Argentina relata a morte de duas pessoas por pneumonia de origem desconhecida

Todos os infetados começaram a apresentar sintomas entre 18 e 22 de agosto e foram testados para a Covid-19, influenza, influenza A e até B, dando todos os testes negativos

Francisco Laranjeira
Setembro 1, 2022
11:20

O Ministério da Saúde Pública da província de Tucumán, na Argentina, anunciou esta quinta-feira a segunda morte associada a um vírus até então desconhecido que causou pneumonia bilateral.

“Detetámos seis doentes com pneumonia bilateral, dos quais um – pertencente ao pessoal de saúde – morreu na segunda-feira passada, quatro estão gravemente internados e um está em isolamento domiciliário”, disse o ministro da Saúde em conferência de imprensa, Luis Medina Ruiz, antes de ser anunciada a segunda morte.

Todos os infetados começaram a apresentar sintomas entre 18 e 22 de agosto e foram testados para a Covid-19, influenza, influenza A e até B, dando todos os testes negativos, relatou o responsável. Como pontos comuns estão os graves danos ao trato respiratório que conduz à pneumonia bilateral. “Um médico morreu e há outros quatro internos que não conseguem respirar sozinhos, estão em ventilação mecânica e estão em estado grave”, disse o ministro.

“Possivelmente é um agente etiológico infeccioso (um vírus), e temos de demonstrar isso e descobrir o que é, se é um germe infeccioso viral de contágio não tão grave. Neste momento, só sabemos tudo o que eles não têm”, disse o ministro provincial da Saúde.

Além disso, as autoridades de saúde estão a trabalhar para realizar a investigação do surto, que inclui o acompanhamento dos contactos dos casos e ações específicas de controlo no centro de saúde onde surgiu o surto, segundo o ministério em comunicado. Todos os casos registrados correspondem a cinco profissionais de saúde e um paciente do serviço de terapia intensiva do hospital privado de San Miguel de Tucumán.

O responsável provincial pediu tranquilidade à população e salientou que “a situação está controlada, os doentes estão internados, isolados e há um acompanhamento rigoroso pelas nossas equipas em coordenação com os hospitais onde se encontram”.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.