A justiça espanhola arquivou o inquérito que tinha aberto à marca de joalharia e acessórios catalã Tous, acusada de vender jóias de ouro e prata com qualidade inferior à anunciada, após uma denúncia feita por uma Associação de Consumidores, avança o “El Mundo”.
Na passada quarta-feira começaram a ser ouvidos um representante da empresa e um responsável do Applus, laboratório que atesta a qualidade das jóias. As autoridades espanholas entenderam que, apesar de as jóias da Tous conterem plástico, não se deram como provados os crimes de publicidade enganosa, falsificação de documentos, fraude e corrupção no sector privado.
No acórdão, a que o jornal teve acesso, a Audiencia Nacional conclui que as jóias elaboradas com recurso à técnica de electroforming – que recorre a componentes não metálicos para criar peças de ouro e de prata – cumprem a Lei de Metais Preciosos.
Ainda segundo o “El Mundo”, a justiça refere que nos certificados de autenticação e de garantia que são entregues aos consumidores a marca explica que «os artigos fabricados mediante o processo de electroforming podem conter um núcleo não metálico com a finalidade de conferir estabilidade».
A denúncia em causa chegou à Guarda Civil de Córdova, em 2018, tendo depois passado para a Audiencia Nacional. Foi feita pela Consujoya, uma associação de consumidores, que terá detectado que algumas jóias da marca anunciadas como sendo de ouro de 18 e 24 quilates eram produzidas com material não-metálico, algo proibido por lei. As peças em questão incluem o icónico urso da marca.
Em declarações ao “El País”, o presidente da Associação de Consumidores defendeu que «é proibido que o ouro e a prata sejam preenchidos» e disse que que nas jóias da Tous analisadas a prata que devia ser de 925 milésimas dava apenas «700 e picos».
Actualmente, a Tous conta com 700 lojas em mais de 50 países. Em Portugal, são mais de 30 os pontos de venda.





