‘Aquaman da vida real’ nadou 27 horas depois de ter sido arrastado pelo violento tsunami no Tonga

Homem de 57 anos, deficiente, nadou 7,5 quilómetros até à ilha principal de Tongatapu

Francisco Laranjeira

Um homem do Tonga, de 57 anos, garantiu ter nadado cerca de 27 horas depois de ter sido arrastado para o mar durante o devastador tsunami do último sábado. O ‘Aquaman da vida real’, Lisala Folau, habitante da pequena e isolada ilha de Atata, com uma população de cerca de 60 pessoas, foi arrastado para o mar quando as ondas atingiram terra, por volta das 19 horas de sábado, de acordo com declarações à rádio Broadcom Broadcasting.

A erupção do vulcão Hunga-Tonga-Hunga Ha’apai matou pelo menos três pessoas, com ondas de tsunami a varrer o arquipélago, danificando aldeias, resorts e muitos edifícios, interrompendo as comunicações ao longo de todo o país, que conta com cerca de 105 mil habitantes.

Lisala Folau afirmou que estava a pintar a sua casa quando foi alertado sobre o tsunami pelo irmão, instantes antes de as ondas chegarem. Procurou uma árvore para escapar mas foi apanhado por uma grande onda que o levou. O homem, de 57 anos, revelou ser deficiente, tendo problemas para andar corretamente.

Folau disse que continuou a flutuar e lentamente conseguiu nadar 7,5 km até a ilha principal de Tongatapu, chegando à costa 27 horas depois, por volta das 22h de domingo.

A história do heroísmo de Folau tornou-se viral entre os grupos tonganeses no Facebook e em outras redes sociais.

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Atata, que fica a cerca de 8 km a noroeste da capital de Tonga, Nuku’alofa, ou um passeio de barco de 30 minutos, foi quase totalmente destruída pelo tsunami que atingiu as ilhas. Barcos navais de Tonga ainda estão a vigiar as ilhas menores e a evacuar as pessoas para as ilhas principais.

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