Arrendar casa em Portugal já custa, em média, 1.300 euros por mês

O preço das rendas em Portugal continua a aumentar, e registou-se uma subida de 36% em janeiro comparado com o mesmo período do ano passado. Arrendar casa em Portugal custa, em média, 1.300 euros por mês. Está 340 euros mais caro do que em 2023.

André Manuel Mendes
Janeiro 30, 2024
11:01

O preço das rendas em Portugal continua a aumentar, e registou-se uma subida de 36% em janeiro comparado com o mesmo período do ano passado. Arrendar casa em Portugal custa, em média, 1.300 euros por mês. Está 340 euros mais caro do que em 2023.

Os dados do barómetro relativo à evolução dos preços médios anunciados de arrendamento e venda do Imovirtual, referentes ao mês de janeiro, mostram ainda que, apesar de em janeiro ter existido um aumento (+8%), esta subida tem sido mais ligeira, com os valores médios a fixarem-se agora em 1.290 euros.

Os distritos com maiores subidas em comparação com o mesmo período do ano passado são Vila Real (+14%), Bragança (+12%), Portalegre (10%), Castelo Branco (10%), Coimbra (+10%), Santarém (+9%) e Setúbal (9%), com os valores a subirem para 625, 475, 550, 550, 700, 790 e 1.200 euros, respetivamente.

Po outro lado, Guarda foi o distrito que registou a maior descida da renda média em janeiro (-15%), comparativamente com dezembro, descendo para 425€. Segue-se o distrito de Aveiro (850 euros), Beja (650 euros), Faro (1.100 euros), Viana do Castelo (800 euros) e Viseu (600 euros), onde a renda média se manteve exatamente igual de um mês para o outro.

No que respeita às vendas, verifica-se uma estabilização dos valores médios. De forma geral, comprar uma casa continua a ser cerca de 35.000 euros mais caro, do que em janeiro do ano passado.

No que ao preço médio de venda diz respeito, verifica-se uma subida muito ligeira do preço médio de venda em janeiro, em relação a dezembro (+2%), fixando-se em 325.000 euros. Em comparação com o período homólogo de 2023, que registou um valor médio de venda de 290.000 euros, há um aumento de +12%, com as casas a ficarem quase 35.000 euros mais caras.

Todos os distritos mantiveram subidas muito ligeiras, à exceção de Lisboa, que subiu 5% para 450.000 euros, que foi o distrito com o maior aumento do preço médio de venda em janeiro, face a dezembro.

Por outro lado, Bragança (-8%) foi o distrito que registou uma maior descida da renda média em janeiro, comparativamente com dezembro, descendo para 110.000 euros. Segue-se o distrito de Castelo Branco (-7%) que passou para 106.000 euros e Beja (-2%), que passou para 105.000 euros. Évora, Guarda, Vila Real e Viseu (-0%), os preços médios mantiveram-se exatamente iguais aos do mês passado.

Quanto à comparação com o ano anterior (janeiro 2022), o distrito que registou um maior aumento no preço das casas, foi Portalegre (+23%), onde os valores sobem de 65.000 euros para 80.000 euros.

Portalegre (80.000 euros), Guarda (85.000 euros), Beja (105.000 euros), Castelo Branco (106.500 euros) e Bragança (110.000 euros) mantiveram-se os distritos mais baratos para comprar casa em janeiro. Os mais caros foram Lisboa (450.000 euros), Faro (435.000 euros), Setúbal (335.000 euros), Porto (315.000 euros).

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