Os russos que não apoiam a guerra são “decadência e lixo” e a solução para terminar o conflito é matar os ocidentais que não estão ao lado do presidente russo: Yevgeny Satanovsky, um dos mais conhecidos apoiantes de Vladimir Putin, no programa ‘Noites com Vladimir Solovyov’, na passada 3ª feira, emocionou-se na televisão estatal sobre os efeitos da “operação militar especial” na Ucrânia.
“A Rússia é o que é, em termos de nação. Continuaremos da maneira que somos. Aqueles que estão connosco ficarão bem e o resto matamos. A atuar contra nós é um grupo relativamente pequeno que está no comando – eles são ameaçadores e não temem nada. Desde a época de Gorbachev, quando começámos a jogar com as regras deles, pararam de nos temer. Esse é o principal fator”, acusou o presidente do Instituto do Médio Oriente da Rússia.
Crying Russian propagandist accused those who don’t want to die in Russia’s war of being “a zero, decay and garbage.” Despondent, he wept live on-air, urging others to join the battle, but didn’t express any desire to do so himself. More in my article ⤵️https://t.co/uhCtxy8Tz4 pic.twitter.com/s6u99PSAHO
— Julia Davis (@JuliaDavisNews) October 5, 2022
“Não há 1,5 mil milhões de pessoas a dirigir o processo do outro lado, mas cerca de uma a duzentas. Eles devem perceber que, se o empurrão acontecer, isso significa o fim deles, pessoalmente. Conheço-os todos, vi-os a todos. Apenas quando perceberem que estão a enfrentar pessoalmente o fim, só isso terá um efeito sobre essas pessoas”, garantiu.
“Não, a paz não é melhor. Não haverá paz. O objetivo dessas pessoas é que nosso país não exista, que as pessoas que vivem aqui não existam e até que a língua que falamos desapareça – ou até mesmo uma memória de que isso já existiu. Querem fazer uma entrada numa enciclopédia: ‘Costumava haver russos, costumava haver Rússia – mas agora foi-se’”, afirmou Yevgeny Satanovsky, que acusou os compatriotas russos. “Se não podes mudar a tua atitude em relação ao teu país mesmo assim, tu és uma causa perdida, não és nada, és zero. Não há necessidade de ensinar patriotismo ou amor à humanidade. És decadência, és lixo.”



