica apenas como uma limitação externa, procuram actuar proactivamente como actores independentes no cenário internacional. Em 2025, a Apple implementou uma estratégia desenvolvida em várias frentes: fez pressão junto do governo norte-americano contra a imposição de tarifas aduaneiras, tranquilizou as autoridades chinesas relativamente à sua permanência no país e reforçou relações com o governo indiano, utilizando os investimentos industriais como instrumento diplomático. Também em 2025, a Microsoft anunciou cinco compromissos estratégicos destinados a apoiar a estabilidade digital da Europa, incluindo a expansão das operações de centros de dados em 16 países europeus, o apoio à soberania digital europeia, a defesa do seu direito legal de operar na Europa, o reforço da protecção de dados e da cibersegurança na região, bem como a garantia de acesso aberto às suas plataformas europeias de Inteligência Artificial e de cloud e às respectivas infra-estruturas. Estas iniciativas têm um duplo objectivo: proteger as empresas das consequências das tensões políticas entre países de origem e mercados anfitriões e, simultaneamente, criar condições favoráveis ao investimento local através da projecção de uma posição politicamente neutra.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relocalização: da optimização à conformidade regulatória</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Durante décadas, o alinhamento regulatório gradual, a integração dos mercados financeiros e dos sistemas de pagamentos, bem como a proliferação de acordos de comércio livre, incentivaram as multinacionais a tomar decisões de localização com base sobretudo em vantagens de custo e economias de escala. Actualmente, a fragmentação dos regimes regulatórios e o regresso das barreiras comerciais estão a obrigar as empresas a dar prioridade à conformidade regulatória e à mitigação do risco.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi precisamente isso que aconteceu na Europa pós-Brexit. A saída do Reino Unido da União Europeia limitou a livre circulação de bens, serviços e trabalhadores, colocando igualmente em causa as licenças europeias de operação de multinacionais com sedes regionais instaladas no Reino Unido. Esta nova realidade obrigou muitas empresas a reconsiderar a sua residência europeia, relocalizar subsidiárias e reequilibrar as respectivas estruturas regionais. O aumento dos custos das transacções transfronteiriças perturbou cadeias de valor integradas e limitou a mobilidade laboral, levando as empresas a reorganizar linhas de reporte e transferir activos para preservar o acesso ao mercado europeu.</p>
<p style="text-align: justify;">Para reduzir o risco de disrupções nas cadeias de abastecimento, muitas organizações estão igualmente a adoptar estratégias como reshoring — a relocalização da produção para o país de origem, evitando tarifas e outras barreiras —, near‑shoring — a transferência da produção para geografias próximas —, e friend‑shoring — a deslocação da produção para países politicamente alinhados, reforçando o controlo sobre operações internacionais e reduzindo a exposição a países potencialmente hostis. Diversos fabricantes norte-americanos dos sectores da electrónica e dos componentes automóveis transferiram parte da produção da China para o México através de estratégias de near-shoring, procurando reduzir a exposição tarifária e encurtar cadeias de abastecimento. Ao aproximarem operações de montagem e produção intermédia do mercado norte‑americano, estas empresas aceitam perder acesso a produtores de baixo custo em troca de maior protecção contra guerras comerciais e problemas logísticos.</p>
<p style="text-align: justify;">Os fabricantes multinacionais dos sectores do vestuário, electrónica de consumo e bens industriais estão igualmente a adoptar uma estratégia de ancoragem em potências intermédias. Na prática, isto significa relocalizar a produção para países menos alinhados com os blocos envolvidos nas actuais tensões comerciais. A Apple, por exemplo, está a transferir a maior parte da produção do iPhone da China para a Índia. A Samsung desenvolveu relações sólidas com as autoridades políticas vietnamitas, o que permitiu à empresa influenciar o desenvolvimento de parques industriais onde actualmente produz a maioria dos smartphones Galaxy. Já a Intel escolheu a Malásia como centro estratégico de produção, aproveitando a neutralidade geopolítica do país e a experiência já existente no sector dos semicondutores para estabelecer uma base industrial fora da rivalidade entre os Estados Unidos e a China.</p>
<p style="text-align: justify;">Estas decisões permitem às multinacionais manter o acesso a redes de abastecimento de baixo custo, reduzindo simultaneamente a dependência de um único bloco geopolítico. As empresas também beneficiam de um posicionamento antecipado em novos corredores comerciais associados a potências intermédias emergentes.</p>
<p style="text-align: justify;">O actual contexto geopolítico reflecte uma ruptura no próprio processo de globalização. Os Estados procuram transformar em instrumentos de influência redes globais que já não conseguem desmantelar totalmente: recorrem ao tecno- -nacionalismo, impõem sanções comerciais e financeiras, criam regimes de soberania de dados e competem através de políticas industriais. Ao mesmo tempo, esta competição e fragmentação ocorrem num contexto de profunda interdependência económica.</p>
<p style="text-align: justify;">Para se manterem competitivas neste novo enquadramento, as empresas precisam de redesenhar os respectivos portefólios, cadeias de abastecimento, arquitecturas de dados e modelos de governação. A multipolaridade está a redefinir as opções estratégicas de saída, relocalização e reorganização. Hoje, a resiliência empresarial depende cada vez mais da capacidade de adaptação a uma reconfiguração geopolítica em rápida transformação.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Artigo publicado na Revista Executive Digest n.º 243 de Junho de 2026</em></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780670]]></sapo:autor>
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		<title>Leroy Merlin: Medir para transformar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 08:18:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cadernos Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Leroy Merlin]]></category>
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					<description><![CDATA[Na Leroy Merlin, os critérios ESG estão integrados nas decisões de negócio, da oferta de produtos à economia circular, através de indicadores que medem o impacto ambiental, social e económico da actividade.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Num sector responsável por uma parte significativa das emissões globais de carbono, a sustentabilidade assume um papel cada vez mais relevante na definição das estratégias empresariais. Na LEROY MERLIN Portugal, os critérios ESG são encarados como um factor de transformação do negócio, influenciando a oferta de produtos, a relação com fornecedores, a gestão das pessoas e os objectivos de crescimento.</p>
<p style="text-align: justify;">João Lavos, director de Impacto Positivo e Sustentabilidade da LEROY MERLIN, explica como a empresa está a integrar estes princípios no dia-a-dia da operação e quais os desafios que marcam a agenda ESG do sector da casa, construção e renovação.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Os critérios ESG têm vindo a assumir um peso cada vez mais estratégico nas empresas. De que forma esses princípios influenciam actualmente as decisões da LEROY MERLIN em Portugal?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os critérios ESG influenciam estrategicamente a LEROY MERLIN Portugal, tornando a sustentabilidade um pilar central na geração de valor económico, humano e ambiental. O foco reside na tripla performance – uma visão integrada de criação de valor que coordena de forma conjunta as vertentes humana, económica e ambiental, maximizando o desempenho de cada uma e o seu impacto global.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A empresa fala frequentemente na sua estratégia de “Impacto Positivo”. Como é que esse compromisso se traduz no dia a dia das operações e da relação com os clientes?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Esta integração baseia-se em 2 eixos. O 1º é a evolução da cultura e envolvimento organizacional, monitorizado pelo ADEO Positive Index (API) – 12 indicadores ESG diários associados à acção Valadeo para ligar a performance corporativa a impactos socioambientais. O 2º é a evolução do modelo de negócio, medido por ferramentas como o EBITAC (EBIT after carbon), que integra o custo do CO2 nos resultados financeiros para orientar decisões estratégicas de descarbonização. Para o cliente, estes eixos reflectem-se em escolhas conscientes através do Home Index (que detalha o impacto ecológico e social dos produtos) e no acesso a soluções de eficiência energética, reduzindo o impacto ambiental do lar enquanto poupam no orçamento familiar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O sector da casa, construção e renovação tem um impacto relevante ao nível ambiental. Que papel acreditam que a LEROY MERLIN pode desempenhar na promoção de um consumo mais responsável e de habitações mais sustentáveis?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O sector da casa, construção e renovação tem, de facto, um impacto ambiental significativo, sendo responsável por quase 40% da pegada de carbono mundial. Na prática, a LEROY MERLIN capacita os clientes para escolhas conscientes com o Home Index. Actualmente, 72% das vendas são de produtos “mais positivos” (score A, B ou C), com a meta de chegar a 80% até 2027. Em paralelo, a empresa impulsiona negócios circulares – como reparação, reutilização e aluguer de ferramentas – que aliam a poupança familiar à acção climática. A marca transforma ainda a sua cadeia de valor ao exigir o alinhamento com o Código de Compras Responsáveis, já assinado por 96% dos seus fornecedores.</p>
<p style="text-align: justify;">Q<strong>ue iniciativas ligadas à melhoria sustentável do habitat e à economia circular destacariam como mais transformadoras nos últimos anos?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Nas iniciativas mais transformadoras ligadas à melhoria sustentável do habitat e à economia circular destacamos o Home Index, uma metodologia pioneira que avalia o impacto ambiental e social dos produtos, permitindo aos clientes fazer escolhas mais conscientes. Entre eles, os serviços de reparação que estão agora presentes em três lojas, o aluguer de ferramentas para clientes particulares e profissionais, disponível já em 14 lojas e recentemente, destacamos o espaço “Quase Perfeitos” para a venda de produtos com pequenos defeitos, que em 2026 chegará a 19 lojas do país.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A LEROY MERLIN tem vindo a apostar em soluções de economia circular, como reparação, reutilização ou aluguer de ferramentas. Que impacto têm tido estas soluções na estratégia do negócio?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A economia circular é um dos nossos pilares estratégicos, alavancando a performance com crescimentos anuais superiores ao resto da actividade. O projecto “Quase Perfeitos”, focado na venda de artigos com pequenos defeitos, converte quebras em valor económico, ambiental e social, com a ambição de chegar a 100% das lojas GSB em 2026. Na reparação, destacam-se a abertura da terceira oficina em Alfragide e o piloto de reparação express de torneiras em 2 horas. Em 2025, a empresa liderou o grupo ADEO com 85,6% de taxa de sucesso na reparação de Marcas Próprias. Adicionalmente, o aluguer de ferramentas expandiu- -se para 14 lojas GSB e Compact, promovendo maior utilização e menor consumo de recursos face à compra convencional.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Que indicadores ou métricas ESG são actualmente prioritários para medir o desempenho e a evolução da LEROY MERLIN?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O grupo Adeo criou em 2021 o ADEO Positive Index (API), composto por doze indicadores ESG (seis sociais e seis ambientais) que quantificam a sustentabilidade e influenciam a valorização da acção Valadeo. No pilar social, a segurança é sempre a prioridade máxima: em 2025, o índice de frequência de acidentes de trabalho atingiu o mínimo histórico de 6,2 (objectivo é cinco em 2028). Já a satisfação dos colaboradores (e- -NPS) registou um recorde de 61 pontos em 2025 (+22% vs 2024). No pilar ambiental, o foco é reduzir a pegada de carbono em 35% face a 2021. O produto representa 93% desta pegada, desafiando a meta de redução média de 5%/ano; ainda assim, a pegada global diminuiu 2% (2025 vs. 2021), mesmo com um crescimento de 27% no volume de vendas. Com um desempenho consistente, a LEROY MERLIN Portugal atingiu 10 dos 13 indicadores do API em 2024 e 2025 (na altura eram 13), e podemos orgulhosamente dizer que estamos a fazer um percurso que nos torna referência em Portugal e na Europa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como é feita a integração dos princípios de sustentabilidade ao longo da cadeia de valor, nomeadamente na relação com fornecedores, parceiros e produtos disponibilizados ao consumidor?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A integração com fornecedores e parceiros é rigorosa e colaborativa, baseada no alinhamento com o Código de Compras Responsáveis, já assinado por 96% deles. Este compromisso é essencial para evoluir a oferta de produtos e avançar na descarbonização da cadeia de valor. Além disso, este trabalho conjunto permitiu co-construir a metodologia Home Index – a ferramenta central cujos dados são disponibilizados nas lojas para apoiar decisões de compra mais conscientes por parte dos clientes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O consumidor está hoje mais atento ao impacto ambiental e social das suas escolhas. De que forma a LEROY MERLIN procura responder a esta mudança de comportamento?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Para responder ao consumidor actual, cada vez mais consciente e atento à sustentabilidade e ética, criámos uma metodologia inovadora de avaliação para os produtos da Casa, promovendo escolhas transparentes e informadas. O seu desenvolvimento envolveu um ecossistema internacional de mais de cinquenta fornecedores e peritos em ecodesign com base em critérios científicos. Alinhada com as normas ISO 14020 e validada independentemente pela PwC, a metodologia contou ainda com a consulta de várias entidades governamentais e não-governamentais (como ADENE, APA, DGC, APED e DECO) para enriquecer a metodologia e a forma de comunicar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A empresa tem desenvolvido várias iniciativas ligadas à inclusão e diversidade. Que medidas concretas têm sido adoptadas para promover uma cultura mais inclusiva dentro da organização?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Sob a cultura “Human First”, a LEROY MERLIN Portugal centra a sua estratégia nas pessoas através de medidas concretas, como a sua Política de Diversidade e Inclusão e a assinatura da Carta Portuguesa para a Diversidade. A empresa actua no recrutamento inclusivo, em estudos de igualdade salarial (gender/equal pay gap) e na formação de líderes para mitigar vieses inconscientes, recorrendo à calibração de talento para assegurar carreiras mais justas. Na diversidade de género, alcançou 36,5% de mulheres em cargos de liderança estratégica em 2025 (+1,3 p.p. vs. 2024), fruto de iniciativas direccionadas como o programa BoostHer (focado no alto potencial em Operações), rumo à meta de 40% de liderança feminina até 2028.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>No plano social, que impacto pretende a LEROY MERLIN gerar junto das comunidades onde está presente? Que projectos ou parcerias comunitárias têm tido maior relevância?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A LEROY MERLIN Portugal actua como agente de transformação para promover uma habitação digna, sustentável e acessível. O Programa ReCria, pioneiro como ecossistema de voluntariado corporativo em Portugal e na Europa, destaca- -se ao mobilizar colaboradores, a sociedade civil e parceiros (como a Just a Change) na reabilitação de lares vulneráveis e instituições. Em paralelo, a marca colabora com a Entrajuda na doação de materiais, impulsiona o “Habitat de Natal” para renovar IPSS, e promove a “CleanUp Week”, que mobilizou voluntários na recolha de 11,35 toneladas de resíduos em espaços naturais e urbanos em 2025.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Quais são os maiores desafios ESG para o sector do retalho especializado em casa e construção agora e para os próximos anos?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">No retalho da casa e construção, os desafios ESG centram-se no forte impacto do sector, responsável por quase 40% da pegada de carbono mundial. Este facto exige uma evolução do modelo de negócio, especialmente na descarbonização dos produtos, que constituem a maioria da pegada de carbono das empresas. A transição da economia linear para a circular é um desafio sistémico urgente, dado que a taxa de reutilização de materiais é de apenas 9%, aproximadamente. Socialmente, a atracção e retenção de talento depende de propósitos sustentáveis que conectem com as novas gerações. Por fim, em governança, o sector enfrenta uma crescente pressão regulatória (como a directiva CSRD) e riscos reequacionais associados à falta de progresso nesta agenda.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Que metas ou compromissos gostaria de ver a LEROY MERLIN atingir até ao final desta década no âmbito ambiental, social e de governance?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A LEROY MERLIN Portugal definiu metas ESG ambiciosas. No pilar ambiental, reduzirá a pegada de carbono em 50% até 2035 (vs. 2021), prevendo 80% de vendas de “Produtos + Positivos” (Home Index A, B ou C) até 2027 e a descarbonização de edifícios em 50% até 2030 (com 100% das lojas próprias em autoconsumo solar). Na economia circular, quer triplicar as vendas até 2028 (vs. 2025), expandindo o projecto “Quase Perfeitos” a 100% das grandes lojas em 2026, a par de serviços de reparação e aluguer. No plano social, visa 40% de mulheres na liderança estratégica até 2028 e, via Programa ReCria (até 2027), projecta 2 mil dias de voluntariado no “Habitat Digno” para reabilitar mais de 100 casas/ instituições, beneficiando mais de 5 mil pessoas com 400 mil euros e mais de 20 parceiros. Na governança, a prioridade é integrar o ADEO Positive Index (API) na gestão diária e remuneração, garantindo 100% dos fornecedores alinhados com o Código de Compras Responsáveis.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>E</em><em>ste artigo faz parte do Caderno Especial “ESG”, publicado na edição de Junho (n.º 243</em><em>) da Executive Digest.</em></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780840]]></sapo:autor>
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		<title>Bolsas europeias com ganhos ligeiros em dia sem negociação em Wall Street</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 08:14:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As principais bolsas europeias abriram hoje com ligeiros ganhos, mantendo a tendência da véspera, numa sessão em que Wall Street permanecerá fechada devido ao feriado do Dia da Independência, no sábado, 04 de julho.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As principais bolsas europeias abriram hoje com ligeiros ganhos, mantendo a tendência da véspera, numa sessão em que Wall Street permanecerá fechada devido ao feriado do Dia da Independência, no sábado, 04 de julho.</p>
<p>Pelas 08:30 em Lisboa, o EuroStoxx 600 seguia a crescer 0,36% para 650,71 unidades.</p>
<p>Ao mesmo tempo, Frankfurt crescia 0,55%, Madrid avançava 0,54%, Milão subia 0,51%, Londres ganhava 0,34% e Paris valorizava 0,26%, enquanto o euro subia cerca de 0,21% para 1,1145 dólares.</p>
<p>Durante o dia de hoje, os investidores irão aguardar pela divulgação dos PMI compostos da zona euro, França, Alemanha, Espanha, Itália e Reino Unido.</p>
<p>Wall Street, que fechou com resultados mistos na véspera &#8212; Dow Jones subiu 1,14%,Nasdaq perdeu 0,80% e S&amp;P 500 manteve a cotação &#8212; não negoceia hoje, num fecho antecipado ao Dia da Independência dos EUA.</p>
<p>O petróleo subia 0,52% para 72,15 dólares por barril de Brent e 0,33% para 68,95 dólares por barril de WTI, enquanto o gás natural TTF crescia 0,23% para 44,11 megawatt-hora.</p>
<p>O ouro valorizava 1,47% para 4.186,8 dólares e a bitcoin crescia 0,24% para 61.667,1 dólares.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785049]]></sapo:autor>
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		<title>Incêndios: Fogo que começou em Vouzela com cinco frentes ativas às 08:30 de hoje</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 08:08:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Calor]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O incêndio que iniciou em Vouzela na quinta-feira está hoje em mais três concelhos e com cinco frentes ativas e vários focos espalhados pela força do vento, disse à agência Lusa, pelas 08:30, o presidente da Câmara.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O incêndio que iniciou em Vouzela na quinta-feira está hoje em mais três concelhos e com cinco frentes ativas e vários focos espalhados pela força do vento, disse à agência Lusa, pelas 08:30, o presidente da Câmara.</p>
<p>&#8220;A noite foi muito complicada, tal como tinha sido o dia de ontem [quinta-feira] e se prevê hoje. Estamos com muito vento e forte, e com muitos focos de incêndio pelo território, causados pelo vento. São cinco frentes ativas&#8221;, sintetizou o presidente do Município de Vouzela, Carlos Oliveira.</p>
<p>As frentes &#8220;mais preocupantes e de maior dimensão&#8221; são duas, a que passou por Campia, em Oliveira de Frades, também distrito de Viseu, e a que &#8220;já chegou a Águeda, no distrito de Aveiro.</p>
<p>&#8220;E essa é muito extensa e tem muita força. Depois, é a que está em Alcofra [Vouzela], na encosta da serra do Caramulo e já terá entrado no concelho de Tondela&#8221;, também no distrito de Viseu, adiantou o autarca.</p>
<p>Carlos Oliveira adiantou que &#8220;durante a noite houve várias aldeias e localidades em risco, que foram confinadas, e houve pessoas que foram retiradas das suas casas, nomeadamente as mais vulneráveis e mais isoladas, por precaução&#8221;.</p>
<p>Neste momento, pelas 08:30, &#8220;não há qualquer aldeia isolada ou confinada, mas é um processo sempre em movimento, porque as localidades que estão na linha de fogo poderão ir estando em perigo, mas é esse trabalho que também está a ser feito&#8221; pelas autoridades.</p>
<p>&#8220;A compreensão e a ajuda das pessoas foram muito importantes. Contámos com muita solidariedade e muito trabalho por parte das populações que ajudam neste combate e temos muita destruição no território&#8221;, afirmou.</p>
<p>Para já, o presidente espera que &#8220;os meios aéreos tenham condições para ajudar no combate de forma mais eficaz, nomeadamente nas frentes que estão mais ativas&#8221;.</p>
<p>Este incêndio já provocou duas vítimas ligeiras, dois bombeiros voluntários, devido ao fumo nos olhos, um da corporação de São Pedro do Sul e outra da de Vouzela.</p>
<p>O incêndio teve início às 03:04 de quinta-feira em Tourelhe, freguesia de Cambra. Pelas 09:00, a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) indicava que estavam 903 operacionais no terreno, apoiados por 280 veículos e cinco meios aéreos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785042]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Segunda fase dos exames nacionais adiada quatro dias</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/segunda-fase-dos-exames-nacionais-adiada-quatro-dias/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 08:07:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Ministério da Educação, Ciência e Inovação anunciou esta sexta-feira o adiamento da segunda fase dos Exames Finais, devido a dificuldades informáticas no processo de classificação eletrónica das provas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O Ministério da Educação, Ciência e Inovação decidiu ajustar o calendário da avaliação externa do ensino secundário devido a dificuldades informáticas no processo de classificação eletrónica dos Exames Finais Nacionais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o ministério, os problemas registados pressionaram o cumprimento do calendário inicialmente previsto e criaram imprevisibilidade num processo descrito como inovador, complexo e essencial para a modernização do sistema educativo português.</p>
<p class="isSelectedEnd">Embora ainda fosse tecnicamente possível manter a entrega das classificações a 10 de julho e a afixação das pautas a 14 de julho, o MECI entendeu que era necessário garantir melhores condições de trabalho aos professores classificadores, assegurando o rigor e a qualidade do processo.</p>
<p class="isSelectedEnd">A decisão surge porque a distribuição dos itens para classificação ainda não está concluída. Manter os prazos iniciais obrigaria a reduzir o tempo disponível para cada professor classificar os itens das provas.</p>
<p class="isSelectedEnd">O ministério considera que essa pressão temporal representaria um risco para a fiabilidade do processo e poderia comprometer a qualidade da classificação, uma dimensão que o MECI afirma não abdicar.</p>
<p class="isSelectedEnd">O objetivo do ajustamento é garantir aos alunos um processo de avaliação rigoroso e assegurar aos professores o tempo necessário para a classificação das provas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Com o novo calendário, a classificação das provas decorrerá até 14 de julho, em vez de terminar a 10 de julho.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também a segunda fase dos Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário será adiada. Estava previsto que começasse a 16 de julho, mas terá agora início na tarde de 20 de julho.</p>
<p class="isSelectedEnd">A segunda fase terminará a 24 de julho, em vez de 22 de julho.</p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar das alterações nos exames nacionais, o calendário do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior 2026 mantém-se inalterado.</p>
<p class="isSelectedEnd">As candidaturas ao ensino superior continuam previstas para começar a 20 de julho.</p>
<p class="isSelectedEnd">O EduQA deverá publicar durante o dia o novo calendário da segunda fase dos exames.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Ministério da Educação, Ciência e Inovação lamenta os eventuais transtornos provocados pelas alterações agora anunciadas.</p>
<p>O adiamento poderá afetar alunos, famílias, professores classificadores e escolas, mas o ministério defende que a mudança é necessária para proteger a qualidade, o rigor e a fiabilidade da classificação dos Exames Finais Nacionais.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785038]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Primeiro-ministro da Moldova apresentou a demissão</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/primeiro-ministro-da-moldova-apresentou-a-demissao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 08:06:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O primeiro-ministro moldavo, Alexandru Munteanu, anunciou hoje a demissão, após um encontro na quinta-feira com a Presidente, Maia Sandu, líder pró-europeia, e no quadro da crise económica que afeta o país.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro-ministro moldavo, Alexandru Munteanu, anunciou hoje a demissão, após um encontro na quinta-feira com a Presidente, Maia Sandu, líder pró-europeia, e no quadro da crise económica que afeta o país.</p>
<p>&#8220;Hoje, termino o meu mandato como primeiro-ministro&#8221;, escreveu Munteanu nas redes sociais.</p>
<p>Na mesma mensagem, Munteanu assinalou que aceitou o cargo de primeiro-ministro com grande sentido de responsabilidade e a &#8220;firme convicção&#8221; de que poderia ajudar a promover mudanças positivas.</p>
<p>&#8220;No momento em que percebi que já não podia cumprir o meu mandato de acordo com os meus princípios e crenças, decidi demitir-me&#8221;, acrescentou.</p>
<p>As primeiras informações sobre a demissão de Munteanu começaram em maio, quando a chefe de Estado negou que &#8220;estivesse de saída&#8221; ao anunciar que iria apresentar em breve &#8220;um plano de crescimento económico&#8221; e que ambos tinham &#8220;muitas outras reformas&#8221; em curso.</p>
<p>A Governo de Munteanu, em funções de 2025, enfrentou duras críticas por parte da população na mais recente sondagem realizada pelo instituto IMAS em fevereiro, segundo o portal local Unimedia.</p>
<p>A mesma pesquisa destacou que quase 40% dos inquiridos avaliaram negativamente o chefe do Governo, enquanto os restantes consideraram que o Gabinete de Ministros não trouxe qualquer mudança ao país.</p>
<p>De acordo com o portal Unimedia, Munteanu gere alguns dos interesses comerciais pessoais através de um advogado cipriota que foi alvo de sanções internacionais após a invasão da Ucrânia pela Rússia.</p>
<p>O mesmo advogado presta serviços financeiros ao oligarca russo Alisher Usmanov, um aliado próximo de Moscovo.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785039]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>EDP celebra 50 anos com um legado de mais de 63 mil horas de voluntariado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 08:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[50 anos]]></category>
		<category><![CDATA[EDP]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[voluntariado]]></category>
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					<description><![CDATA[Segundo a empresa, a iniciativa procurou transformar as comemorações dos 50 anos num compromisso concreto com as comunidades, reforçando a estratégia de impacto social desenvolvida pelo grupo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A EDP assinalou o seu 50.º aniversário com um movimento global de voluntariado que ultrapassou a meta inicialmente definida. Através da iniciativa &#8220;Time to Give Back&#8221;, a empresa mobilizou colaboradores, familiares, amigos e parceiros para dedicarem mais de 63 mil horas a projetos de impacto social e ambiental, superando o objetivo de 50 mil horas estabelecido para 30 de junho, data em que celebrou meio século de atividade.</p>
<p>Ao longo dos últimos meses, foram promovidas mais de 200 iniciativas em dezenas de países onde o grupo está presente, envolvendo milhares de participantes em ações de proteção ambiental, inclusão social, economia circular, programas educativos e voluntariado de competências. Entre as iniciativas destacou-se ainda a Walkathon &#8220;50 minutos por uma causa&#8221;, que aliou a promoção do bem-estar à solidariedade através de donativos atribuídos pela EDP a instituições sociais.</p>
<p>Segundo a empresa, a iniciativa procurou transformar as comemorações dos 50 anos num compromisso concreto com as comunidades, reforçando a estratégia de impacto social desenvolvida pelo grupo.</p>
<p>&#8220;Os 50 anos da EDP representam muito mais do que um marco na história da empresa. Assinalam uma oportunidade para mobilizar milhares de pessoas em torno de um propósito comum: devolver às comunidades parte da energia que sempre recebemos delas. O verdadeiro legado deste movimento não são apenas as mais de 61 mil horas alcançadas, mas a demonstração de que, quando envolvemos as nossas pessoas e os nossos parceiros, conseguimos criar impacto real, próximo e duradouro&#8221;, afirmou Vera Pinto Pereira, administradora executiva da EDP responsável pela área de Impacto Social.</p>
<p>A empresa sublinha que o &#8220;Time to Give Back&#8221; reforça uma cultura de voluntariado desenvolvida ao longo dos últimos 15 anos e integrada na sua estratégia de responsabilidade social.</p>
<p>Além deste desafio, a EDP revelou que, apenas em 2025, mobilizou mais de 2.400 voluntários a nível global, que dedicaram mais de 22 mil horas a ações de voluntariado.</p>
<p>A iniciativa integra o programa EDP Y.E.S. – You Empower Society, que reúne os projetos sociais da empresa nas áreas da energia, ambiente, desenvolvimento de competências, comunidade e cultura. Em 2025, a EDP investiu 27 milhões de euros em projetos sociais, apoiou cerca de 1.900 organizações e contribuiu para beneficiar mais de sete milhões de pessoas em diferentes geografias.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784960]]></sapo:autor>
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		<title>Operadores alertam: combustíveis vão continuar caros mesmo com a descida do petróleo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 08:00:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A descida da cotação do petróleo não deverá traduzir-se, de forma imediata, numa redução equivalente do preço da gasolina e do gasóleo nas bombas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A descida da cotação do petróleo não deverá traduzir-se, de forma imediata, numa redução equivalente do preço da gasolina e do gasóleo nas bombas. Esta é a leitura feita pelo setor dos combustíveis e pela DECO Proteste, depois de o Governo ter pedido à ENSE uma análise à evolução dos preços.</p>
<p class="isSelectedEnd">Recorde-se que a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, questionou no Parlamento a evolução recente dos combustíveis, considerando que os preços não estão a baixar ao mesmo ritmo a que tinham subido. A governante afirmou que o Executivo quer perceber as razões para esse comportamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">A resposta do setor, de acordo com a CNN Portugal, é que a comparação direta entre crude e combustíveis vendidos ao consumidor é incompleta. O preço final da gasolina e do gasóleo não depende apenas da cotação do petróleo bruto, mas também do comportamento dos produtos refinados nos mercados internacionais.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Setor afasta anomalia no mercado português</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">António Comprido, presidente da Associação de Empresas Portuguesas de Combustíveis e Lubrificantes, contesta a ideia de que possa existir uma distorção específica no mercado nacional.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para o responsável, o problema está na diferença entre dois mercados distintos: o do crude, enquanto matéria-prima, e o dos produtos refinados, como a gasolina e o gasóleo. Mesmo que o petróleo esteja a descer, os combustíveis já refinados não estão a acompanhar essa queda ao mesmo ritmo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a CNN Portugal, a ENSE também apontou fatores como os custos de refinação, a escassez de armazenagem na Europa e a evolução dos produtos refinados para explicar a descida mais lenta dos preços.</p>
<p class="isSelectedEnd">António Comprido admite que o Governo pode pedir todos os esclarecimentos que entender, mas considera que a explicação estará sobretudo nos mercados internacionais. Portugal, sublinha, não define estes preços: acompanha valores que são formados fora do país e que afetam igualmente outros mercados europeus.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Diferença entre petróleo e refinados aumentou</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A principal razão apontada pelos operadores está no agravamento da distância entre a cotação do petróleo e o preço dos produtos refinados. Essa diferença aumentou de forma significativa e deixa a gasolina e o gasóleo mais caros em relação ao crude do que antes da guerra.</p>
<p class="isSelectedEnd">O setor associa esta evolução aos efeitos da guerra no Médio Oriente e à dificuldade em recompor rapidamente o funcionamento normal da cadeia de abastecimento. Mesmo com um cessar-fogo, a normalização não é imediata.</p>
<p class="isSelectedEnd">António Comprido explica que, durante o conflito entre o Irão e os Estados Unidos, foram usados stocks para evitar situações de escassez. Esses níveis continuam baixos, o que pode estar a alimentar receios no mercado e a atrasar a correção dos preços dos refinados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, os operadores admitem que os combustíveis continuem acima dos valores a que os consumidores estavam habituados durante o resto do ano.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>DECO diz que petróleo não chega para explicar preço final</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A DECO Proteste faz uma leitura semelhante. Pedro Silva, especialista em combustíveis, sublinha que o consumidor não paga petróleo bruto, mas produtos refinados. Por isso, a descida do crude não chega, por si só, para determinar a evolução do preço final da gasolina e do gasóleo.</p>
<p class="isSelectedEnd">O especialista considera que a reabertura do estreito de Ormuz e o aumento do fluxo de petróleo não seriam suficientes para repor imediatamente os preços anteriores. Mesmo que o comércio internacional fique normalizado, toda a cadeia precisa de tempo para estabilizar.</p>
<p class="isSelectedEnd">A DECO não vê, neste momento, sinais de um desvio anormal nos preços praticados em Portugal. Pedro Silva afirma que os valores estão dentro do que seria expectável face ao comportamento dos mercados internacionais. Caso contrário, lembra, a ERSE teria de emitir um alerta ao Governo para justificar uma intervenção.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Fiscalidade também pesa na fatura</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A DECO Proteste critica, contudo, a forma como o tema tem sido enquadrado pelo Governo. Para Pedro Silva, a discussão sobre combustíveis não pode ignorar a componente fiscal, sobretudo num momento em que o desconto no ISP está a ser retirado.</p>
<p class="isSelectedEnd">O especialista defende que seria necessário mais cuidado na gestão das descidas de preço e na redução do desconto fiscal, porque o impacto final recai sobre os consumidores.</p>
<p class="isSelectedEnd">Pedro Silva lembra ainda que, enquanto o mercado não regressa à normalidade, o Estado está a recuperar receita através do ISP e também do IVA aplicado sobre preços mais elevados.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Gasolina e gasóleo podem continuar caros durante meses</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A mensagem comum dos operadores e da DECO é que a queda do petróleo não basta para garantir uma descida rápida dos combustíveis. A evolução dos refinados, os custos de refinação, a falta de armazenagem na Europa, os stocks baixos e os efeitos da guerra no Médio Oriente continuam a pesar no mercado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para os consumidores, isto significa que a gasolina e o gasóleo poderão manter-se acima dos níveis habituais nos próximos meses, mesmo que a cotação do crude continue a aliviar.</p>
<p>A explicação, defendem o setor e a DECO, não está numa falha específica do mercado português, mas na forma como os preços internacionais dos combustíveis refinados estão a reagir ao atual contexto.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785035]]></sapo:autor>
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		<title>Funeral de seis dias de Ali Khamenei deve juntar milhões no Irão e atravessar cinco cidades</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 07:40:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Milhões de iranianos preparam-se para participar nas cerimónias fúnebres de Ali Khamenei, líder supremo do Irão durante 36 anos, num funeral de seis dias concebido para ser uma demonstração de luto, poder nacional, resistência e coesão social.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Milhões de iranianos preparam-se para participar nas cerimónias fúnebres de Ali Khamenei, líder supremo do Irão durante 36 anos, num funeral de seis dias concebido para ser uma demonstração de luto, poder nacional, resistência e coesão social.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nas primeiras horas desta sexta-feira, começaram a surgir em Teerão bloqueios policiais, bancas, cartazes e veículos militares, enquanto pequenos grupos de enlutados, com bandeiras, se reuniam ao longo de estradas decoradas com o punho vermelho, símbolo das cerimónias, acompanhado do slogan “Temos de nos erguer”.</p>
<p class="isSelectedEnd">Khamenei foi morto no ataque inicial dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, em fevereiro. O funeral, adiado durante meses, deverá começar este sábado, em Teerão, e terminar na quinta-feira, com o enterro em Mashhad, cidade natal do antigo líder supremo.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>“O acontecimento mais importante do século”</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Mohammad Reza Aref, primeiro vice-presidente do Irão e principal responsável pela organização das cerimónias, descreveu o funeral como “o acontecimento mais importante deste século” e o evento com maior participação desde a revolução de 1979.</p>
<p class="isSelectedEnd">A escala das cerimónias foi pensada para transmitir uma mensagem política e religiosa ao resto do mundo. O corpo de Khamenei será também levado pelas cidades xiitas iraquianas de Karbala e Najaf, a pedido de políticos iraquianos.</p>
<p class="isSelectedEnd">A cerimónia surge num momento de forte tensão regional e internacional, durante uma trégua de 60 dias com os Estados Unidos, destinada a reabrir o estreito de Ormuz e permitir negociações. Para os organizadores, o funeral deverá mostrar uma sociedade iraniana unida em torno de uma liderança profundamente alterada e pressionar os negociadores norte-americanos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Sucessor ferido não deverá aparecer</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar da presença de muitos cartazes com Mojtaba Khamenei, filho e sucessor do antigo líder supremo, a caminhar com o pai num jardim, projetando uma imagem de continuidade, Mojtaba não deverá marcar presença no funeral.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mojtaba ficou gravemente ferido no mesmo ataque norte-americano e israelita a uma residência governamental em Teerão que matou Ali Khamenei, a filha e o genro do antigo líder supremo, a mulher de Mojtaba e a sua filha de 14 meses. O ataque ocorreu pouco depois das 8h00 locais de 28 de fevereiro.</p>
<p class="isSelectedEnd">A gravidade dos ferimentos de Mojtaba Khamenei é desconhecida. Até agora, apenas divulgou declarações escritas, incluindo uma em que se distanciou das negociações de cessar-fogo, embora tenha autorizado a sua continuação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esta semana, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ameaçou matá-lo, afirmando que estava marcado para morrer. As declarações levaram setores mais duros do regime iraniano a pedir uma reavaliação da fatwa que proíbe a posse de armas nucleares.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Funeral começa em Teerão</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O funeral público começa este sábado, no Grand Mosalla de Teerão, no mesmo dia em que os Estados Unidos assinalam o 250.º aniversário da sua declaração de independência. O corpo de Khamenei ficará em câmara ardente no vasto complexo religioso, ao lado dos corpos de familiares.</p>
<p class="isSelectedEnd">Durante a semana, trabalhadores estiveram a redecorar o edifício, enquanto a presença policial foi reforçada na zona. O funeral tinha sido inicialmente planeado para março, mas a guerra com os Estados Unidos e Israel impediu a realização de uma concentração desta dimensão.</p>
<p class="isSelectedEnd">Antes das cerimónias públicas, está prevista para sexta-feira uma cerimónia separada destinada a líderes estrangeiros. Ali Akbar Pourjamshidian, secretário do comité nacional do funeral e despedida, estimou que representantes de cerca de 30 países estariam presentes, mas afirmou que não foram convidados líderes da Europa nem dos Estados Unidos.</p>
<p class="isSelectedEnd">O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmail Baghaei, acusou os países europeus de estarem do “lado errado da história” e classificou a posição europeia sobre os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão como “verdadeiramente vergonhosa”.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Procissão de dez quilómetros em Teerão</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Na segunda-feira, está prevista uma procissão pública de cerca de dez quilómetros pelo centro de Teerão, entre a praça Imam Hossein e a praça Azadi, local simbólico da revolução de 1979 que levou à criação da República Islâmica.</p>
<p class="isSelectedEnd">O presidente da Câmara de Teerão, Alireza Zakani, descreveu a procissão como “a maior concentração da história da cidade” e estimou a presença de cerca de 20 milhões de pessoas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Cerca de 60% da população iraniana, estimada em 90 milhões de habitantes, não conheceu outro líder supremo além de Ali Khamenei.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Percurso passa por Qom, Karbala e Najaf</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Na terça-feira, o corpo de Khamenei será levado para a cidade santa de Qom, seguindo entre o santuário de Fatima Masumeh e a mesquita de Jamkaran. As temperaturas deverão rondar os 40 ºC.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na quarta-feira, o cortejo seguirá para as cidades xiitas iraquianas de Karbala e Najaf. O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, visitou ambas as cidades para preparar a cerimónia, destinada a sublinhar o papel de Khamenei como líder espiritual dos muçulmanos xiitas.</p>
<p class="isSelectedEnd">O enterro está previsto para quinta-feira, no santuário do Imam Reza, em Mashhad, cidade onde nasceu o antigo líder supremo.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Segurança reforçada e espaço aéreo encerrado</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A dimensão do funeral coloca fortes desafios de segurança e controlo de multidões. Os funerais de Ruhollah Khomeini, em 1989, e do comandante da Guarda Revolucionária Qassem Suleimani, em 2020, ficaram marcados por momentos de caos. No caso de Khomeini, o corpo quase se perdeu quando a multidão avançou e rasgou a mortalha.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em Teerão, os serviços públicos e privados estarão encerrados de sábado a segunda-feira. As restrições de trânsito deverão aumentar a pressão sobre o metro da capital.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os enlutados estão a ser aconselhados a deixar os carros nos limites da cidade para evitar que as estradas, já normalmente congestionadas, fiquem totalmente bloqueadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">O espaço aéreo de Teerão será encerrado na segunda-feira e aviões militares deverão patrulhar a zona para detetar qualquer sinal de ataque aéreo israelita.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Funeral coincide com Muharram</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os organizadores têm procurado equilibrar a glorificação da vida de Khamenei com referências à situação económica difícil enfrentada por milhões de iranianos, para evitar uma reação negativa da população. Entre os cartazes colocados nas ruas surgem mensagens como “um futuro brilhante para o Irão”, ao lado de apelos religiosos como “ele deve erguer-se”.</p>
<p class="isSelectedEnd">A data do funeral coincide com o Muharram, o primeiro mês do calendário islâmico, período em que os muçulmanos xiitas se reúnem para assinalar o martírio de Husayn ibn Ali, neto do profeta Maomé, no século VII. Husayn recusou jurar lealdade ao califa omíada Yazid I, que considerava tirânico.</p>
<p class="isSelectedEnd">As autoridades iranianas procuram estabelecer um paralelo entre essa memória religiosa e a morte de Khamenei, apresentada como resistência ao Ocidente.</p>
<p class="isSelectedEnd">Num dos seus últimos discursos, a 17 de fevereiro, Khamenei evocou esse símbolo xiita de desafio, afirmando: “Alguém como eu não jura lealdade a alguém como Yazid. Uma nação com a cultura do Irão não jura lealdade a líderes corruptos como os da América.”</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Mensagem de resistência para o exterior</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Na véspera das cerimónias, Mohammad Bagher Ghalibaf, principal negociador iraniano e presidente do Parlamento, ainda suspenso, afirmou que o país deve “erguer-se” e transmitir ao mundo o apelo da nação.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Irão está no limiar de criar uma das maiores cenas da sua história, um dia em que uma nação, com corações cheios de amor, lealdade e dor da separação, vem despedir-se de um grande homem”, declarou.</p>
<p>O funeral de Ali Khamenei foi preparado como mais do que uma cerimónia religiosa ou um momento de luto nacional. Ao longo de seis dias, em várias cidades do Irão e do Iraque, o regime procura projetar uma imagem de continuidade, resistência e unidade num dos momentos mais delicados da sua história recente.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785031]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Operação internacional revela redes que drogavam parceiras e usavam chats para planear abusos sexuais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 07:26:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A investigação abrange sete países e surge na sequência do impacto mundial do caso de Gisèle Pelicot, em França.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Uma operação policial internacional revelou a existência de redes organizadas de homens que drogavam e violavam as suas parceiras, recorrendo a grupos de chat online para facilitar, incentivar e partilhar abusos sexuais. A investigação abrange sete países e surge na sequência do impacto mundial do caso de Gisèle Pelicot, em França.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com a CNN Internacional, as autoridades identificaram redes em que os agressores coordenavam ataques, trocavam informações sobre drogas e publicavam vídeos e fotografias dos abusos. Na maioria dos casos, as vítimas eram mulheres sedadas antes de serem violadas ou agredidas sexualmente.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Europol e a Agência Nacional de Combate ao Crime do Reino Unido alertam que muitas vítimas não sabem que foram alvo de agressão sexual até serem contactadas pela polícia. Em vários casos, o abuso foi cometido por alguém que conheciam e em quem confiavam. Noutros, envolveria vários agressores ligados entre si.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Projeto Medusa já levou a 57 detenções</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A operação conjunta, denominada Projeto Medusa, foi lançada em abril por autoridades alemãs e britânicas, com apoio das forças policiais dos Estados Unidos, Brasil, Canadá, França, Hungria, Países Baixos e Espanha.</p>
<p class="isSelectedEnd">Desde o início da colaboração transfronteiriça, os investigadores europeus dizem ter identificado mais de 150 agressores e vítimas e aberto mais de 270 novas pistas. Cinquenta e sete pessoas foram detidas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ainda assim, a Agência Nacional de Combate ao Crime do Reino Unido considera que a verdadeira dimensão destes crimes continua desconhecida e estará “quase certamente” subnotificada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nigel Leary, vice-diretor da NCA, afirmou que o abuso sexual facilitado por drogas já não pode ser visto como um comportamento isolado. Segundo o responsável, trata-se cada vez mais de uma prática organizada, conduzida através de redes coordenadas e viabilizada por plataformas digitais.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Grupos online usados para coordenar abusos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a CNN, os agressores usavam serviços de mensagens encriptadas, fóruns e grupos de chat fechados para trocar experiências, normalizar comportamentos abusivos, facilitar o comércio ilegal de medicamentos controlados e estupefacientes e coordenar atos criminosos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nestes espaços online, os criminosos partilhavam informações sobre que substâncias usar, como administrá-las, como evitar a deteção e como solicitar ou divulgar vídeos e fotografias dos abusos.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Europol, que coordena a operação, afirma que os agressores procuram “objetificar e desumanizar” as vítimas. Em alguns casos, os abusos terão ocorrido ao longo de décadas.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>“Dos mais horríveis que já vi”</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Siobhan Blake, responsável pela divisão de violação e crimes sexuais graves do Serviço de Procuradoria da Coroa do Reino Unido, descreveu estes abusos como estando entre os mais horríveis que viu ao longo da carreira.</p>
<p class="isSelectedEnd">“As vítimas estão a ser sujeitas a crimes sexuais horrendos nas suas próprias casas, numa quebra de confiança extrema”, afirmou.</p>
<p class="isSelectedEnd">A polícia alerta que as vítimas podem ser de qualquer idade, origem social ou condição física. As autoridades encorajam qualquer pessoa que suspeite ter sido vítima de agressão sexual facilitada por drogas a denunciar o caso.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Caso Gisèle Pelicot impulsionou investigação</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As investigações surgem depois do caso de grande impacto de Gisèle Pelicot, em França. O seu marido, Dominique Pelicot, foi condenado em 2024 a 20 anos de prisão por organizar a violação da então mulher, que era drogada e ficava inconsciente. Outras 50 pessoas foram também condenadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">O caso chocou o mundo e levou a uma reflexão sobre violência de género e misoginia. Também motivou um esforço policial internacional para identificar outros criminosos que atuassem de forma semelhante.</p>
<p class="isSelectedEnd">A operação segue ainda uma investigação secreta da CNN sobre redes online de homens que ensinavam outros a drogar e violar as suas parceiras.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Condenações em vários países europeus</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Nos últimos anos, foram registadas várias detenções e condenações na Europa de homens acusados ou considerados culpados de drogar e violar parceiras inconscientes.</p>
<p class="isSelectedEnd">No ano passado, o alemão Fernando P. foi condenado a oito anos e seis meses de prisão por drogar e violar a mulher inconsciente durante anos e partilhar vídeos dos crimes online.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também em 2025, Zhenhao Zou foi condenado por violar dez mulheres no Reino Unido e na China, recebendo prisão perpétua, com uma pena mínima de 24 anos. A polícia e a acusação afirmaram que Zou contactava estudantes de origem chinesa através do WeChat e de aplicações de encontros, atraindo-as para os seus apartamentos para as drogar e agredir.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em abril, as autoridades polacas detiveram um homem ligado a uma alegada violação. Os meios de comunicação polacos identificaram o detido como “Piotr”, pseudónimo dado ao polaco no centro da investigação da CNN. O homem era um dos quase mil utilizadores de um grupo privado do Telegram dedicado a partilhar dicas sobre como drogar e violar parceiros.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Autoridades querem combater abuso que vive no segredo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Especialistas ouvidos pela CNN alertam que os autores de agressões sexuais facilitadas por drogas continuam a aperfeiçoar a forma como cometem os abusos, o que dificulta levar estes casos a julgamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Há também poucos dados fiáveis sobre a verdadeira dimensão deste tipo de crime. Sobreviventes têm pedido que entidades reguladoras tomem medidas mais ativas para remover plataformas e sites que alojam material exploratório.</p>
<p>A Europol descreve a operação como a primeira deste tipo. As autoridades envolvidas esperam que a cooperação internacional permita expor uma forma de abuso que, segundo Siobhan Blake, prospera “no segredo online e à porta fechada”.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785025]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Calor: França com pelo menos mais 2.025 mortes do que o habitual</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 07:18:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Calor]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[onda de calor]]></category>
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					<description><![CDATA[O número de mortes aumentou quase 30% em França e 62% só na região de Paris durante a semana de 22 de junho, o pico da onda de calor que assolou o país, anunciou hoje a agência Santé publique France.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O número de mortes aumentou quase 30% em França e 62% só na região de Paris durante a semana de 22 de junho, o pico da onda de calor que assolou o país, anunciou hoje a agência Santé publique France.</p>
<p>A agência de saúde pública indicou, num novo balanço, &#8220;um aumento de 29,1%, correspondente a 2.025 mortes adicionais em relação à semana anterior&#8221;, salientando que este último número era certamente subestimado.</p>
<p>A estimativa do número de mortes baseia-se apenas nas certidões de óbito eletrónicas, que representam pouco mais de metade das mortes no país.</p>
<p>A variação de 30%, por outro lado, é mais representativa da amplitude das consequências sanitárias desta onda de calor que assolou a França durante cerca de 10 dias e se revelou excecional, com três dos dias mais quentes de sempre registados no país.</p>
<p>A tendência é particularmente marcante na Île-de-France (região parisiense), com um aumento de mais de 62% nas mortes na última semana. Um aumento semelhante foi registado na região País do Loire (oeste).</p>
<p>A Santé publique France já tinha avançado um número de mil mortes a mais do que o normal, mas este referia-se apenas ao final da semana. O novo balanço refere-se a toda a semana, embora o calor intenso tivesse começado alguns dias antes.</p>
<p>&#8220;O que é muito importante é que, nestas 2.025 mortes (&#8230;) se verifica um aumento de 91% nas mortes em casa em comparação com a semana anterior&#8221;, precisou a ministra da Saúde, Stéphanie Rist, no canal TF1.</p>
<p>A onda de calor histórica que atingiu a França no final de junho provocou condições dificilmente suportáveis em muitas habitações. Estão novamente previstas temperaturas elevadas para o fim de semana. Na quinta-feira, eclodiram em lojas cenas de empurrões e até de discussões, após a colocação à venda de 200 mil ventiladores e aparelhos de ar condicionado.</p>
<p>Em todas as faixas etárias, as intervenções por insolação e desidratação multiplicaram-se por seis e por quatro, respetivamente, de acordo com a organização SOS Médecins.</p>
<p>As autoridades sanitárias e o governo têm vindo a chamar a atenção, há vários dias, para o problema das mortes em casa durante a onda de calor. A onda de calor de 2003 causou a morte de 15.000 pessoas em França, na maioria idosos, muitos dos quais em lares de idosos com cuidados médicos (Ehpad), mas também em casa.</p>
<p>O episódio de junho é considerado mais intenso, mas as consequências para a saúde são menores, de acordo com as autoridades.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785027]]></sapo:autor>
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		<title>Maduro foi capturado, levado para Nova Iorque e julgado. Seis meses depois, o que resta do plano de Trump para a Venezuela?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 07:15:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Cilia Flores]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Nicolás Maduro]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
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					<description><![CDATA[Objetivo declarado era capturar Maduro e levá-lo para os Estados Unidos, onde já enfrentava acusações de narcoterrorismo e tráfico de droga]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A 3 de janeiro, os Estados Unidos lançaram uma operação militar que mudou a história recente da Venezuela em poucas horas. Nicolás Maduro, então líder venezuelano, e a mulher, Cilia Flores, foram capturados em Caracas por forças dos Estados Unidos e retirados do país para enfrentarem acusações criminais em Nova Iorque.</p>
<p>A operação começou de madrugada, depois de meses de tensão crescente entre Washington e Caracas. O objetivo declarado era capturar Maduro e levá-lo para os Estados Unidos, onde já enfrentava acusações de narcoterrorismo e tráfico de droga. A Casa Branca apresentou a ação como uma operação contra redes criminosas e contra um regime acusado de repressão, corrupção e ligação ao narcotráfico.</p>
<p><strong>A captura de Maduro e a frase de Trump</strong></p>
<p>Donald Trump anunciou a operação como um “ataque em grande escala” contra a Venezuela e apresentou a captura de Maduro como uma vitória política e judicial. Nas horas seguintes, o presidente dos Estados Unidos afirmou que Washington iria assegurar a governação do país até estar concluída uma transição “segura, adequada e judiciosa” do poder.</p>
<p>A frase tornou-se uma das mais controversas de todo o episódio. Para a Administração Trump, tratava-se de impedir que o vazio de poder fosse ocupado por estruturas fiéis a Maduro. Para os críticos, era a admissão de uma tutela externa sobre um país soberano.</p>
<p><strong>Caracas sob choque e Maduro a caminho de Nova Iorque</strong></p>
<p>Nas primeiras horas após o ataque, Caracas foi tomada por relatos de explosões, movimentações militares e ataques contra estruturas associadas ao aparelho de segurança venezuelano. A operação terminou com Maduro e Cilia Flores sob custódia dos Estados Unidos.</p>
<p>Os dois foram transferidos primeiro para meios militares dos Estados Unidos e depois levados para Nova Iorque, onde ficaram à disposição da justiça. O episódio foi rapidamente comparado a outras intervenções dos Estados Unidos na América Latina, mas com um peso político e jurídico acrescido: desta vez, tratava-se da captura de um líder que ainda reclamava legitimidade presidencial.</p>
<p><strong>A primeira ida a tribunal</strong></p>
<p>Dois dias depois, a 5 de janeiro, Maduro e a mulher compareceram perante um tribunal federal em Manhattan. Ambos declararam-se inocentes das acusações. Maduro tentou transformar o processo numa batalha política, insistindo que continuava a ser o presidente legítimo da Venezuela e que a sua captura tinha sido ilegal.</p>
<p>A defesa passou a questionar a legalidade da operação, invocando soberania, imunidade e limites ao poder militar dos Estados Unidos. A acusação, por sua vez, manteve o foco nas alegações de narcoterrorismo, tráfico de droga e ligação a redes criminosas internacionais.</p>
<p><strong>O plano dos Estados Unidos para a transição</strong></p>
<p>Com Maduro fora do poder, a intenção dos Estados Unidos era conduzir a Venezuela para uma transição política controlada. Washington queria impedir o regresso do antigo aparelho chavista ao comando do Estado e apoiar a formação de uma nova estrutura governativa em Caracas.</p>
<p>Mas a execução revelou-se muito mais difícil do que a operação militar. A Venezuela entrou num período de instabilidade institucional, com setores militares em recomposição, uma oposição dividida e uma sociedade ainda marcada por anos de crise económica, repressão e emigração em massa.</p>
<p><strong>A promessa de estabilização esbarrou na realidade</strong></p>
<p>A operação conseguiu retirar Maduro do poder, mas não garantiu automaticamente uma transição estável. A promessa de Trump de que os Estados Unidos iriam “governar” a Venezuela até à conclusão do processo abriu um debate imediato sobre soberania e intervenção externa.</p>
<p>Para Washington, a presença temporária dos Estados Unidos era apresentada como uma garantia de estabilidade. Para muitos governos e analistas da região, o risco era outro: substituir uma autocracia interna por uma tutela estrangeira, num continente onde a memória das intervenções dos Estados Unidos continua politicamente sensível.</p>
<p><strong>O que aconteceu a Maduro</strong></p>
<p>Seis meses depois, Maduro permanece afastado do poder e a enfrentar a justiça dos Estados Unidos. O antigo líder venezuelano deixou de controlar o palácio presidencial em Caracas, mas o seu julgamento mantém vivo o confronto político que marcou a sua queda.</p>
<p>A defesa continua a contestar a legalidade da captura e tenta apresentar o processo como uma operação política. A acusação insiste que Maduro deve responder em tribunal por crimes associados ao narcotráfico e à utilização do Estado venezuelano como plataforma de redes ilícitas.</p>
<p><strong>O que resta da intenção de Trump</strong></p>
<p>A administração Trump conseguiu cumprir o primeiro objetivo: capturar Maduro e levá-lo a tribunal. Mas o segundo — estabilizar rapidamente a Venezuela e conduzir uma transição política clara — continua incompleto.</p>
<p>A Venezuela permanece num processo de reconstrução institucional frágil, com forte influência dos Estados Unidos, mas sem uma solução definitiva. A queda de Maduro abriu uma nova fase, mas não resolveu automaticamente a crise política, económica e social do país.</p>
<p><strong>Seis meses depois, uma efeméride ainda em aberto</strong></p>
<p>A efeméride de 3 de janeiro recorda mais do que uma operação militar. Marca o início de uma experiência política inédita na região: um líder venezuelano capturado por forças dos Estados Unidos, levado para Nova Iorque para ser julgado e substituído por uma transição conduzida sob forte pressão de Washington.</p>
<p>O balanço continua em aberto. Trump conseguiu transformar a captura de Maduro numa demonstração de força. Mas a Venezuela mostrou que derrubar um líder é mais simples do que reconstruir um Estado. Seis meses depois, a operação que começou de madrugada em Caracas continua a definir o futuro político do país.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784706]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Primeiro pagamento de julho da Segurança Social chega hoje à conta: veja quem recebe e o restante calendário</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/primeiro-pagamento-de-julho-da-seguranca-social-chega-hoje-a-conta-veja-quem-recebe-e-o-restante-calendario/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 07:00:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[segurança social]]></category>
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					<description><![CDATA[Com o objetivo de permitir maior previsibilidade aos beneficiários, a Segurança Social disponibiliza mensalmente um calendário fixo de pagamentos. Desta forma, os cidadãos conseguem planear melhor as suas despesas, sabendo com antecedência o dia em que cada prestação será paga]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Já são conhecidas as datas de pagamento dos subsídios sociais, prestações familiares e pensões da Segurança Social para o mês de julho.</p>
<p>Com o objetivo de permitir maior previsibilidade aos beneficiários, a Segurança Social disponibiliza mensalmente um calendário fixo de pagamentos. Desta forma, os cidadãos conseguem planear melhor as suas despesas, sabendo com antecedência o dia em que cada prestação será paga.</p>
<p>O primeiro pagamento deste mês está previsto para esta sexta-feira e diz respeito às pensões e subsídios por doença profissional.</p>
<p>Veja o restante calendário completo de pagamentos da Segurança Social para julho:</p>
<p>7 de julho</p>
<p>Rendas</p>
<p>8 de julho</p>
<p>Pensões<br />
Complemento Solidário para Idosos<br />
Reembolso de despesas de funeral<br />
Prestação Social para a Inclusão</p>
<p>16 de julho</p>
<p>Prestações familiares<br />
Primeiro pagamento de desemprego, doença, parentalidade e ação social</p>
<p>21 de julho</p>
<p>Fundo de Garantia de Alimentos Devidos a Menores</p>
<p>23 de julho</p>
<p>Fundo de Garantia Salarial<br />
Rendimento Social de Inserção</p>
<p>28 de julho</p>
<p>Segundo pagamento de desemprego, doença, parentalidade e ação social<br />
Subsídio de Apoio ao Cuidador Informal</p>
<p><strong>O que é o pagamento de doença profissional?</strong></p>
<p>O pagamento de doença profissional destina-se a trabalhadores que tenham uma doença causada pela atividade profissional, pelas condições em que trabalham ou pela exposição a determinados fatores de risco no local de trabalho. A certificação é feita através de avaliação médica, sendo necessário comprovar que a doença resulta direta e necessariamente da profissão exercida, e não apenas do desgaste normal do organismo.</p>
<p>Estas prestações podem assumir a forma de pensões ou subsídios, consoante a situação do beneficiário. Servem para compensar a perda de rendimentos quando a doença impede temporariamente o trabalhador de exercer a atividade, ou para assegurar apoio nos casos em que exista incapacidade permanente associada à doença profissional.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784777]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>455 imigrantes por dia deixaram de contribuir para a Segurança Social em 2025</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/455-imigrantes-por-dia-deixaram-de-contribuir-para-a-seguranca-social-em-2025/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 06:57:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[No ano passado, o Instituto da Segurança Social contabilizou 162.252 cessações de atividade de imigrantes que trabalhavam por conta de outrem e que não voltaram a ter registo ativo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O número de trabalhadores estrangeiros que deixaram de ter inscrição ativa na Segurança Social disparou em 2025. No ano passado, o Instituto da Segurança Social contabilizou 162.252 cessações de atividade de imigrantes que trabalhavam por conta de outrem e que não voltaram a ter registo ativo.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o <a href="https://expresso.pt/sociedade/2026-07-02-saida-de-imigrantes-da-seguranca-social-dispara-66-em-2025-bbccd343" target="_blank" rel="noopener">Expresso</a>, este número representa um aumento de 66% face a 2024. Em termos diários, o ritmo passou de 267 contribuintes estrangeiros perdidos por dia, há dois anos, para 455 em 2025.</p>
<p class="isSelectedEnd">A cessação da inscrição pode significar que estes trabalhadores abandonaram Portugal ou que permanecem no país em situação irregular. Apesar da subida expressiva das saídas, as novas inscrições continuam a ser superiores às cessações.</p>
<p class="isSelectedEnd">A dimensão do fenómeno impressiona Pedro Góis, diretor do Observatório das Migrações, que defende a realização urgente de uma reunião da concertação social.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para o responsável, o aumento acentuado deste indicador aponta para duas realidades: por um lado, um crescimento das saídas do país; por outro, a passagem de muitos trabalhadores estrangeiros para a economia informal.</p>
<p class="isSelectedEnd">O fenómeno é particularmente relevante porque os imigrantes representam um quinto do total de contribuintes da Segurança Social. Nos últimos dez anos, os descontos destes trabalhadores deram aos cofres do Estado um saldo positivo de 16,3 mil milhões de euros.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Brasileiros lideram em número absoluto</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Em termos absolutos, os brasileiros foram o grupo que mais desapareceu da lista de inscritos na Segurança Social. Segundo o Expresso, quase 60 mil cidadãos brasileiros deixaram de ter inscrição ativa em 2025. No conjunto dos últimos dois anos, o total aproxima-se dos 100 mil.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ainda assim, representantes da comunidade brasileira não interpretam necessariamente estes números como uma saída em massa do país.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ana Paula Costa, presidente da Casa do Brasil, admite que há pessoas que deixaram Portugal após o fim da manifestação de interesse e que continuam a sair, mas considera que a maioria permaneceu no país.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a responsável, a falta de oportunidades de legalização, o aumento dos custos da habitação e a maior hostilidade sentida com discursos anti-imigração estão a levar algumas pessoas a partir. No entanto, alerta que muitos brasileiros continuam em Portugal, mas passaram para situações laborais irregulares.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Casa do Brasil assinala um aumento da informalidade nas relações laborais. Ana Paula Costa explica que há pessoas que tinham autorização de residência, não conseguiram renová-la, viram os contratos de trabalho cancelados e acabaram por entrar na economia paralela.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Mantêm-se em Portugal, e a trabalhar, mas de forma irregular, sem vínculo nenhum”, afirma.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esta realidade ajuda a explicar por que motivo parte das cessações na Segurança Social pode não corresponder a uma saída efetiva do território nacional, mas antes à perda de vínculo laboral formal.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Êxodo de indostânicos quase triplica</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O aumento mais acentuado registou-se entre naturais do subcontinente indiano. As saídas de trabalhadores da Índia, Bangladesh, Paquistão e Nepal quase triplicaram em 2025.</p>
<p class="isSelectedEnd">No caso dos cidadãos indianos, as cessações passaram de 5540 em 2024 para 14.477 no ano passado. Juntando os vários países indostânicos, o sistema nacional de pensões perdeu 57.290 contribuintes em dois anos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Shiv Kumar Singh, presidente da Casa da Índia, diz que os números não o surpreendem. Segundo o responsável, milhares de pessoas da Índia saíram recentemente de Portugal, apesar de terem situação regularizada, trabalho e descontos ativos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Muitos terão partido para Espanha, Países Baixos, França, Alemanha e Itália, procurando emprego na agricultura, restauração e hotelaria.</p>
<p class="isSelectedEnd">A saída de trabalhadores indostânicos é atribuída a vários fatores, entre os quais as mudanças legais, o agravamento do custo de vida e as dificuldades na documentação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Shiv Kumar Singh considera que desapareceu o clima político mais ameno que existia em Portugal e que as novas regras criaram medo nas comunidades imigrantes. Muitos receiam ser expulsos ou perder a possibilidade de trazer a mulher e os filhos para o país.</p>
<p class="isSelectedEnd">O presidente da Casa da Índia refere que as saídas estão a ocorrer sobretudo em Odemira, São Teotónio, Beja e Algarve, mas também em Lisboa. Segundo o responsável, há empresas na área do turismo a sentir impacto e agricultores a queixarem-se da falta de mão de obra para a apanha da fruta.</p>
<p class="isSelectedEnd">Muitos destes trabalhadores partem já com contrato de um ou dois anos e habitação garantida. Em Portugal, tinham vínculos mais precários e salários pressionados pelo custo da renda.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Bangladesh com subida de 173% nas cessações</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A comunidade do Bangladesh regista uma evolução semelhante. Os dados do Instituto da Segurança Social mostram que as cessações de trabalhadores dependentes naturais do Bangladesh passaram de 4609 em 2024 para 12.594 em 2025, uma subida de 173%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Rana Uddin, porta-voz da comunidade do Bangladesh, afirma que todos os dias ouve alguém dizer que se vai embora. Na Rua do Benformoso, em Lisboa, que era um polo comercial importante para a comunidade, donos de restaurantes e lojas já sentem menos clientes porque muitos partiram para outros países.</p>
<p class="isSelectedEnd">O êxodo começou em direção a Espanha quando surgiram rumores de que o país vizinho poderia avançar com um megaprocesso de regularização, que acabou por acontecer este ano. França, Suíça e Dinamarca surgem também como destinos preferenciais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo Rana Uddin, a maioria dos que partiram já tinha autorização de residência em Portugal, mas enfrentava salários baixos, dificuldades na habitação e obstáculos ao reagrupamento familiar.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>PALOP também registam fortes subidas nas saídas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os trabalhadores dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa também registaram aumentos expressivos nas cessações de inscrição na Segurança Social.</p>
<p class="isSelectedEnd">No ano passado, mais do que duplicou o fim das inscrições ativas de naturais de Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Moçambique e Angola. No caso da Guiné-Bissau, o número triplicou.</p>
<p class="isSelectedEnd">A tendência é transversal a praticamente todas as origens. A cessação de registos na Segurança Social aumentou em 51 das 59 nacionalidades representadas. Apenas entre naturais de Espanha, Alemanha, Moldova, Países Baixos, Canadá, Hungria e Noruega não se verificou subida.</p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar do aumento das cessações, o saldo da Segurança Social continua positivo. Em 2025, foram registadas 539.493 novas inscrições de trabalhadores estrangeiros dependentes, uma descida de apenas 0,12% face ao ano anterior.</p>
<p class="isSelectedEnd">Estas novas inscrições são feitas pelo empregador quando o contrato de trabalho começa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nem todas as nacionalidades evoluíram da mesma forma. Destaca-se o aumento das entradas de cidadãos dos PALOP, sobretudo de Angola, Cabo Verde e Moçambique. Já Brasil e os países indostânicos registaram descidas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre cessações e ativações, o saldo migratório da Segurança Social mantém-se positivo, embora com tendência de abrandamento desde 2024.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Contribuições continuam a crescer, mas a ritmo menor</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O impacto do aumento das saídas deverá ser mais visível no valor das contribuições. Embora o montante continue a crescer em 2026, o ritmo está a abrandar mês após mês.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nos últimos dez anos, os trabalhadores imigrantes contribuíram com um bónus de 16,3 mil milhões de euros para os cofres do Estado.</p>
<p>O aumento das cessações coloca, por isso, pressão adicional sobre setores que dependem de mão de obra estrangeira e sobre a sustentabilidade futura das contribuições, mesmo num contexto em que as entradas continuam a superar as saídas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785020]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>AD recua, mas não desiste: perda de nacionalidade volta hoje ao Parlamento para menos crimes. Chega vota contra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 06:45:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[AD]]></category>
		<category><![CDATA[Chega]]></category>
		<category><![CDATA[Lei da Nacionalidade]]></category>
		<category><![CDATA[parlamento]]></category>
		<category><![CDATA[Tribunal Constitucional]]></category>
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					<description><![CDATA[Debate foi agendado depois de o Chega ter usado o seu agendamento potestativo para forçar a reapreciação do diploma]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A perda da nacionalidade volta esta sexta-feira ao Parlamento, depois do chumbo do Tribunal Constitucional e do veto do Presidente da República ao decreto que criava esta pena acessória para determinados crimes. O tema regressa por iniciativa do Chega, mas com uma novidade política: PSD e CDS-PP decidiram insistir na medida, apresentando uma nova versão que reduz o leque de crimes abrangidos.</p>
<p>O debate foi agendado depois de o Chega ter usado o seu agendamento potestativo para forçar a reapreciação do diploma. O partido de André Ventura queria que a Assembleia da República confirmasse a perda de nacionalidade como pena acessória, aproveitando a atual maioria de direita no Parlamento, depois de o Tribunal Constitucional ter declarado o decreto inconstitucional por unanimidade.</p>
<p>A posição inicial do PSD era outra. Os sociais-democratas tinham sinalizado que não pretendiam reconfirmar o diploma chumbado, para evitar uma rota de colisão com o Tribunal Constitucional e com o Presidente da República. Mas, segundo a Lusa e outros meios, PSD e CDS-PP vão agora apresentar uma nova proposta que mantém a perda de nacionalidade, embora para um conjunto mais restrito de crimes.</p>
<p>A nova versão da AD retira crimes que constavam da formulação anterior, como tráfico de droga, posse de armas proibidas, lenocínio e imigração ilegal, e concentra a aplicação da pena em crimes considerados especialmente graves. Segundo António Rodrigues, deputado do PSD, o objetivo é “dar uma dimensão diferente ao elenco de crimes”, mantendo os casos em que “o Estado é gravemente ferido”.</p>
<p>Além dos crimes contra o Estado e de terrorismo, que PSD e CDS-PP entendem ter margem constitucional, a proposta mantém a possibilidade de perda da nacionalidade para quem, tendo adquirido a nacionalidade portuguesa, seja condenado por homicídio qualificado, violação qualificada e associação criminosa, quando estes crimes tenham uma expressão especialmente grave na sociedade.</p>
<p>“Não queremos afrontar o Tribunal Constitucional, não queremos de modo algum afrontar o Presidente da República”, justificou António Rodrigues. A frase resume o equilíbrio que a AD tenta agora construir: manter uma bandeira política cara à direita, mas evitar repetir a versão que foi travada no Palácio Ratton.</p>
<p>A nova formulação, porém, arrisca abrir uma nova frente de conflito à direita. André Ventura anunciou que o Chega vai votar contra as alterações apresentadas pelo PSD e CDS-PP à perda da nacionalidade, defendendo que o Parlamento deve confirmar esta sexta-feira a totalidade do decreto que foi chumbado pelo Tribunal Constitucional. O líder do Chega acusou os sociais-democratas de fazerem “o jogo do PS” e de mostrarem que, “na verdade, não querem mudar nada” no regime legal.</p>
<p>A posição do Chega pode comprometer a aprovação final da proposta, uma vez que a perda da nacionalidade é matéria de lei orgânica e exige maioria qualificada. Ventura admitiu que o processo pode cair se não houver entendimento com o PSD, avisando que os sociais-democratas terão de escolher se preferem “ficar sem nada” ou manter “o consenso que já foi possível obter” na lei da nacionalidade. O Chega exige que o PSD cumpra o que diz ter sido negociado e contribua para a confirmação do diploma original.</p>
<p>O Tribunal Constitucional tinha chumbado o decreto que alterava o Código Penal para criar a pena acessória de perda da nacionalidade, considerando que as alterações não respeitavam a Constituição. Na sequência dessa decisão, o Presidente da República devolveu o diploma ao Parlamento, impedindo a sua promulgação.</p>
<p>A perda da nacionalidade é matéria de lei orgânica, o que significa que a nova proposta precisa de maioria qualificada para ser aprovada. Na prática, PSD e CDS-PP terão de contar com votos favoráveis do Chega ou do PS, já que os dois partidos que apoiam o Governo não têm sozinhos os votos necessários.</p>
<p>O Chega deverá manter pressão sobre a direita para confirmar a medida no essencial. Depois do chumbo do Tribunal Constitucional, André Ventura defendeu que a Assembleia da República deveria insistir na perda da nacionalidade e chegou a desafiar a maioria de direita a reconfirmar o decreto.</p>
<p>A tensão política também tem sido alimentada por críticas diretas ao Tribunal Constitucional. Cristina Rodrigues, vice-presidente da bancada do Chega, acusou os juízes de extravasarem competências e de fazerem “ativismo político”, defendendo que, apesar de a esquerda ter perdido a maioria no Parlamento, continuaria a ter peso no Tribunal Constitucional.</p>
<p>O debate desta sexta-feira surge numa agenda parlamentar particularmente carregada. Além da reapreciação da perda da nacionalidade, estará também em discussão o projeto do PSD que prevê a aplicação da taxa reduzida de IVA, de 6%, a obras de reabilitação de imóveis, independentemente de ter sido aprovada pela autarquia uma operação de reabilitação urbana.</p>
<p>A Assembleia da República deverá ainda votar novamente o nome de Luísa Neto para Provedora de Justiça, depois de a candidata proposta pelo PS ter falhado a eleição em junho. A votação de outros órgãos externos, como o Conselho de Fiscalização dos Serviços de Informações da República Portuguesa, ficará para mais tarde.</p>
<p>Com a sessão legislativa perto do fim, os partidos já não poderão agendar novas propostas até às férias de verão. Ainda assim, podem ser votadas iniciativas cujo processo de especialidade esteja concluído e que cheguem a votação final global antes da interrupção dos trabalhos parlamentares.</p>
<p>Fora da conferência de líderes ficou a polémica sobre os convites da Federação Portuguesa de Futebol para líderes parlamentares assistirem a jogos de Portugal no Mundial, nos Estados Unidos. O tema não foi discutido, depois de o presidente da Assembleia da República ter remetido para os partidos a decisão sobre aceitar ou não os convites.</p>
<p>A reapreciação da perda da nacionalidade será, por isso, o momento politicamente mais sensível desta sexta-feira no Parlamento. O Chega força o regresso do tema, a AD tenta uma terceira via para salvar a medida e o PS poderá voltar a ser decisivo num diploma que atravessa direito penal, nacionalidade, imigração e os limites constitucionais da resposta do Estado a crimes graves.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784770]]></sapo:autor>
	</item>
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		<title>Bolsa de Tóquio fecha com Nikkei a ganhar 1,47%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 06:42:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Tóquio fechou hoje em alta, com o principal índice, o Nikkei, a subir 1,47% para 69.744,07 pontos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A bolsa de Tóquio fechou hoje em alta, com o principal índice, o Nikkei, a subir 1,47% para 69.744,07 pontos.</P><br />
<P>O segundo indicador, o Topix, também encerrou a sessão a ganhar 1,24% para 4.064,6 pontos.</P><br />
<P>O índice Nikkei reflete a média não ponderada dos 225 principais valores da bolsa de Tóquio, enquanto o indicador Topix agrupa os valores das 1.600 maiores empresas cotadas.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785019]]></sapo:autor>
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		<title>Rendimento da dívida japonesa a dez anos com maior subida desde 1997</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 06:39:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O rendimento da dívida japonesa a dez anos atingiu hoje os 2,81%, o nível mais elevado desde 1997, mantendo a tendência de subida dos últimos meses, entre preocupações com a inflação e a instabilidade no Médio Oriente.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O rendimento da dívida japonesa a dez anos atingiu hoje os 2,81%, o nível mais elevado desde 1997, mantendo a tendência de subida dos últimos meses, entre preocupações com a inflação e a instabilidade no Médio Oriente.</P><br />
<P>Os títulos chegaram temporariamente ao valor mais alto em quase três décadas, perante o aumento da especulação de que o Banco do Japão (BoJ) venha a abrandar as subidas das taxas de juro e ocorra uma aceleração da inflação, segundo a emissora NHK.</P><br />
<P>A subida dos títulos é motivada pelo recente aumento para 1% da taxa de juro de referência de curto prazo decidido pelo BoJ, o nível mais alto em três décadas, com o objetivo de conter os riscos inflacionistas derivados da subida dos preços do petróleo e da fraqueza do iene.</P><br />
<P>Este aumento ocorre também a meio de uma contínua desvalorização da moeda japonesa, que na terça-feira caiu para 162 unidades por dólar, atingindo o valor mais baixo desde 1986, após uma intervenção das autoridades nipónicas no mercado cambial em abril e maio que teve apenas efeitos temporários.</P><br />
<P>O Japão tem vindo a registar uma subida contínua do rendimento dos títulos de longo prazo, devido à política expansiva da primeira-ministra, Sanae Takaichi, perante uma situação orçamental delicada para o país, o mais endividado entre as grandes economias.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785018]]></sapo:autor>
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		<title>Incêndios: Mais de 1.200 operacionais no terreno e preocupações maiores em Vouzela</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 06:34:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os quatro maiores incêndios ativos no país mobilizavam, pelas 07:00 de hoje, mais de 1.200 operacionais, com o de Vouzela, distrito de Viseu, a levantar maiores preocupações por ameaçar habitações e pelas difíceis condições de combate.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os quatro maiores incêndios ativos no país mobilizavam, pelas 07:00 de hoje, mais de 1.200 operacionais, com o de Vouzela, distrito de Viseu, a levantar maiores preocupações por ameaçar habitações e pelas difíceis condições de combate.</P><br />
<P>Num ponto de situação feito à agência Lusa, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) informou que o combate a todos estes quatro incêndios &#8211; nos concelhos de Cinfães, Barcelos, Castelo de Paiva e Vouzela &#8211; será entretanto reforçado com meios aéreos.</P><br />
<P>O incêndio que mais preocupa as autoridades é o que deflagrou em Vouzela, no distrito de Viseu, na quinta-feira à tarde, e alcançou o distrito de Aveiro, que ameaça habitações, já obrigou ao corte da linha ferroviária do Vouga entre Mourisca do Vouga e Águeda, destruiu um veículo dos bombeiros e alguns anexos agrícolas, além de ter provocado alguns danos em habitações.</P><br />
<P>Segundo explicou à Lusa o comandante José Costa, da ANEPC, já se registaram ferimentos em três bombeiros, e num civil que ficou ferido com queimaduras e foi transportado ao hospital.</P><br />
<P>Houve outras pessoas assistidas, mas sem gravidade, adiantou.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785017]]></sapo:autor>
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		<title>Governo reúne-se hoje em Guimarães para preparar os 900 anos da batalha que ajudou a fundar Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 06:30:56 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[conselho de ministros]]></category>
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		<category><![CDATA[politica]]></category>
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					<description><![CDATA[A reunião terá lugar no Paço dos Duques de Bragança, espaço escolhido para acolher os ministros do Governo liderado por Luís Montenegro. Será a primeira reunião do Executivo em Guimarães desde o início do mandato]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Conselho de Ministros reúne-se esta sexta-feira em Guimarães, numa deslocação do Governo que coincide com a apresentação oficial do Comissariado Nacional para as Comemorações dos 900 anos da Batalha de São Mamede.</p>
<p>A reunião terá lugar no Paço dos Duques de Bragança, espaço escolhido para acolher os ministros do Governo liderado por Luís Montenegro. Será a primeira reunião do Executivo em Guimarães desde o início do mandato.</p>
<p>Além da reunião governamental, está prevista uma declaração à comunicação social do primeiro-ministro, na qual Luís Montenegro deverá dar conta da criação do Comissariado Nacional e anunciar a data da sua tomada de posse.</p>
<p>O organismo terá a missão de coordenar as iniciativas que vão assinalar os 900 anos da Batalha de São Mamede, cuja celebração culminará a 24 de junho de 2028. A efeméride remete para a batalha travada em 1128, em Guimarães, frequentemente associada à afirmação política de D. Afonso Henriques e vista como um dos momentos fundadores da nacionalidade portuguesa.</p>
<p>O Comissariado Nacional foi criado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 44/2026, publicada em Diário da República, que determina a realização das comemorações a partir de 24 de junho de 2026 e estabelece a criação de uma estrutura dedicada à sua promoção, organização e execução.</p>
<p>Segundo a resolução, as comemorações deverão ter dimensão nacional, valorizando a importância histórica da Batalha de São Mamede no percurso de afirmação do Condado Portucalense e na construção da identidade portuguesa. A Assembleia da República também recomendou ao Governo a valorização desta efeméride como uma das datas fundadoras da nacionalidade, inserindo-a num ciclo mais amplo de comemorações dos 900 anos de Portugal.</p>
<p>O Comissariado ficará sediado no Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães, reforçando a ligação simbólica entre a cidade e a efeméride. A estrutura será composta por um comissário-geral, designado pelo membro do Governo responsável pela Cultura, três comissários indicados pela Assembleia da República e representantes de várias entidades.</p>
<p>Entre as instituições representadas estarão a Defesa Nacional, o Município de Guimarães, a Universidade do Minho, a Academia Portuguesa da História, a Comissão Portuguesa de História Militar, a Sociedade Histórica da Independência de Portugal e a entidade gestora da Rota do Românico.</p>
<p>A escolha de Guimarães para acolher a reunião do Conselho de Ministros reforça o simbolismo político e histórico da apresentação do Comissariado. A cidade é associada ao nascimento de Portugal e à memória de D. Afonso Henriques, e será agora o centro das iniciativas preparatórias das comemorações nacionais.</p>
<p>A programação oficial será desenvolvida ao longo dos próximos dois anos, até 2028, ano em que se assinalam os 900 anos da Batalha de São Mamede. O objetivo do Governo é conferir dimensão nacional à efeméride, articulando iniciativas culturais, históricas, educativas e institucionais em torno de um dos acontecimentos mais marcantes da formação de Portugal.</p>
<p>A deslocação do Conselho de Ministros a Guimarães surge, assim, como o primeiro grande momento político das comemorações. A partir desta sexta-feira, o Comissariado Nacional deverá assumir a preparação do programa que culminará em junho de 2028, quando se assinalarem os 900 anos da batalha que ficou ligada à afirmação de D. Afonso Henriques e ao início do caminho para a independência portuguesa.</p>
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