Desde que a Rússia lançou uma invasão militar em larga escala na Ucrânia, a 24 de fevereiro, milhares de civis morreram e milhões de ucranianos foram forçados a fugir de seu país de origem. A invasão ordenada por Vladimir Putin tornou-se o maior conflito militar na Europa desde a II Guerra Mundial e tem tido repercussões extensas na economia globalizada.
Apesar dos perigos, jornalistas e repórter-fotográficos têm sido os olhos do mundo em território ucraniano, utilizando as suas palavras e as fotografias para capturar o conflito, a sua violência e o efeito que a guerra tem tido nos civis. Os seus papéis são mais importantes do que nunca – registar a dura realidade e tentar denunciá-la ao resto do mundo.
A ‘Euronews Culture’ selecionou 20 das fotografias mais poderosas e comoventes dos últimos dois meses do conflito na Ucrânia.
Photographers across the world have been capturing the conflict, violence and the effect the war has had on Ukraine’s civilians and scenery.
Here’s some of the most moving imagery 👇
Continue a ler após a publicidadeContinue a ler após a publicidade— Euronews Culture (@euronewsculture) April 19, 2022
Vadim Ghirda é um dos fotógrafos presentes na Ucrânia e responsável por algumas das fotografias mais poderosas até ao momento do conflito. O veterano repórter-fotográfico cobriu conflitos sociais e políticos complexos em países como a Roménia, Moldávia, Sérvia, Macedónia e, agora, a Ucrânia.
Os primeiros dias da invasão russa encontraram Ghirda na bombardeada Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia, agachado na neve ao lado de um soldado morto e um lançador de foguetes russo destruído. A seguir, foi para a capital Kiev, para documentar uma multidão frenética que tentavam deixar o país enquanto ainda podiam. Experiências que o próprio explicou:
“Às vezes pode sentir-se completamente insensível ao olhar através de uma câmara e a tirar fotos enquanto a pessoa está basicamente a desmoronar-se. Testemunhamos pessoas por vezes no minuto em que identificam um parente que esperavam ter sobrevivido e percebem que não. É um desafio emocional muito difícil”, explicou Vadim Ghirda, que fotografou alguns dos horrores encontrados na cidade ucraniana de Bucha.











