‘Armadilha canário’: saiba como é a técnica que permite a Elon Musk descobrir os funcionários que partilham informações secretas das suas empresas

Em mais do que uma ocasião, Elon Musk deu conta que surgiram informações sobre alguma das suas empresas que não deveriam ser conhecidas, pelo que começou a aplicar a chamada ‘armadilha canária’ – na realidade, o magnata já a aplica desde 2008

Francisco Laranjeira
Setembro 22, 2023
11:37

Elon Musk é, além de controverso, uma ‘fonte’ de ideias inovadoras e interessantes, como prova o exemplo recente de abrir um concurso para voluntários que pretendam implantar um chip no cérebro, algo que nunca foi feito antes. Assim, há uma curiosidade geral para saber o que faz o multibilionário nas suas diferentes empresas – Tesla, Neuralink, Space X ou mesmo o X). E a única forma de obter informações é através de “dicas” de funcionários que trabalham para ele.

Em mais do que uma ocasião, Elon Musk deu conta que surgiram informações sobre alguma das suas empresas que não deveriam ser conhecidas, pelo que começou a aplicar a chamada ‘armadilha canária’ – na realidade, o magnata já a aplica desde 2008, quando detetou que um dos seus funcionários vendia informações confidenciais sobre a Tesla aos media.

E em que consiste a ‘armadilha canária’? A expressão chega pela primeira vez num romance de Tom Clancy (‘Patriot Game’), no qual o protagonista, um agente da CIA, o utiliza para descobrir a origem da exposição de documentos roubados.

Esta técnica pode ser aplicada de diversas formas, mas o funcionamento é sempre o mesmo. Por exemplo, no caso relatado por Musk, para apanhar o leaker o que fizeram foi enviar um email a todos os funcionários da empresa com informações ‘privadas’ sobre um projeto específico.

Ao olho humano não havia nada de estranho mas na realidade é que cada um dos emails tinha uma aparência distinta e única – cada um era codificado com um espaço em cada frase, ou entre duas frases, criando assim uma assinatura binária exclusiva. Em outros casos, poderia ser utilizada uma pequena marca d’água.

Assim, bastava ver a imagem do email, publicado na impresa, para saber quem tinha sido o responsável pela informação. É preciso dizer também que esta técnica não é das mais avançadas e perfeitas, isso porque primeiro é necessário um mínimo de conhecimento de informática para poder criar esta assinatura binária única. Além do mais, se apenas for filtrado o texto, o efeito da técnica ‘cai por terra’.

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