Arrendar casa em Portugal tornou-se mais caro no último ano. Segundo o mais recente relatório do índice de preços da plataforma Idealista, divulgado a 2 de outubro de 2025, os valores do arrendamento subiram 4,1% em setembro face ao mesmo mês do ano anterior. O custo mediano fixou-se em 16,9 euros por metro quadrado (m2), refletindo uma tendência de subida em praticamente todo o território nacional, ainda que com ritmos diferentes consoante cidades, distritos e regiões.
De acordo com o estudo, Lisboa continua a liderar a lista das cidades mais caras para arrendar casa, atingindo os 22,5 euros/m2, ainda que com uma variação anual mais moderada, de 1,8%. O Porto ocupa a segunda posição, com 18,1 euros/m2, registando uma subida de 4,2%, seguido do Funchal, onde o preço médio de arrendamento já chega aos 15,4 euros/m2, mais 5,8% do que em 2024. No conjunto da Área Metropolitana de Lisboa, o custo médio atinge os 20 euros/m2, confirmando a região como a mais dispendiosa para quem procura casa.
Todas as capitais de distrito e regiões autónomas analisadas registaram aumentos. As maiores variações verificaram-se em Viana do Castelo (23,8%), Bragança (19,8%) e Viseu (16,5%). Também cidades como Santarém (12,4%), Leiria (11,9%), Castelo Branco (11,2%) e Coimbra (11%) apresentaram subidas expressivas. Já em cidades como Braga (6%), Évora (5,1%), Aveiro (3,4%) e Lisboa (1,8%) os aumentos foram mais contidos. Em contrapartida, Bragança (7,1 euros/m2), Castelo Branco (7,3 euros/m2) e Viseu (7,9 euros/m2) continuam a ser as capitais mais acessíveis.
Nos distritos e ilhas, o destaque vai para Castelo Branco, onde os preços dispararam 27,5% em termos anuais. Vila Real (23%), Beja (17,9%) e Coimbra (17%) também lideraram as subidas mais significativas. Já Lisboa (20,6 euros/m2) mantém-se como o distrito mais caro para arrendar, seguido pelo Porto (16,2 euros/m2) e Faro (16,1 euros/m2). As zonas mais económicas continuam a ser Portalegre (7,1 euros/m2), Viseu (7,7 euros/m2) e Vila Real (8,3 euros/m2).
A nível regional, o Alentejo registou a maior subida de preços, com um crescimento de 15,3% face a setembro de 2024, seguido do Centro (12%) e do Algarve (10,1%). A Região Autónoma da Madeira também registou um aumento significativo de 8%, enquanto o Norte (5,5%) e a Área Metropolitana de Lisboa (3,1%) tiveram subidas mais moderadas. Os Açores apresentaram a menor variação anual, de apenas 2,3%.













