“As empresas que souberem adaptar os seus modelos de liderança às novas expectativas serão mais competitivas”, diz a psicóloga Filipa Jardim da Silva

A Geração Z está a mudar o conceito de liderança e a desafiar as empresas a repensarem a forma como estruturam equipas e formam gestores. A mensagem é de Filipa Jardim da Silva, psicóloga clínica especializada em desenvolvimento organizacional.

Fábio Carvalho da Silva e André Mendes
Agosto 19, 2025
12:28

A Geração Z está a mudar o conceito de liderança e a desafiar as empresas a repensarem a forma como estruturam equipas e formam gestores. A mensagem é de Filipa Jardim da Silva, psicóloga clínica especializada em desenvolvimento organizacional.

A especialista defende a adoção de modelos de liderança mais inovadores, colaborativos e alinhados com os valores das novas gerações.

Para muitos jovens, os cargos de chefia tradicionais deixaram de ser um objetivo. Segundo a especialista, são vistos como sinónimo de stress, burocracia e falta de autonomia, em vez de um caminho de realização e impacto. “A liderança de hoje tem de ser mais consciente, colaborativa e adaptada ao propósito individual e coletivo. Não se trata apenas de gerir tarefas, mas de inspirar pessoas, criar ambientes criativos e promover resiliência organizacional”, defende.

Filipa Jardim da Silva ajuda empresas a desenvolver culturas organizacionais mais criativas e resilientes, através da formação de líderes inovadores e da criação de equipas coesas. A especialista sublinha que o grande desafio não é apenas atrair talento jovem, mas também retê-lo em ambientes onde se sintam valorizados.

Entre as estratégias que considera fundamentais para liderar a Geração Z estão a autonomia na tomada de decisões, a flexibilidade laboral, a ligação entre funções e propósito pessoal, a progressão baseada em competências e impacto, a colaboração horizontal e o investimento em formação contínua.

Um estudo recente da consultora Robert Walters confirma esta tendência: apenas 30% da Geração Z admite vir a assumir funções de chefia intermédia, enquanto 15% rejeita por completo essa hipótese. Para 55% dos jovens, estes cargos representam demasiado stress e oferecem pouco retorno.

“As empresas que souberem adaptar os seus modelos de liderança às novas expectativas serão mais competitivas e resilientes. A questão não é se estas mudanças vão acontecer, mas quando”, conclui Filipa Jardim da Silva.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.