A oferta de arrendamento de curta duração em Portugal atingiu um número recorde, com 3.599 habitações disponíveis no final de 2024, o maior valor desde 2017.
Segundo dados do idealista/data, este tipo de arrendamento, que se destina a períodos temporários, como trabalho, estudos ou turismo, tem ganhado cada vez mais expressão no país, refletindo-se num mercado complementar ao Alojamento Local e ao arrendamento habitacional de longa duração.
Este aumento na oferta é explicado pela instabilidade legislativa no Alojamento Local e pela procura crescente por alternativas que maximizem o retorno financeiro dos proprietários. Em paralelo, a procura também tem mostrado um crescimento expressivo, com uma média de 20 contactos por anúncio no final de 2024, embora tenha ocorrido uma ligeira queda de 28% nas interações por imóvel face ao ano anterior.
Os preços, por sua vez, têm registado uma tendência de alta, com o valor mediano das rendas a fixar-se em 17,6 euros/m² no final de 2024. Em algumas cidades, como Lisboa, os preços chegaram a atingir valores recorde, com rendas a alcançar 24,6 euros/m². A cidade do Porto seguiu esta tendência, com preços médios de 19,5 euros/m².
A maior parte da oferta concentra-se nas grandes cidades, especialmente em Lisboa e Porto, que registaram um aumento significativo da oferta nos últimos 12 meses, com 994 e 399 casas para arrendar, respetivamente. Contudo, outras cidades como Faro, Coimbra e Funchal também apresentam um número crescente de imóveis neste regime de arrendamento. Em termos de procura, Faro lidera, seguida por Coimbra, Setúbal e Funchal, com cerca de 20 contactos por anúncio.
A evolução do arrendamento de curta duração em Portugal reflete as mudanças no mercado imobiliário e nas preferências dos arrendatários, destacando-se como uma opção cada vez mais relevante no panorama do arrendamento nacional.














