AR/Censura: Bancada do Chega levanta-se no Plenário e grita “demissão” após o chumbo da moção

08 set 2026 (Lusa) — A bancada do Chega levantou-se na Sala do Plenário e gritou repetidas vezes “demissão” após o chumbo da sua moção de censura ao Governo, contra a manutenção de Luís Neves como ministro da Administração Interna.

Executive Digest com Lusa

08 set 2026 (Lusa) — A bancada do Chega levantou-se na Sala do Plenário e gritou repetidas vezes “demissão” após o chumbo da sua moção de censura ao Governo, contra a manutenção de Luís Neves como ministro da Administração Interna.

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Enquanto gritavam “demissão, demissão”, os 60 deputados do Chega batiam com as mãos nas bancadas. Pouco depois, em resposta, os grupos parlamentares do PSD e do CDS-PP levantaram-se também, para aplaudir de pé o Governo, enquanto nas bancadas à esquerda vários deputados começaram a abandonar os seus lugares.

O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, interveio ao fim de cerca de meio minuto, enquanto o Chega prosseguia os gritos, e justificou não ter atuado de imediato.

“Eu vou explicar porque é que eu não interrompi a sessão: porque o Chega queria que eu interrompesse a sessão para mostrar que a democracia não funciona. Comigo estarei aqui sempre, sempre. Comigo o Parlamento funciona, comigo o Parlamento está a funcionar sempre, sempre, nem que saia daqui à meia-noite”, afirmou.

Aguiar-Branco considerou que o comportamento dos deputados do Chega “não dignifica o Parlamento” e acrescentou que “quem estiver a ver há de fazer o seu juízo e no seu juízo há de depois fazer aquilo que entende no próximo ato eleitoral”.

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