As capitais culturais estão a ser destruídas pelo Airbnb? Financial Times dá o exemplo de Lisboa

Entre a década de 80 e os dias de hoje, a população de Alfama passou de 20 mil pessoas para cerca de mil. Dados como este fazem com que o Financial Times coloque Lisboa na lista das cidades que a Airbnb está potencialmente a destruir. Segundo a mesma publicação, mais de 55% dos apartamentos neste bairro corresponde a arrendamentos de curta duração, muitas vezes disponibilizados através de plataformas como a Airbnb.

Diz o Financial Times que a ascensão deste tipo de arrendamento tem afectado cidades do Sul da Europa, sendo apontado com o culpado pela subida dos preços dos imóveis. Tudo porque promove o turismo acima de qualquer outra coisa. Por outro lado, plataformas como Airbnb e HomeAway abriram a porta a investimentos internacionais avultados, que permitiram, entre outros, a recuperação de edifícios devolutos.

A Airbnb, por exemplo, diz ter criado novas oportunidades económicas para milhões de europeus e adicionado 100 mil milhões de dólares (90,7 mil milhões de euros) à economia global só no ano passado.

Sobre Lisboa, concretamente, o Financial Times pediu a opinião de Luís Mendes, geógrafo na Universidade de Lisboa e membro da Administração da Associação de Inquilinos Lisbonenses. Segundo o especialista, o Governo tem sido lento a reagir a este fenómeno, ao contrário do que aconteceu em São Francisco (EUA), onde foram impostas quotas. Como resultado, a disponibilidade de imóveis para arrendamento de longa duração na capital portuguesa caiu 70% ao longo dos últimos cinco anos, empurrando os locais para os subúrbios – ou para ainda mais longe.

Da lista de cidades ameaçadas constam ainda Florença (Itália) e Atenas (Grécia).

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