AR/Censura: Primeiro-ministro acusa PS de “taticismo e oportunismo”

Luís Montenegro anunciou hoje que o Governo avançará para a apresentação de uma moção de confiança no Parlamento, na abertura da moção de censura ao executivo apresentada pelo PCP

Executive Digest com Lusa
Março 5, 2025
16:50

O primeiro-ministro acusou esta quarta-feira o PS de “taticismo e oportunismo”, considerando que quer derrubar o Governo “num processo lento de degradação e desgaste contínuos”.

Luís Montenegro anunciou hoje que o Governo avançará para a apresentação de uma moção de confiança no parlamento, na abertura da moção de censura ao executivo apresentada pelo PCP para “travar a degradação da situação nacional, 12 dias de responder a outra do Chega, com origem na situação da empresa familiar do primeiro-ministro.

“Instei os partidos políticos a declarar sem tibiezas se o Governo tem ou não condições para continuar a executar o seu programa. Os partidos mais radicais deram resposta negativa e o PS, não obstante todas as questões que suscitou terem sido esclarecidas, optou pelo taticismo e pelo oportunismo, com o propósito de aprofundar um clima de suspeição e desgastar artificialmente o Governo”, acusou.

Montenegro considerou que há partidos que assumem com lealdade que querem derrubar o Governo, como o PCP, contrapondo com o que diz ser a atitude do PS.

“O maior partido da oposição quer derrubar o primeiro-ministro e o Governo, mas não quer eleições já. Quer que o derrube corresponda a um processo lento de degradação e desgaste contínuos”, disse, acusando-o de andar “com avanços e recuos”.

O primeiro-ministro considerou que “a defesa do interesse nacional e a preservação do regular funcionamento das instituições impõem que tenhamos a coragem de não fugir à clarificação política”.

“Os portugueses não querem jogos de bastidores, não querem truques de retórica, não querem processos de degradação sujos e lentos”, considerou.

Montenegro defendeu que “o contexto é grave e o clima de incerteza e instabilidade internacionais exigem estabilidade política e sentido de responsabilidade”, mas “estabilidade política efetiva e não apenas retórica para encobrir manobras táticas”.

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