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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Onda de calor pode aumentar mortalidade &#8220;a partir do terceiro ou quarto dia&#8221;, alerta especialista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 14:39:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[O alerta é deixado por Bernardo Gomes, presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública, que descreve a atual onda de calor como uma “minimaratona” e não como um episódio curto.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A persistência das temperaturas elevadas em Portugal poderá ter impacto na mortalidade nos próximos dias, sobretudo se o calor extremo se mantiver durante vários dias consecutivos. O alerta é deixado por Bernardo Gomes, presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública, que descreve a atual onda de calor como uma “minimaratona” e não como um episódio curto.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com a Renascença, Portugal atravessa um período prolongado de calor intenso, com temperaturas que podem chegar aos 44 ºC e noites em que os termómetros dificilmente deverão descer abaixo dos 20 ºC em grande parte do território.</p>
<p class="isSelectedEnd">A situação levou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera a colocar os distritos de Lisboa, Setúbal, Coimbra e Leiria sob aviso vermelho nos próximos dias.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Impacto pode surgir após vários dias de calor</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Bernardo Gomes admite que os efeitos na saúde podem não ser imediatos, mas tendem a agravar-se com a duração do episódio.</p>
<p class="isSelectedEnd">“É provável termos um sinal estatístico no sentido de algum excesso de mortalidade a partir do momento em que entramos pelo terceiro, quarto, quinto dia de calor sucessivo”, afirmou à Renascença.</p>
<p class="isSelectedEnd">O médico sublinha que este cenário é expectável em períodos prolongados de calor extremo, sobretudo num país envelhecido, com problemas de pobreza energética e muitas habitações pouco preparadas para proteger os residentes de temperaturas muito elevadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Não poderemos dramatizar, mas é o que se espera. O que devemos tentar fazer é minimizar”, defende.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Idosos, doentes crónicos e crianças entre os mais vulneráveis</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública afasta, ainda assim, um cenário semelhante ao registado na onda de calor em França. Bernardo Gomes diz não esperar um impacto exagerado, mas considera natural que exista algum efeito estatístico na mortalidade, tendo em conta o envelhecimento da população e as condições existentes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os grupos mais vulneráveis incluem idosos, doentes crónicos, crianças e pessoas que vivem em casas mal preparadas para temperaturas extremas.</p>
<p class="isSelectedEnd">O risco é agravado pelo facto de o calor se prolongar durante vários dias, dificultando o arrefecimento das casas e também dos organismos humanos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Comunicação das autoridades tem melhorado</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Bernardo Gomes considera positiva a forma como as autoridades têm comunicado os riscos associados ao calor extremo.</p>
<p class="isSelectedEnd">“A comunicação relativamente a isto tem sido melhorada, até porque há necessidade. Estamos a passar por um período em que o risco destas circunstâncias vai aumentar”, afirmou.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para o médico, a existência de um momento formal de comunicação ao país é importante porque mostra “a seriedade daquilo que está em causa”.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ainda assim, alerta que a resposta não pode ficar limitada à transmissão de recomendações gerais nem à abertura pontual de espaços climatizados.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Locais climatizados podem fazer diferença</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A estratégia apresentada pelo Governo prevê, entre outras medidas, a existência de pelo menos um local de abrigo climatizado para acolher populações mais vulneráveis, como idosos e doentes crónicos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Bernardo Gomes considera positiva a existência destes espaços, mas lembra que a resposta deve estar preparada localmente e não pode depender apenas de um único local por território.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Duas horas por dia de proteção térmica em indivíduos mais vulneráveis podem fazer toda a diferença, até uma questão de vida ou morte nestes dias prolongados, porque fazem com que o organismo consiga descansar”, explicou.</p>
<p class="isSelectedEnd">No entanto, o médico sublinha que esta solução não é nova e deveria estar prevista nos planos de contingência face às temperaturas extremas.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Resposta exige articulação local</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a Renascença, Bernardo Gomes alerta ainda para a necessidade de articulação entre unidades locais de saúde, municípios, proteção civil e instituições locais.</p>
<p class="isSelectedEnd">O médico recorda que as unidades locais de saúde abrangem vários concelhos e não conseguem, sozinhas, assegurar toda a resposta necessária.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Se houver necessidade de mobilizar pessoas vulneráveis para locais climatizados, não é a unidade local de saúde que vai fazer isso sozinha”, afirmou.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para Bernardo Gomes, a proteção dos grupos mais frágeis depende de uma resposta coordenada no terreno, com capacidade para identificar e acompanhar pessoas em risco.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>“Não vai ser um sprint”</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O principal perigo desta onda de calor não está apenas nos picos de temperatura, mas na duração do episódio, defende o presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Isto não vai ser um sprint. Vai ser uma minimaratona de alguns dias”, resumiu.</p>
<p class="isSelectedEnd">Bernardo Gomes recomenda que os próximos dias sejam planeados com cuidado. Entre as medidas prioritárias estão evitar a exposição solar entre o fim da manhã e o final da tarde, reforçar a hidratação, adaptar horários de trabalho e atividades físicas, proteger idosos, crianças e doentes crónicos e ter cuidados especiais em viagens.</p>
<p>Com temperaturas muito elevadas durante o dia e noites tropicais em grande parte do país, o alerta centra-se na persistência do calor e na necessidade de prevenir os efeitos acumulados no organismo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784246]]></sapo:autor>
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		<title>Venezuela/Sismo: Governo venezuelano agradece solidariedade e rápida resposta de Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 14:13:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[ A Venezuela agradeceu hoje a solidariedade e rápida resposta de Portugal, que enviou ajuda humanitária e uma equipa de salvamento, parte da qual trabalha, desde as 11:00 de segunda-feira (locais), no resgate de um sobrevivente em La Guaira.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Venezuela agradeceu hoje a solidariedade e rápida resposta de Portugal, que enviou ajuda humanitária e uma equipa de salvamento, parte da qual trabalha, desde as 11:00 de segunda-feira (locais), no resgate de um sobrevivente em La Guaira.</p>
<p>&#8220;Nestas horas, precisamente no meio de um processo de resgate de uma pessoa que ainda se encontra viva, (&#8230;) agradecer especialmente o apoio de Portugal nestes momentos difíceis para o povo venezuelano&#8221;, disse à Lusa o vice-ministro das Relações Exteriores para a Europa e América do Norte.</p>
<p>Oliver Blanco explicou que, assim que aconteceu o duplo sismo, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal contactou o Governo &#8220;para manifestar o interesse em enviar um grupo de quase 70 pessoas que têm estado lado a lado com as autoridades venezuelanas responsáveis pela resposta a esta situação e com as do resto do mundo, juntamente com já 30 países, para gerar fé e esperança e prestar assistência ao povo venezuelano nestes momentos de tanto sofrimento e de tantas dificuldades&#8221;.</p>
<p>&#8220;Portugal também enviou ajuda humanitária, aproximadamente 17 toneladas e, mais uma vez, não podemos deixar de agradecer ao Governo de Portugal, à equipa de resgate de Lisboa e a todos os grupos de intervenção que se deslocaram à Venezuela de forma praticamente imediata, o que reafirma, além disso, os laços de fraternidade e solidariedade entre os nossos países&#8221;, disse.</p>
<p>O vice-ministro venezuelano sublinhou que as autoridades locais estão conscientes também da solidariedade da comunidade lusa local.</p>
<p>&#8220;Em horas difíceis para os nossos povos, sabemos que também a comunidade portuguesa está muito integrada na Venezuela. Historicamente, tem feito parte da construção do país e, hoje, está connosco a recolher os escombros e a estender-nos as mãos num momento comovente e difícil para todos os venezuelanos&#8221;, acrescentou.</p>
<p>Sete operacionais portugueses estão envolvidos, desde segunda-feira, no resgate de um segurança de um estabelecimento comercial em Playa Grande, La Guaira.</p>
<p>A missão integra elementos da GNR, Proteção Civil, Bombeiros Sapadores de Lisboa e Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).</p>
<p>Salvar este homem, seis dias depois dos sismos, é &#8220;um milagre&#8221;, resumiu à Lusa o porta-voz da missão da Costa Rica, Ricardo Árias.</p>
<p>A equipa costa-riquenha detetou, no domingo, que havia um sobrevivente no local, mas foi graças a um &#8220;sensor de alta tecnologia&#8221; dos portugueses que foi possível identificar &#8220;com precisão&#8221; a sua localização sob os escombros.</p>
<p>&#8220;Isso deu-nos ímpeto e vontade para continuar a trabalhar&#8221;, comentou, afirmando que os operacionais se sentem &#8220;honrados por trabalhar lado a lado com muita gente&#8221;.</p>
<p>Árias destacou o &#8220;trabalho importante&#8221; com Portugal, que &#8220;trouxe um impulso, quando muitos já tinham descartado a possibilidade de retirar&#8221; o sobrevivente.</p>
<p>O representante da equipa da Costa Rica também relatou que o homem &#8220;está bem&#8221;, &#8220;já se hidratou&#8221; e &#8220;fala muito bem&#8221;.</p>
<p>&#8220;Já estamos perto de o poder retirar&#8221;, garantiu.</p>
<p>Na operação, além de Portugal, participam ainda equipas de resgate da Venezuela, Costa Rica, El Salvador e México, entre outras.</p>
<p>Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 1.943 mortos e 10.571 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.</p>
<p>Entre os mortos, há pelo menos 71 portugueses e lusodescendentes, e outros 71 estão desaparecidos ou incontactáveis.</p>
<p>Vários países, incluindo Portugal e outros Estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.</p>
<p>Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.</p>
<p>Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784240]]></sapo:autor>
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		<title>Governo está a rever abono e alarga pagamento automático a mais famílias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 14:07:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Governo vai alargar o pagamento automático do abono de família a famílias monoparentais, estrangeiros e pais separados, anunciou hoje a secretária de Estado da Segurança Social, no âmbito da revisão da prestação como medida de combate à pobreza.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo vai alargar o pagamento automático do abono de família a famílias monoparentais, estrangeiros e pais separados, anunciou hoje a secretária de Estado da Segurança Social, no âmbito da revisão da prestação como medida de combate à pobreza.</p>
<p>No decorrer da audição regimental na Comissão de Trabalho, Segurança Social e Inclusão, na qual a equipa da ministra Maria do Rosário Palma Ramalho esteve a ser ouvida, a secretária de Estado da Segurança Social explicou que o Governo está a &#8220;trabalhar numa revisão mais estrutural de todo o regime do abono de família&#8221;.</p>
<p>&#8220;É uma medida que inscrevemos na Estratégia Nacional de Luta contra a Pobreza, e que pretende também uma avaliação da eficácia desta medida de apoio social na proteção das crianças em situações de carência&#8221;, adiantou Susana Filipa Lima.</p>
<p>Adiantou também que o Governo pretende alargar o pagamento automático do abono de família a grupos de famílias que até agora estavam excluídas desse automatismo.</p>
<p>Em declarações aos jornalistas, a secretária de Estado explicou que o abono de família já é atribuído de forma automática a &#8220;um conjunto alargado de agregados&#8221;.</p>
<p>&#8220;O que vamos fazer é alargar esta atribuição automática a grupos de famílias que estão atualmente excluídos deste automatismo. Que grupos é que são estes? Famílias monoparentais, famílias estrangeiras, quinto escalão do abono e pais separados&#8221;, revelou Susana Filipa Lima.</p>
<p>A secretária de Estado não explicou, no entanto, o motivo por que as famílias do quinto escalão de rendimentos também passam a ser abrangidas pelo automatismo na atribuição se atualmente estão excluídas do acesso a esta prestação social.</p>
<p>O abono de família é pago às famílias dos 1.º, 2.º, 3.º e 4.º escalões de rendimentos, em diferentes valores.</p>
<p>Susana Lima adiantou que estas situações estavam, até agora, de fora do automatismo de atribuição por causa das suas especificidades e complexidades, o que requer que a sua inclusão no sistema tenha de ser feita &#8220;com algum cuidado&#8221;.</p>
<p>&#8220;Estamos a trabalhar para que durante este semestre, portanto, até ao final deste ano, tenhamos esta atribuição automática do abono de família também para estes grupos&#8221;, disse ainda a secretária de Estado.</p>
<p>SV/JMF // CMP</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784231]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Mãe no Governo, pai na banca e filha na direção do PSD: o retrato dos Palma Ramalho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 14:06:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A entrada de Maria do Rosário Palma Ramalho no Governo colocou uma das famílias mais influentes de Lisboa sob maior escrutínio público.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A entrada de Maria do Rosário Palma Ramalho no Governo colocou uma das famílias mais influentes de Lisboa sob maior escrutínio público. A ministra do Trabalho e da Segurança Social chegou à política depois de uma carreira académica consolidada no Direito; o marido, António Ramalho, saiu da gestão executiva do Novo Banco, mas mantém presença em várias empresas e instituições financeiras; e a filha mais velha, Inês Palma Ramalho, é advogada na área da regulação financeira e vice-presidente do PSD.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com a <a href="https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/mae-ministra-pai-ex-banqueiro-filha-advogada-e-vice-do-psd-o-trio-palma-ramalho" target="_blank" rel="noopener">Sábado</a>, os três ocupam posições relevantes em áreas que se cruzam com frequência: política, banca, regulação, advocacia de negócios, academia e setor social. O retrato é o de uma família com carreiras autónomas, mas instalada em círculos de decisão próximos do poder.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essa proximidade tem sido acompanhada por uma preocupação recorrente: evitar situações que possam ser lidas como conflitos de interesse ou favorecimento. A revista descreve vários episódios em que os Palma Ramalho procuraram afastar potenciais cruzamentos entre vida familiar, funções públicas e atividade profissional.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Cuidados com conflitos de interesse</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O cuidado vem de longe. Quando Inês Palma Ramalho entrou na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, onde a mãe era professora catedrática, as duas combinaram horários para não se cruzarem nos corredores nem nas aulas. Maria do Rosário acabou por dar aulas à noite durante cinco anos, enquanto a filha frequentava o horário diurno.</p>
<p class="isSelectedEnd">Anos mais tarde, já com a mãe no Governo, Inês pediu no PSD para deixar de acompanhar a área laboral, precisamente a pasta em que Maria do Rosário Palma Ramalho tinha em mãos a reforma das leis do trabalho.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também António Ramalho deu um passo atrás num cargo institucional. O antigo presidente executivo do Novo Banco renunciou ao lugar de administrador da Cruz Vermelha Portuguesa, cuja atividade social é parcialmente tutelada pelo Ministério liderado pela mulher.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a Sábado, esta atenção à perceção pública faz parte de um código não escrito da família, agora mais exposta por ter três dos seus elementos em posições de influência.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Da academia para o Governo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Maria do Rosário Palma Ramalho, de 65 anos, deixou temporariamente a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa para integrar os Governos da AD como ministra do Trabalho e da Segurança Social.</p>
<p class="isSelectedEnd">A sua entrada na política é descrita por pessoas próximas como uma decisão tomada em lógica de serviço. O perfil, porém, não é o de uma política profissional. Fontes ouvidas pela Sábado falam de uma jurista que “corta a direito”, com uma postura técnica e pouco dada ao marketing político.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esse estilo ficou visível no dossiê da reforma laboral. A ministra não conseguiu levar o pacote a bom porto, mas mantém que não desistiu do objetivo. Durante as negociações com a UGT e outros parceiros sociais, uma fonte presente nas reuniões descreveu a sua postura como mais próxima de uma professora de Direito do que de uma negociadora experiente.</p>
<p class="isSelectedEnd">A própria ministra tem insistido que o Governo não abdica de reformar a legislação laboral.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Respeitada na universidade, discutida na política</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Na política, Rosário Palma Ramalho tem sido uma figura divisiva. Algumas das medidas mais liberais que defende contribuíram para a sua impopularidade, embora a combatividade tenha sido bem recebida no congresso do PSD.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na academia, o retrato é diferente. Um professor da Faculdade de Direito de Lisboa, politicamente distante da ministra, disse à Sábado que está nos “antípodas” ideológicos, mas que a respeita como professora e gosta dela humanamente. Descreveu-a como uma pessoa de “direita moderada com consciência social” e uma “professora de mão-cheia”.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na Faculdade de Direito, Maria do Rosário integrou uma corrente mais moderada, entre uma ala interna muito conservadora e outra mais à esquerda. Fontes da faculdade recordam que defendeu docentes que eram alvo da corrente conservadora e que interveio em momentos de tensão interna.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Sábado refere ainda que três fontes ouvidas pela revista sublinham que a atual ministra nunca interveio para proteger a filha, apesar de Inês ter seguido também percurso académico na faculdade antes de sair para a advocacia e a política.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Inês Palma Ramalho entre a advocacia e o PSD</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Inês Palma Ramalho, de 40 anos, é advogada de regulação financeira na Pérez-Llorca e foi reconduzida como vice-presidente do PSD. No partido, é vista como uma figura com futuro político.</p>
<p class="isSelectedEnd">A própria não fecha a porta a uma eventual entrada num Governo, mas sublinha que essa decisão pertence sempre ao primeiro-ministro. Também deixa uma linha clara: nunca aceitaria integrar um Executivo onde estivesse a mãe ou outro elemento da família.</p>
<p class="isSelectedEnd">O percurso político começou cedo, na associação académica e na JSD. Depois do curso, enquanto estagiava na Uría, conheceu Carlos Moedas numa apresentação no gabinete de estudos da JSD. Pouco depois, foi chamada para a ESAME, a estrutura criada no Governo PSD/CDS para acompanhar a relação com a troika.</p>
<p class="isSelectedEnd">Tinha 25 anos e ficou três anos na estrutura, seguindo matérias ligadas à Justiça, aos reguladores e à execução do memorando. Mais tarde entrou por concurso no Departamento de Supervisão Prudencial do Banco de Portugal e, depois de ano e meio, passou para a advocacia privada.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Do gabinete de estudos à vice-presidência do PSD</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O regresso de Inês Palma Ramalho ao centro da vida partidária aconteceu em 2019, quando Pedro Duarte a chamou para ajudar na moção estratégica de Luís Montenegro à liderança do PSD.</p>
<p class="isSelectedEnd">Depois trabalhou na moção de Paulo Rangel, em 2021, e voltou a participar na candidatura de Luís Montenegro no ano seguinte. Foi então integrada na direção do partido e chegou à vice-presidência.</p>
<p class="isSelectedEnd">Fontes políticas descrevem-na como competitiva e determinada. Uma delas resume-a como alguém que não gosta de perder “nem ao berlinde”. A proximidade no contacto e a forma como lida com a pressão são traços que, segundo a Sábado, partilha com o pai.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>António Ramalho depois do Novo Banco</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">António Palma Ramalho, também de 65 anos, fez carreira no setor financeiro desde jovem. Licenciado em Direito, entrou no setor aos 23 anos e, aos 29, já era diretor no banco Sotto Mayor, integrado no universo Champalimaud.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ao longo da carreira alternou entre banca e empresas públicas, em ciclos políticos ligados ao PSD. Mas foi a presidência executiva do Novo Banco que mais o expôs mediaticamente.</p>
<p class="isSelectedEnd">A reestruturação da instituição, criada após a queda do BES, foi financiada em grande parte por um mecanismo contingente suportado pelo Fundo de Resolução com empréstimos dos contribuintes. A venda de ativos com desconto gerou polémica política e levou o Ministério Público a abrir uma investigação. António Ramalho não é arguido.</p>
<p class="isSelectedEnd">Depois de sair do Novo Banco, em 2022, deixou a gestão executiva, mas manteve uma agenda profissional intensa.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Cinco posições não executivas e várias ligações</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">António Ramalho é hoje presidente do conselho de administração da Lusoponte, consultor do Banco de Fomento, presidente de um fundo de investimento, formador de executivos na Católica do Porto, conselheiro na Alvarez &amp; Marsal Portugal e conferencista.</p>
<p class="isSelectedEnd">Este ano deverá ainda encaixar uma mais-valia superior a sete milhões de euros com um investimento proposto como incentivo pela Lone Star, acionista do Novo Banco.</p>
<p class="isSelectedEnd">A proximidade entre a atividade financeira de António Ramalho e a área profissional da filha, ligada à regulação financeira e à advocacia de negócios, é outro ponto que a família diz gerir com cautela. Inês Palma Ramalho afirma que nunca trabalhou como advogada para o pai e que, em quase 20 anos de carreira, só este ano estiveram juntos num painel de congresso para falar sobre o mesmo tema.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Uma família instalada na roda do poder</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O caso Palma Ramalho mostra três percursos diferentes, mas com pontos de contacto evidentes. Maria do Rosário passou da academia para o Governo; António Ramalho saiu da banca executiva para cargos de administração, consultoria e formação; e Inês Palma Ramalho combina advocacia de regulação financeira com uma posição de topo no PSD.</p>
<p class="isSelectedEnd">No centro está uma rede familiar com acesso a vários espaços de influência e uma preocupação assumida em evitar cruzamentos diretos entre funções públicas, atividade partidária e interesses profissionais.</p>
<p>O resultado é o retrato de uma família cuja relevância já não se mede apenas por um cargo isolado, mas pela presença simultânea em várias zonas sensíveis do poder político, económico e jurídico.</p>
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		<item>
		<title>Comércio digital na OCDE cresce 35% em 10 anos e representa 26% em 2024</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 13:45:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O comércio digital cresceu 35,3% na OCDE na última década e passou a representar quase 26% do comércio total em 2024, segundo um relatório divulgado hoje pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O comércio digital cresceu 35,3% na OCDE na última década e passou a representar quase 26% do comércio total em 2024, segundo um relatório divulgado hoje pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE).</p>
<p>Na informação divulgada, a organização explicou que o comércio digital cresceu 35,3% em dez anos na OCDE e passou a representar quase 26% do comércio total em 2024, sobretudo devido ao impulso dos serviços prestados por via eletrónica, que dispararam durante a pandemia da Covid-19 e que, após um recuo posterior, voltam a recuperar.</p>
<p>Neste sentido, o comércio efetuado por via eletrónica &#8211; tanto de produtos e serviços materiais como digitais &#8211; registou um crescimento menos acentuado nesses dez anos (de 26,6%), mas mais linear, representando 12,7% em 2024.</p>
<p>Os produtos e serviços digitais fornecidos por via eletrónica representaram 13,2% em 2024, após terem registado um forte aumento em 2020, com a pandemia de coronavírus que obrigou muitas pessoas a ficar em casa durante os confinamentos (nesse ano, chegaram a representar 13,2% do comércio total, contra 10,5% em 2019) e um recuo nos dois anos seguintes.</p>
<p>O peso do comércio digital varia significativamente de um país para outro na OCDE, uma vez que, em 2023 (o último ano para o qual existem dados comparativos), representava até 55,2% no Reino Unido, 43,6% na Suécia ou 34,5% na Hungria, contra apenas 10,1% na Noruega, 14,1% na Itália ou 14,5% na Grécia.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784225]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Mundial2026: Luís Montenegro vai a Toronto ver jogo Portugal-Croácia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 13:45:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O primeiro-ministro, Luís Montenegro, vai assistir ao jogo da seleção nacional de futebol contra a Croácia, que se disputa na quinta-feira em Toronto, Canadá, uma partida dos 16 avos de final do Mundial de 2026.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro-ministro, Luís Montenegro, vai assistir ao jogo da seleção nacional de futebol contra a Croácia, que se disputa na quinta-feira em Toronto, Canadá, uma partida dos 16 avos de final do Mundial de 2026.</p>
<p>O anúncio foi feito pelo gabinete do chefe do Governo, em comunicado.</p>
<p>Na fase de grupos, Portugal terminou o Grupo K na segunda posição, atrás da Colômbia, e vai agora enfrentar a Croácia nos 16 avos de final, num jogo agendado para quinta-feira, pelas 19:00 locais (00:00 de sexta-feira em Lisboa), no Estádio BMO Field, em Toronto, no Canadá.</p>
<p>Luís Montenegro já assistiu ao segundo jogo da seleção na fase de grupos em Houston, nos Estados Unidos da América, contra o Uzbequistão, que Portugal ganhou por 5-0.</p>
<p>O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, esteve no jogo de estreia de Portugal no Mundial de 2026, frente à República Democrática do Congo, que terminou 1-1, realizado também Houston, enquanto o Presidente da República, António José Seguro, marcou presença no terceiro jogo da seleção, contra a Colômbia, que terminou empatado a zero e realizou-se em Miami, também nos Estados Unidos.</p>
<p>O Campeonato do Mundo de Futebol de 2026, o primeiro com 48 seleções, começou em 11 de junho e vai decorrer até 19 de julho, dia da final, com jogos nos Estados Unidos da América, no México e no Canadá.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784224]]></sapo:autor>
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		<title>Venezuela/Sismo: Sobe para 71 o número de portugueses e lusodescendentes mortos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 13:34:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[sismos]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
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					<description><![CDATA[O número de portugueses e lusodescendentes mortos devido aos sismos de quarta-feira na Venezuela subiu para 71, havendo ainda 71 desaparecidos, segundo o mais recente balanço divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O número de portugueses e lusodescendentes mortos devido aos sismos de quarta-feira na Venezuela subiu para 71, havendo ainda 71 desaparecidos, segundo o mais recente balanço divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).</P><br />
<P>De acordo com o MNE, entre os 71 mortos, 61 dos quais tinham também nacionalidade venezuelana, estão 11 crianças e 60 adultos.</P><br />
<P>O anterior balanço dava conta de 68 portugueses e lusodescendentes entre as vítimas mortais do duplo sismo que atingiu a Venezuela no dia 24.</P><br />
<P>O duplo sismo que atingiu a Venezuela na passada quarta-feira provocou 1.943 mortos e 10.571 feridos, segundo o último balanço oficial hoje divulgado pelas autoridades venezuelanas.</P><br />
<P>Os dados oficiais indicam também acima de 15 mil desalojados, informou o presidente do parlamento, Jorge Rodríguez, atualizando o último balanço de vítimas, que era de 1.719 mortos e 5.034 feridos.</P><br />
<P>De acordo com as autoridades, 6.461 pessoas foram resgatadas desde o início das operações de socorro.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784214]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Caso choca os EUA. Menino de 7 anos morreu com 116 quilos: pais acusados de homicídio e abuso infantil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 13:32:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Obesidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Damien e Jessica O’Brien foram acusados no condado de Genesee de homicídio em segundo grau, tortura e várias acusações de abuso infantil. Se forem condenados, podem enfrentar uma pena de prisão perpétua]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os pais de um menino de sete anos, que morreu no Michigan, nos Estados Unidos, com 116 quilos, foram acusados de homicídio, tortura e abuso infantil, avançou o &#8216;ABC&#8217;, citando as autoridades locais. O caso envolve Casper O’Brien, uma criança de Flint Township que morreu em novembro de 2025 depois de os serviços de emergência terem sido chamados à casa da família.</p>
<p>Segundo o &#8216;ABC&#8217;, Damien e Jessica O’Brien foram acusados no condado de Genesee de homicídio em segundo grau, tortura e várias acusações de abuso infantil. Se forem condenados, podem enfrentar uma pena de prisão perpétua.</p>
<p>Casper O’Brien morreu depois de os paramédicos terem respondido a uma chamada para o 911 por dificuldades respiratórias. Quando chegaram à habitação, encontraram a criança em sofrimento médico. O menino acabou por morrer após ser transportado para o hospital, segundo relatos de meios locais citados pela imprensa americana.</p>
<p>De acordo com o relatório da autópsia, a causa da morte foi cardiomiopatia dilatada, uma doença em que as câmaras do coração ficam dilatadas e enfraquecidas, dificultando o bombeamento do sangue. No caso de Casper, as autoridades associaram a condição à obesidade grave.</p>
<p>A criança media cerca de 1,28 metros e pesava o equivalente a aproximadamente 116 quilos, quando morreu. O seu índice de massa corporal era de 71,7, um valor muito acima do esperado para uma criança da mesma idade, segundo os dados divulgados no processo.</p>
<p>As autoridades afirmam que Casper tinha autismo não verbal, não estava matriculado em nenhuma escola e recebia acompanhamento médico insuficiente. A última consulta conhecida com um pediatra terá ocorrido em fevereiro de 2024, quando já pesava cerca de 47 quilos. Nessa altura, foi encaminhado para um endocrinologista pediátrico, mas, segundo a acusação, essa consulta nunca chegou a acontecer.</p>
<p>O procurador do condado de Genesee, David Leyton, disse que os pais alimentavam a criança de forma inadequada e que o menino “não estava a receber a nutrição de que precisava”. O responsável descreveu o caso como um exemplo de negligência extrema, com consequências fatais.</p>
<p>Segundo documentos judiciais citados pela &#8216;CNN&#8217; e pela imprensa local, os procuradores alegam ainda que a negligência dos pais contribuiu para problemas físicos graves, incluindo úlceras de pressão, erupções cutâneas e outros sinais de deterioração do estado de saúde da criança.</p>
<p>O caso não envolve apenas Casper. As autoridades acusam também os pais de abuso infantil em relação a uma filha de cinco anos. Quando os investigadores chegaram à casa da família, encontraram a menina suja, com o cabelo emaranhado e também com obesidade mórbida, de acordo com documentos judiciais citados por meios americanos.</p>
<p>A habitação foi descrita pelas autoridades como estando em más condições, com lixo acumulado e sinais de negligência. A menor foi retirada da casa e colocada sob proteção das autoridades.</p>
<p>Os pais permanecem acusados, mas ainda não foram julgados. A defesa mantém a presunção de inocência, enquanto o processo segue nos tribunais do Michigan. O caso volta a colocar em discussão os limites legais da negligência parental quando problemas de saúde graves, falta de acompanhamento médico e ausência de escolarização se acumulam até uma morte.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784213]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>“Grande guerra com a NATO”: Moscovo nega ameaça, mas fabricantes russos de drones já se preparam</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 13:21:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[drones]]></category>
		<category><![CDATA[NATO]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
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					<description><![CDATA[Organização do Dronnitsa, conferência anual que reúne fabricantes, operadores e especialistas russos em drones, definiu duas prioridades para a edição de 2026: “preparar uma grande guerra com a NATO” e “virar a maré da atual guerra dos drones” a favor da Rússia]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os organizadores de um dos principais festivais russos dedicados a drones militares afirmam que o encontro deste ano terá como objetivo “preparar uma grande guerra com a NATO”, apesar de o Kremlin insistir que Moscovo não tem planos para atacar a Aliança Atlântica.</p>
<p>Segundo a &#8216;Newsweek&#8217;, a organização do Dronnitsa, conferência anual que reúne fabricantes, operadores e especialistas russos em drones, definiu duas prioridades para a edição de 2026: “preparar uma grande guerra com a NATO” e “virar a maré da atual guerra dos drones” a favor da Rússia.</p>
<p>O evento deverá realizar-se durante dois dias no final de agosto, na cidade russa de Veliky Novgorod, no oeste do país. Em 2025, a conferência contou com mais de 2.000 participantes, segundo dados divulgados por meios estatais russos.</p>
<p>O Dronnitsa tem vindo a funcionar como ponto de encontro para a comunidade russa ligada à tecnologia não tripulada. Em edições anteriores, o evento abordou temas como a formação de operadores de drones, a organização de unidades especializadas e a correção de “erros” na forma como as forças russas utilizam estes sistemas no campo de batalha.</p>
<p>A guerra na Ucrânia transformou os drones numa das armas centrais do conflito. Moscovo acelerou a produção militar para abastecer as frentes, enquanto Kiev desenvolveu uma das capacidades mais avançadas do mundo na utilização de sistemas não tripulados em combate. Os dois países passaram a funcionar como laboratórios de guerra moderna, numa área em que muitos membros da NATO tentam agora recuperar atraso.</p>
<p>Drones russos e ucranianos têm também entrado ocasionalmente em espaço aéreo de países da NATO, expondo fragilidades nas defesas antidrone ocidentais e aumentando a pressão para acelerar sistemas de deteção, interceção e resposta. A própria NATO tem vindo a integrar drones e tecnologias não tripuladas em exercícios recentes no Báltico e no Mediterrâneo, como parte da adaptação às ameaças emergentes.</p>
<p>A linguagem usada pelos organizadores do Dronnitsa surge num momento de forte tensão entre Moscovo e os países aliados. A Ucrânia tem avisado repetidamente que, se a Rússia conseguir libertar centenas de milhares de militares atualmente presos na frente ucraniana, outros países europeus poderão tornar-se alvos de pressão ou agressão.</p>
<p>Vários responsáveis da NATO também têm alertado para o risco de a Rússia testar o flanco leste da Aliança nos próximos anos, embora existam avaliações diferentes sobre a vontade de Moscovo de provocar um confronto direto. Um eventual ataque russo teria como cenários mais sensíveis a Polónia, a Estónia, a Letónia ou a Lituânia.</p>
<p>No mês passado, exercícios militares no Reino Unido simularam a resposta da NATO a uma eventual invasão russa dos Estados bálticos em 2030, um cenário que reflete a preocupação crescente com a segurança do leste europeu.</p>
<p>O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, advertiu em dezembro que os aliados precisam de estar preparados para uma escala de guerra semelhante à vivida pelas gerações dos avós e bisavós dos atuais europeus. “A Rússia trouxe a guerra de volta à Europa”, afirmou, defendendo que a Aliança deve reforçar rapidamente a capacidade militar.</p>
<p>Rutte disse ainda que a NATO é o “próximo alvo” da Rússia, declarações que foram criticadas pelo Kremlin. Moscovo classificou esse tipo de avisos como irresponsável e tem insistido que não pretende atacar países europeus ou membros da Aliança Atlântica.</p>
<p>A posição oficial russa contrasta, no entanto, com o histórico recente. Nas semanas anteriores à invasão em larga escala da Ucrânia, em fevereiro de 2022, responsáveis russos também garantiam que não havia planos para invadir o país vizinho.</p>
<p>A preocupação dos aliados não se limita a uma ofensiva militar convencional. Serviços de informação ocidentais e países da NATO têm alertado para uma guerra híbrida russa contra a Europa, incluindo ciberataques, operações de desinformação, sabotagem e ataques a infraestruturas críticas, como redes elétricas ou cabos submarinos.</p>
<p>Na semana passada, fontes ocidentais citadas pelo &#8216;The Guardian&#8217; indicaram que os serviços de informação da Letónia avaliam que a Rússia poderá estar a preparar “provocações militares” contra países bálticos ou a Polónia. Essas ações não seriam necessariamente uma invasão em larga escala, mas poderiam envolver drones, mísseis, sabotagem ou outras formas de pressão destinadas a testar a unidade da NATO.</p>
<p>Ao mesmo tempo, os países europeus estão a acelerar o investimento em defesa. A Rússia, por sua vez, já dedica uma fatia muito elevada da sua economia ao esforço militar e continua a produzir grandes quantidades de drones, tanques, veículos blindados e sistemas de artilharia para sustentar a guerra na Ucrânia.</p>
<p>É neste contexto que a mensagem do Dronnitsa ganha relevância. Mesmo sem representar uma declaração oficial do Kremlin, o objetivo assumido pelos organizadores mostra como a indústria russa de drones já olha para além da guerra na Ucrânia — e como a tecnologia não tripulada passou a ocupar um lugar central nos cenários de confronto entre a Rússia e a NATO.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784207]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Venezuela/Sismo: Portugueses procuram familiares sobreviventes em La Guaira e Caracas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 13:15:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[sismos]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
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					<description><![CDATA[ Entre os mortos, há pelo menos 68 portugueses e lusodescendentes, e outros 74 estão desaparecidos ou incontactáveis]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugueses e luso-venezuelanos tentam conhecer o paradeiro de familiares de La Guaira que sobreviveram ao duplo sismo na Venezuela, mas que entretanto foram levados para centros de acolhimento locais e em Caracas.</p>
<p>&#8220;Sim foram resgatados. Há uma grande desorganização aqui. Estão a levá-los para um sítio, depois transferem-nos para outro e não se conseguem localizar os familiares&#8221;, disse à Lusa um membro da direção do Centro Luso-Venezuelano de Cátia La Mar (CLVCM).</p>
<p>Freddy de Quintal, tesoureiro do CLVCM, explicou ainda que ele próprio tem um sobrinho que sobreviveu, precisando que este estava na igreja, porque faria a primeira-comunhão.</p>
<p>&#8220;Tenho um sobrinho cuja mãe morreu; o edifício ruiu e ele estava na igreja porque ia fazer a comunhão. Temos andado à procura dele, tinham-no enviado para o campo de golfe em Caribe, esteve lá porque aparece no registo, mas não sabem para onde o enviaram&#8221;, disse.</p>
<p>Freddy de Quintal explicou ainda que soube através da Internet que o sobrinho estaria no Centro Desportivo de La Guaira, para onde se dirigiu para o encontrar, mas sem sucesso.</p>
<p>&#8220;Chegamos lá e não estava. Está desaparecido, não o encontramos em lado nenhum. Estamos muito angustiados porque o pai está na Madeira e a mãe estava aqui. Eles já tinham comprado os bilhetes para regressarem de uma vez por todas para lá viver (&#8230;). A esposa faleceu e não conseguimos encontrar o filho. Estamos à procura aqui na Guaira, em Caracas, por todo o lado&#8221;, frisou.</p>
<p>O dirigente do CLVCM lamentou que as autoridades tenham encerrado a autoestrada que liga a cidade de Caracas àquele estado.</p>
<p>&#8220;É um problema, a autoestrada está bloqueada neste momento, não deixam ninguém passar, exceto quem tenha um salvo-conduto. É duro, é mesmo duro o que estamos a viver aqui&#8221;, disse.</p>
<p>Explicou ainda que esteve na localidade de Playa Grande, uma das áreas afetadas de La Guaira, e que está irreconhecível, a tal ponto que as pessoas se desorientam.</p>
<p>&#8220;Conheço bem Playa Grande, e de repente estando lá não sabia onde estava. Porque, por todo o lado, tudo desabou, grandes edifícios desabaram (&#8230;) completamente. Tive de perguntar às pessoas onde estava porque não sabia, de tão irreconhecível que está Playa Grande&#8221;, frisou.</p>
<p>Este luso-venezuelano explicou à Lusa que o duplo sismo foi ainda mais devastador que as enxurradas de 1999, que provocaram muitas vítimas, entre elas portugueses.</p>
<p>&#8220;Isto foi pior do que essa tragédia, porque durou apenas um segundo e tudo desabou. A tragédia [enxurradas] durou uma noite inteira e, quando acordámos de manhã, estava tudo destruído. Mas isto durou apenas um segundo, foi horrível, horrível&#8221;, disse.</p>
<p>Sobre o Centro Luso-venezuelano de Cátia La Mar, explicou que sofreu danos estruturais consideráveis.</p>
<p>&#8220;Na parte de cima, tínhamos a sala onde se davam aulas de português. As suas salas desabaram, tudo caiu. Na parte de baixo, o restaurante onde os portugueses passam o tempo, está tudo rachado, praticamente (&#8230;) destruído&#8221;, disse.</p>
<p>Explicou ainda que não houve vítimas porque o sismo duplo decorreu num dia feriado.</p>
<p>No entanto, disse, em La Guaira ainda não há números totais, mas morreram milhares de pessoas, entre elas mais de 20 associados do CLVCM, incluindo o vice-presidente.</p>
<p>Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 1.943 mortos e 10.571 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.</p>
<p>Entre os mortos, há pelo menos 68 portugueses e lusodescendentes, e outros 74 estão desaparecidos ou incontactáveis.</p>
<p>Segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.</p>
<p>Vários países, incluindo Portugal e outros Estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.</p>
<p>A base de operações da missão portuguesa de resposta aos sismos está sediada no Centro Luso-Venezuelano de Cátia la Mar, em La Guaira, uma zona de grande concentração de portugueses e lusodescendentes.</p>
<p>Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.</p>
<p>Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784201]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Diga adeus ao enjoo no carro: nova tecnologia da Bosch promete viagens mais confortáveis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 13:13:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
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		<category><![CDATA[Motores]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Bosch]]></category>
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		<category><![CDATA[Vehicle Motion Management]]></category>
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					<description><![CDATA[Viajar de carro pode ser uma experiência desconfortável para muitas pessoas, sobretudo quando vão no lugar de passageiro]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Viajar de carro pode ser uma experiência desconfortável para muitas pessoas, sobretudo quando vão no lugar de passageiro. Estima-se que até um terço dos adultos sofra algum tipo de enjoo durante deslocações, um problema que pode agravar-se em viagens longas, trânsito intenso ou estradas com muitas curvas.</p>
<p>A pensar nesse desconforto, a Bosch desenvolveu uma nova tecnologia que promete reduzir os sintomas de enjoo através de uma gestão mais inteligente dos movimentos do veículo. Segundo o &#8216;El Economista&#8217;, a solução chama-se Vehicle Motion Management, ou VMM, e não depende de uma nova suspensão nem de um componente mecânico específico.</p>
<p>Na prática, trata-se de um software avançado que funciona como uma espécie de “cérebro” central do automóvel. O sistema coordena vários elementos que influenciam o comportamento do carro, como direção, travões, motor e suspensão, para tornar a condução mais suave, estável e previsível.</p>
<p>Nos veículos modernos, estes sistemas funcionam muitas vezes de forma separada. A proposta da Bosch é integrá-los numa gestão comum, capaz de controlar aquilo que a empresa descreve como os seis graus de liberdade do veículo — ou seja, todos os movimentos que um automóvel pode realizar durante a condução.</p>
<p>O sistema atua sobre os movimentos para a frente e para trás, laterais e verticais, mas também sobre inclinações e rotações da carroçaria. Isto inclui, por exemplo, a inclinação sentida ao acelerar ou travar, o balanço em curva e a oscilação provocada por mudanças de direção.</p>
<p>É precisamente este conjunto de movimentos que pode contribuir para o enjoo. O problema surge quando o cérebro recebe sinais contraditórios: os olhos podem estar fixos no interior do carro, no telemóvel ou num livro, enquanto o ouvido interno sente acelerações, travagens, curvas e balanços. Esta diferença entre o que se vê e o que se sente pode provocar náuseas, tonturas e mal-estar.</p>
<p>A tecnologia da Bosch procura reduzir esse conflito, suavizando acelerações, travagens e oscilações. Em trânsito, por exemplo, onde as mudanças constantes de velocidade são frequentes, o software pode ajudar a tornar a resposta do veículo mais progressiva e menos brusca.</p>
<p>O resultado esperado é uma viagem mais confortável, tanto para o condutor como, sobretudo, para os passageiros. A Bosch acredita que esta tecnologia será particularmente importante nos próximos anos, à medida que os automóveis se tornarem mais automatizados.</p>
<p>Com a condução autónoma ou semi-autónoma, os ocupantes tenderão a aproveitar melhor o tempo dentro do carro para ler, trabalhar no computador, ver filmes ou usar o telemóvel. Mas essas atividades aumentam o risco de enjoo, precisamente porque desviam a atenção visual da estrada. Reduzir os movimentos bruscos do veículo pode tornar-se, por isso, uma condição essencial para melhorar a experiência a bordo.</p>
<p>Outra vantagem do Vehicle Motion Management é o facto de não depender de hardware específico. O sistema pode ser instalado no veículo e receber novas funções através de atualizações remotas, conhecidas como OTA, de forma semelhante ao que acontece com os telemóveis.</p>
<p>Isto significa que os fabricantes poderão melhorar o comportamento do veículo ao longo da sua vida útil, sem obrigar o condutor a deslocar-se à oficina. Também será possível oferecer diferentes configurações de condução, desde uma experiência mais confortável até uma condução mais desportiva, alterando apenas o funcionamento do software.</p>
<p>A aposta integra-se na estratégia da Bosch para o chamado veículo definido por software, em que cada vez mais funções deixam de depender exclusivamente de componentes físicos e passam a ser geridas por programas informáticos.</p>
<p>A empresa prevê que, nos próximos anos, o negócio ligado a software e serviços digitais ultrapasse os 6 mil milhões de euros em vendas, impulsionado sobretudo pelo setor da mobilidade.</p>
<p>Segundo Ricardo Olalla, vice-presidente de Vendas da Bosch Mobility em Espanha e Portugal, o controlo inteligente do movimento do veículo pode melhorar não só a segurança e a dinâmica de condução, mas também o conforto e o bem-estar dos ocupantes.</p>
<p>A promessa é simples: carros mais inteligentes, capazes de se mover de forma mais suave e previsível. E, para quem costuma enjoar em viagem, isso pode fazer toda a diferença.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784197]]></sapo:autor>
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		<title>Calor: Três estações do metro de Lisboa abertas fora do horário para acolher sem-abrigo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 13:08:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[As estações do Metropolitano de Lisboa do Oriente, Rossio e Santa Apolónia vão estar abertas fora do horário de funcionamento a partir de hoje, garantindo "áreas mais frescas" para pessoas em situação de sem-abrigo, revelou à Lusa o município.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>As estações do Metropolitano de Lisboa do Oriente, Rossio e Santa Apolónia vão estar abertas fora do horário de funcionamento a partir de hoje, garantindo &#8220;áreas mais frescas&#8221; para pessoas em situação de sem-abrigo, revelou à Lusa o município.</P><br />
<P>A medida, de acordo com a Câmara Municipal de Lisboa (CML), foi decidida como resposta à previsão de tempo quente, em que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitiu aviso vermelho para o distrito de Lisboa, a partir de quinta-feira e até pelo menos sexta-feira, período em que se prevê persistência de valores muito elevados de temperatura máxima e mínima.</P><br />
<P>O aviso vermelho é o mais grave e surge numa altura em que Portugal entra num período de temperaturas elevadas, com máximas que podem chegar aos 44 graus Celsius e mínimas entre os 24º e os 28º.</P><br />
<P>A agência Lusa questionou a CML sobre as medidas que serão implementadas na cidade como resposta ao calor, inclusive se será interditado o Parque Florestal de Monsanto, tendo fonte oficial do município afirmado que &#8220;para já não&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;A CML está a acompanhar e a monitorizar em contínuo a situação meteorológica, em estreita articulação com os serviços e com as entidades nacionais, e continuará a emitir informações sempre que necessário&#8221;, adiantou a autarquia, em resposta à possibilidade de o Parque Florestal de Monsanto ser interditado.</P><br />
<P>Apesar de ainda não haver decisão sobre o encerramento do espaço florestal, a CML determinou que, perante as condições climatéricas adversas previstas para o fim de semana, o festival de música Lisb-On, agendado para sexta-feira e sábado, &#8220;não poderia realizar-se em Monsanto, tendo a autarquia, em articulação com o promotor, decidido que o evento se realizaria, em alternativa, no Parque Eduardo VII&#8221;.</P><br />
<P>Além disso, a CML decidiu que três estações do Metropolitano de Lisboa &#8211; Oriente, Rossio e Santa Apolónia -, vão estar abertas fora do horário de funcionamento, a partir de hoje, &#8220;para garantir áreas mais frescas durante a noite para a população em situação de sem-abrigo&#8221;.</P><br />
<P>Em condições normais, o Metropolitano está aberto das 06:30 à 01:00, todos os dias, incluindo fins de semana e feriados.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784192]]></sapo:autor>
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		<title>Governo venezuelano fala em 1.943 mortos, mas ONU prepara 10 mil sacos para cadáveres</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 13:04:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[sismos]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
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					<description><![CDATA[Contagem oficial surge num momento de crescente pressão sobre o regime venezuelano, acusado por críticos e organizações no terreno de divulgar a informação de forma lenta, centralizada e insuficiente]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Venezuela elevou para 1.943 o número oficial de mortos nos dois sismos que atingiram o norte do país há uma semana. O novo balanço foi divulgado por Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional e irmão da presidente interina Delcy Rodríguez, segundo o &#8216;El Español&#8217;. As autoridades apontam ainda para 10.571 feridos e quase 16 mil pessoas desalojadas.</p>
<p>A contagem oficial, transmitida pelo canal estatal &#8216;Venezolana de Televisión&#8217;, surge num momento de crescente pressão sobre o regime venezuelano, acusado por críticos e organizações no terreno de divulgar a informação de forma lenta, centralizada e insuficiente. A dimensão real da tragédia continua incerta, com dezenas de milhares de pessoas ainda dadas como desaparecidas.</p>
<p>O Coordenador Residente da ONU na Venezuela, Gianluca Rampolla, já tinha avisado que as autoridades poderiam estar a subestimar a dimensão da catástrofe. Segundo o &#8216;El Español&#8217;, o diplomata italiano afirmou, a partir de Caracas, que a sua equipa estava a coordenar com o Governo venezuelano a chegada de 10 mil sacos para cadáveres, descritos como um “indicador aproximado” da gravidade do desastre.</p>
<p>A mesma preocupação aparece noutras avaliações internacionais. A &#8216;Reuters&#8217; noticiou que os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 deixaram pelo menos 1.943 mortos, mais de 59 mil edifícios danificados ou destruídos e estimativas de desaparecidos na ordem das dezenas de milhares.</p>
<p>A análise preliminar de dados de satélite, citada pelo &#8216;The Guardian&#8217;, aponta para cerca de 58.870 edifícios danificados ou destruídos, um número muito superior às primeiras estimativas oficiais. A publicação refere ainda que a ONU estima que até 6,8 milhões de pessoas possam precisar de ajuda humanitária, incluindo abrigo, água potável, saneamento e cuidados médicos.</p>
<p>La Guaira, região costeira próxima de Caracas, é uma das zonas mais atingidas. Segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento citados pelo &#8216;El Español&#8217;, até 1,2 milhões de toneladas de detritos poderão ter-se acumulado nesta área. Muitos moradores continuam a dormir na rua, por medo de regressar a edifícios danificados ou por não terem alternativa segura.</p>
<p>O Serviço Geológico dos Estados Unidos já tinha indicado, nos primeiros dias da catástrofe, que o número de vítimas poderia ascender a vários milhares, com base em fatores como a magnitude dos sismos, a densidade populacional e a vulnerabilidade das infraestruturas. A &#8216;Al Jazeera&#8217; referiu que o modelo do USGS apontava para uma probabilidade substancial de o balanço ultrapassar 10 mil mortos.</p>
<p>A discrepância entre os números oficiais e as estimativas de organismos internacionais está a alimentar críticas à gestão da comunicação. O sociólogo venezuelano Rafael Uzcátegui, ouvido pelo &#8216;El Español&#8217;, considera que, em sistemas altamente centralizados, os números de vítimas podem tornar-se uma ferramenta política.</p>
<p>Segundo Uzcátegui, a divulgação gradual dos balanços permite às autoridades gerir o impacto de cada anúncio, em vez de enfrentarem de imediato o efeito de um número muito elevado. O especialista admite que, em catástrofes desta dimensão, a identificação das vítimas pode demorar e justificar prudência. Mas alerta que, quando as atualizações são pouco claras ou não explicam a metodologia usada, essa prudência se transforma num problema de credibilidade.</p>
<p>O sociólogo aponta ainda uma possível dimensão política: um número elevado de vítimas levanta questões sobre a preparação do Estado, a qualidade da construção, a rapidez da resposta, a capacidade hospitalar e a eficácia das operações de busca e salvamento. Divulgar a informação de forma faseada pode adiar esse debate enquanto a atenção pública continua concentrada na emergência imediata.</p>
<p>Carolina Jiménez Sandoval, antiga diretora de investigação para as Américas da Amnistia Internacional, que se encontra em La Guaira a documentar a situação, fala mesmo em “duas tragédias”. Uma provocada pela natureza e outra pela política. Para a especialista, o governo mostrou-se desde o primeiro dia preocupado em controlar a narrativa.</p>
<p>Segundo Jiménez Sandoval, a informação foi centralizada na presidência e na figura do presidente, com Jorge Rodríguez a assumir comunicações que, na sua perspetiva, deveriam caber a ministérios técnicos. A antiga responsável da Amnistia Internacional considera que essa estratégia de comunicação está agora sob pressão, porque “todos os olhos estão postos no país”.</p>
<p>A resposta humanitária continua em curso, mas enfrenta obstáculos significativos. A Financial Times noticiou que morgues e serviços públicos estão sobrecarregados, que há locais improvisados para armazenamento de corpos e que a ONU está a fornecer 10 mil sacos para cadáveres perante a expectativa de aumento do número de vítimas.</p>
<p>As buscas por sobreviventes prosseguem em várias zonas destruídas, embora as esperanças diminuam à medida que passam os dias. Equipas internacionais de resgate juntaram-se aos esforços locais, mas há relatos de comunidades obrigadas a procurar sobreviventes por meios próprios em edifícios colapsados.</p>
<p>A experiência de outras grandes catástrofes mostra que os balanços finais podem demorar meses ou até anos a estabilizar. O &#8216;El Español&#8217; recorda que, depois do furacão Maria em Porto Rico, em 2017, o número oficial de mortos começou por ser 64 e só quase um ano depois foi revisto para 2.975. No tsunami do Oceano Índico, em 2004, as autoridades demoraram mais de um ano a chegar a uma estimativa final de cerca de 230 mil vítimas.</p>
<p>Na Venezuela, o balanço oficial é já devastador. Mas a questão central deixou de ser apenas quantas pessoas morreram. Passou também a ser se o país está a conseguir contar, explicar e responder à dimensão real da tragédia.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784193]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Macron recebeu Seguro em Paris para almoço focado nas relações bilaterais e crises internacionais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 12:44:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[António José Seguro]]></category>
		<category><![CDATA[emmanuel macron]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
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					<description><![CDATA[O Presidente da República chegou hoje ao Palácio do Eliseu, em Paris, onde foi recebido pelo seu homólogo francês, Emmanuel Macron, para um almoço de trabalho que terá como tema as relações bilaterais, política europeia e as "crises internacionais".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Presidente da República chegou hoje ao Palácio do Eliseu, em Paris, onde foi recebido pelo seu homólogo francês, Emmanuel Macron, para um almoço de trabalho que terá como tema as relações bilaterais, política europeia e as &#8220;crises internacionais&#8221;.</P><br />
<P>António José Seguro chegou de carro ao Palácio do Eliseu às 13:18 locais (12:18 de Lisboa), tendo percorrido a pé o pátio interior, ao som de uma marcha militar tocada pela Guarda Republicana francesa, enquanto Emmanuel Macron o aguardava no topo da escadaria do palácio.</P><br />
<P>A meio do percurso, Macron desceu a escadaria e ambos cumprimentaram-se com um aperto de mão, sorrisos e uma breve troca de palavras, antes de pararem à frente das câmaras para a fotografia protocolar.</P><br />
<P>Os dois chefes de Estado vão agora reunir-se para um almoço de trabalho, não estando previstas quaisquer declarações à imprensa.</P><br />
<P>Numa nota divulgada antes do encontro, a Presidência francesa refere que o almoço de trabalho &#8220;mostra a vontade dos dois países de continuarem a desenvolver a sua parceria em todas as áreas&#8221;.</P><br />
<P>A Presidência francesa acrescenta ainda que, durante o encontro, Seguro e Macron deverão falar sobre os &#8220;grandes dossiês europeus, designadamente a competitividade e a soberania da UE&#8221;, assim como o seu próximo orçamento comunitário, entre 2028 e 2034.</P><br />
<P>&#8220;Também abordarão as principais crises internacionais, em particular a situação no Médio Oriente e o apoio à Ucrânia&#8221;, indica o Eliseu.</P><br />
<P>A Presidência francesa destaca ainda que este encontro se realiza apenas &#8220;alguns meses&#8221; depois de António José Seguro ter sido eleito e no seguimento da entrada em vigor, em 12 de abril de 2026, do Tratado de Amizade e Cooperação entre Portugal e França, assinado em fevereiro de 2025. </P><br />
<P>António José Seguro encontra-se hoje em Paris, onde, além do encontro com Emmanuel Macron, também se vai reunir, à tarde, com cerca de duas dezenas de empresários portugueses, na residência da embaixada de Portugal em Paris.</P><br />
<P>O Presidente da República está acompanhado nesta visita pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784133]]></sapo:autor>
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		<title>Melo aponta julho para assinatura de contratos SAFE e primeiros equipamentos em 2029</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 12:43:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[Durante uma audição regimental, na Assembleia da República, Nuno Melo afirmou que a candidatura portuguesa ao Instrumento de Ação para a Segurança da Europa (SAFE),-- empréstimos europeus no valor de 5,8 mil milhões de euros, - está "em fase contratual"]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro da Defesa Nacional previu hoje que os contratos SAFE serão assinados em julho e os primeiros equipamentos deverão chegar ao país em 2029, tema que gerou um debate tenso com Chega e PS.</p>
<p>Durante uma audição regimental, na Assembleia da República, Nuno Melo afirmou que a candidatura portuguesa ao Instrumento de Ação para a Segurança da Europa (SAFE),&#8211; empréstimos europeus no valor de 5,8 mil milhões de euros, &#8211; está &#8220;em fase contratual&#8221;.</p>
<p>&#8220;No que dependa de nós, os primeiros contratos serão assinados no final de julho. No que nós dependa&#8221;, repetiu.</p>
<p>Os primeiros equipamentos, previu Nuno Melo, deverão chegar ao país em 2029 e 2030, e contarão com &#8220;satélites, fragatas, veículos blindados e outros veículos, sistemas antiaéreos, sistemas de artilharia, drones, munições&#8221;, além de um investimento &#8220;muito significativo&#8221; no Arsenal do Alfeite.</p>
<p>A data da assinatura dos contratos foi um dos temas que gerou perguntas da oposição, nomeadamente do Chega e PS. O deputado Nuno Simões de Melo foi o primeiro a notar que o ministro já tinha referido, numa audição anterior, que os contratos deveriam ser assinados em maio.</p>
<p>Num tom mais tenso, Nuno Melo desvalorizou: &#8220;Se for em junho, julho, em agosto, em setembro, desde que fique feito, nós ficamos com as capacidades, o senhor deputado fica com a retórica parlamentar.&#8221;</p>
<p>Neste momento, Nuno Simões de Melo, do Chega, acusou Nuno Melo de não estar a responder a perguntas, queixa que Luís Dias, do PS, também manifestou mais adiante. Os dois partidos, já na fase final da audição, chegaram a referir que &#8220;perguntavam alhos&#8221; e o ministro respondia &#8220;com bugalhos&#8221; e notaram um &#8220;Nuno Melo evasivo&#8221; &#8212; críticas negadas pelo governante que disse &#8220;responder o que considera adequado e suficiente&#8221;.</p>
<p>O socialista Luís Dias também questionou o ministro sobre quando serão assinados os primeiros contratos do SAFE e recebidas as primeiras verbas, notando as várias datas já anunciadas.</p>
<p>Nuno Melo negou qualquer derrapagem na assinatura dos contratos, afirmando que apenas deu datas indicativas, e que nem tudo depende do Governo nesta matéria.</p>
<p>O Conceito Estratégico de Defesa Nacional, datado de 2013, também foi tema, com perguntas de Nuno Simões de Melo e de Rui Tavares, do Livre. Nuno Melo concordou que o tema é importante mas relativizou, dizendo que os investimentos não podiam esperar por este conceito cuja proposta de revisão ainda tem que ser entregue ao parlamento.</p>
<p>Bruno Ventura, do PSD, escolheu apontar o dedo ao PS, numa intervenção na qual ironizou os objetivos do projeto de lei dos socialistas que pretende reforçar as competências do parlamento na área da Defesa e criar uma nova Lei de Programação de Efetivos.</p>
<p>&#8220;Imagino que o militar destacado na República Centro-Africana tenha pensado &#8216;é pá, graças a Deus, o PS pensou em nós e vamos ter mais um deputado no Conselho de Superior Defesa Nacional'&#8221;, ironizou.</p>
<p>Na mesma linha, Nuno Melo acusou os socialistas de apresentarem um projeto que considerou inconstitucional, sustentando que &#8220;quem conduz a Defesa é o Governo e não o parlamento&#8221;, e lamentando a quebra do tradicional consenso entre os maiores partidos nesta área de soberania.</p>
<p>Interrogado pelo deputado do CDS-PP João Almeida, o ministro da Defesa adiantou ainda que o ministério vai apresentar uma participação criminal sobre a proliferação de construções ilegais na área do depósito de munições da NATO, em Fernão Ferro, distrito de Setúbal.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784167]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ucrânia: Ataques russos com drones e mísseis contra a Ucrânia diminuíram em junho, revela AFP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 12:41:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[AFP]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[O número de drones de longo alcance e de mísseis russos lançados contra a Ucrânia diminuiu significativamente de maio para junho, segundo uma análise da agência noticiosa France-Presse (AFP) baseada em dados da Força Aérea ucraniana.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O número de drones de longo alcance e de mísseis russos lançados contra a Ucrânia diminuiu significativamente de maio para junho, segundo uma análise da agência noticiosa France-Presse (AFP) baseada em dados da Força Aérea ucraniana.</P><br />
<P>Salientando que Kiev intensificou nos últimos meses os ataques contra a Rússia, a AFP indica que Moscovo lançou 5.749 drones de longo alcance e 180 mísseis contra território ucraniano fora da zona de combate, segundo os dados publicados diariamente por Kiev, o que representa uma redução de 29% no número de drones e de 15% no de mísseis em comparação com maio, após vários meses marcados por um número recorde de ataques.</P><br />
<P>Apesar da diminuição, realça a agência noticiosa francesa, estes ataques provocaram elevados danos materiais e numerosas vítimas.</P><br />
<P>A 02 de junho, um ataque russo de grande escala, com recurso a 656 drones e 73 mísseis, fez 23 mortos, entre os quais 16 em Dnipro, no centro-leste da Ucrânia, e sete em Kiev, onde cerca de 50 pessoas ficaram também feridas, segundo as autoridades.</P><br />
<P>Este foi o maior número de drones e mísseis lançado pela Rússia num único dia durante o mês de junho.</P><br />
<P>A 15 de junho, vários bairros da capital ucraniana voltaram a ser atingidos por intensos bombardeamentos, que causaram cinco mortos e danificaram, entre outros edifícios, a Catedral da Dormição, um emblemático templo ortodoxo de Kiev inscrito na lista do Património Mundial da UNESCO e localizado no Mosteiro das Cavernas da capital.</P><br />
<P>Segundo a Força Aérea ucraniana, Moscovo lançou então 611 drones e 70 mísseis contra Kiev e várias regiões da Ucrânia.</P><br />
<P>Nos últimos meses, a Ucrânia intensificou, por seu lado, os ataques contra território russo e contra regiões ucranianas sob controlo da Rússia, que Kiev apresenta como represálias pelos bombardeamentos quase diários de Moscovo desde o início da invasão russa em grande escala, em fevereiro de 2022.</P><br />
<P>Kiev visa sobretudo infraestruturas energéticas, procurando reduzir as receitas provenientes dos hidrocarbonetos que permitem ao Kremlin financiar o esforço de guerra.</P><br />
<P>A 18 de junho, um ataque ucraniano de grande escala atingiu uma importante refinaria na região de Moscovo, provocando explosões e um incêndio de grandes dimensões. O ataque fez 17 feridos, segundo o governador regional.</P><br />
<P>O Presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu no domingo &#8220;alguma escassez&#8221; de combustíveis provocada por estes ataques, mas assegurou que a situação &#8220;não é crítica&#8221;.</P><br />
<P>Várias regiões russas impuseram restrições à venda de combustíveis a particulares, enquanto a Crimeia, anexada por Moscovo à Ucrânia, em 2014, foi colocada em &#8220;estado de emergência&#8221;.</P><br />
<P>Na semana passada, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou ter aprovado uma &#8220;operação de influência&#8221; com duração de 40 dias contra a Rússia, &#8220;destinada a obrigá-la a pôr fim à guerra&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784104]]></sapo:autor>
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		<title>Governo mantém verba de 7,6 milhões para vacinação da gripe e Covid-19 nas farmácias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 12:40:15 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[A participação das farmácias na próxima campanha de vacinação sazonal contra a gripe e covid-19 vai custar ao Estado 7,6 milhões de euros, o mesmo da anterior campanha, segundo a portaria hoje publicada em Diário da República.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A participação das farmácias na próxima campanha de vacinação sazonal contra a gripe e Covid-19 vai custar ao Estado 7,6 milhões de euros, o mesmo da anterior campanha, segundo a portaria hoje publicada em Diário da República.</p>
<p>O diploma que estabelece o modelo de funcionamento da Campanha de Vacinação Sazonal do Outono-Inverno de 2026-2027 contra a gripe e Covid-19 nas farmácias de oficina explica que a Direção-Geral da Saúde ainda terá de definir os critérios referentes à população que pode vacinar-se na farmácia.</p>
<p>Na anterior época de gripe, podiam vacinar-se nas farmácias gratuitamente contra a gripe e Covid-19 todas as pessoas com idades entre os 60 e os 84 anos de idade sem registo de reação adversa grave ou hipersensibilidade a qualquer das vacinas, assim como os profissionais de saúde das farmácias.</p>
<p>A portaria, assinada pela secretária de Estado da Saúde, Ana Povo, sublinha o &#8220;contributo relevante&#8221; das farmácias para uma &#8220;vacinação mais célere da população&#8221;, permitindo alcançar num período mais curto níveis mais elevados de proteção.</p>
<p>Por outro lado, a participação das farmácias na vacinação sazonal também permite que os serviços de saúde possam reafetar os seus recursos para outras ações, seja no âmbito da vacinação ou da prestação de cuidados e acompanhamento dos utentes.</p>
<p>Na portaria, o Governo sublinha a importância da vacinação contra a gripe e contra a Covid-19 para prevenir a transmissão destes vírus, reduzir a morbilidade e a mortalidade nas pessoas em maior risco e aliviar a pressão sazonal sobre o sistema de saúde, ao reduzir a procura de cuidados e a probabilidade de hospitalização.</p>
<p>As vacinas contra a gripe e contra a covid-19 são disponibilizadas pelo Ministério da Saúde para vacinação nas farmácias que reúnam as condições necessárias como dispor do serviço de administração de vacinas e ter profissionais com formação específica para as administrar.</p>
<p>De acordo com a portaria, as farmácias podem praticar um horário mais alargado e a lista das farmácias aderentes à campanha de vacinação sazonal será disponibilizada nos &#8216;sites&#8217; do Serviço Nacional de Saúde, da Direção-Geral da Saúde e do Infarmed.</p>
<p>Na Campanha de Vacinação Sazonal Outono-Inverno 2025-2026, que terminou a 30 de abril e contou com a participação de 2.500 farmácias, mais de 2,5 milhões de pessoas foram vacinadas contra a gripe e mais de 1,3 milhões contra a Covid-19.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784086]]></sapo:autor>
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		<title>Tribunal sueco condena Google a pagar 1,3 mil M€ por violar direito da concorrência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 12:39:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Google]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Suécia]]></category>
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					<description><![CDATA[Um tribunal sueco condenou hoje a Google a pagar 14,3 mil milhões de coroas (cerca de 1,3 mil milhões de euros) ao comparador de preços PriceRunner, por considerar que a Google favoreceu ilegalmente o seu próprio serviço.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Um tribunal sueco condenou hoje a Google a pagar 14,3 mil milhões de coroas (cerca de 1,3 mil milhões de euros) ao comparador de preços PriceRunner, por considerar que a Google favoreceu ilegalmente o seu próprio serviço.</P><br />
<P>A empresa sueca recorreu ao Tribunal de Patentes e Concorrência de Estocolmo em 2022, na sequência de um acórdão do Tribunal de Justiça da União Europeia (UE) que determinou que a &#8216;gigante&#8217; norte-americana tinha &#8220;violado o direito da concorrência da UE ao manipular os resultados de pesquisa a favor dos seus próprios serviços de comparação de preços&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;A queixa baseia-se no facto de a Google ter abusado da sua posição dominante enquanto motor de busca, favorecendo o seu próprio serviço de comparação de preços em detrimento dos serviços concorrentes&#8221;, recordou o tribunal sueco em comunicado.</P><br />
<P>O Tribunal de Estocolmo considerou que &#8220;a Pricerunner &#8211; detida pelo grupo Klarna &#8211; sofreu um prejuízo pelo facto de o Google ter, durante muitos anos, favorecido ilegalmente o seu próprio serviço de comparação de preços&#8221;.</P><br />
<P>Ainda assim, a decisão judicial ficou aquém dos &#8220;cerca de 80 mil milhões de coroas suecas&#8221; (cerca de 7,2 mil milhões de euros) pedidos inicialmente pela empresa sueca.</P><br />
<P>Um porta-voz da Google tinha declarado em outubro que a empresa &#8220;se opunha firmemente a esta ação judicial e aguardava com expectativa a oportunidade de apresentar os seus argumentos&#8221; perante o tribunal.</P><br />
<P>Já em 2021, o Tribunal de Justiça da União Europeia confirmou uma decisão da Comissão Europeia datada de 2017, segundo a qual &#8220;a Google infringiu o direito da concorrência ao favorecer o seu próprio serviço de compras &#8216;online'&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784177]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Governo admite avaliar propostas sobre poupanças complementares para a reforma</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 12:36:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A indicação foi deixada esta quarta-feira pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, durante uma audição parlamentar sobre a ação do Governo nos primeiros seis meses de mandato.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O Governo não prevê avançar nesta legislatura com uma reforma estrutural da Segurança Social, mas admite introduzir medidas relacionadas com poupanças complementares para a reforma, mecanismos de capitalização e literacia financeira.</p>
<p class="isSelectedEnd">A indicação foi deixada esta quarta-feira pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, durante uma audição parlamentar sobre a ação do Governo nos primeiros seis meses de mandato.</p>
<p class="isSelectedEnd">A governante afirmou que o relatório de sustentabilidade da Segurança Social, elaborado pelo economista Jorge Bravo, ainda não chegou ao Ministério, mas disse esperar recebê-lo “nos próximos dias”.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Se calhar, quando chegar ao gabinete já lá está”, afirmou Rosário Palma Ramalho.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Ministra afasta reforma estrutural da Segurança Social</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Em resposta à deputada socialista Ana Paula Bernardo, a ministra garantiu que uma reforma profunda da Segurança Social não está no horizonte da legislatura.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Não está no programa do Governo a reforma estrutural do regime da Segurança Social”, afirmou.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ainda assim, Rosário Palma Ramalho admitiu que poderão ser introduzidos alguns elementos no sistema, sem alterar o regime de fundo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Tendo em conta recomendações recentes do Fundo Monetário Internacional e o relatório da Comissão Europeia do final do ano passado, a ministra considerou possível que, mesmo sem uma reforma estrutural, seja benéfico avançar com medidas de literacia financeira ou planos complementares.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a governante, estas soluções não alterariam o regime da Segurança Social, mas permitiriam introduzir o tema “com o devido cuidado”.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Governo aberto a propostas sobre capitalização</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A ministra respondeu também à deputada e presidente da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, que desafiou o Governo a criar contas poupança isentas de impostos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Rosário Palma Ramalho sinalizou que o Executivo estará disponível para analisar propostas que constem do relatório do grupo de trabalho, bem como propostas apresentadas pelos partidos em matérias relacionadas com esquemas complementares.</p>
<p class="isSelectedEnd">A governante afirmou que o objetivo será avaliar soluções que possam melhorar o futuro dos novos pensionistas.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Relatório será analisado antes de ser divulgado</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Questionada sobre quando será divulgado o relatório de sustentabilidade da Segurança Social, a ministra garantiu que seguirá o mesmo procedimento adotado com o Livro Verde da Segurança Social, pedido pelo anterior Governo do PS.</p>
<p class="isSelectedEnd">Rosário Palma Ramalho explicou que o documento será primeiro analisado internamente, depois levado aos parceiros sociais, apresentado aos deputados e só posteriormente divulgado.</p>
<p class="isSelectedEnd">O grupo de trabalho responsável pelo relatório iniciou funções a 30 de janeiro de 2025. Estava previsto que apresentasse, até ao final de julho do ano passado, um relatório de progresso sobre regimes complementares e de capitalização, mecanismos de reforma parcial e reavaliação do regime de reforma antecipada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esse relatório deveria dar prioridade a políticas que incentivassem a permanência na vida ativa e aumentassem o volume de contribuições.</p>
<p class="isSelectedEnd">O prazo inicial não foi cumprido devido às eleições antecipadas. Posteriormente, foi fixado o prazo de janeiro de 2026, que também não se concretizou.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Ministra rejeita redução da idade da reforma</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Durante a audição parlamentar, Rosário Palma Ramalho assegurou ainda que “nunca” negociou com o Chega uma redução da idade da reforma.</p>
<p class="isSelectedEnd">A ministra classificou essa possibilidade como irresponsável, por considerar que teria impacto imediato no sistema de pensões e comprometeria a sua sustentabilidade a longo prazo.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Baixar a idade da reforma é irresponsável, tem um efeito imediato no sistema de pensões e compromete-o no longo prazo”, afirmou.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Governo mantém objetivo de reformar legislação laboral</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A audição decorreu na Comissão Parlamentar do Trabalho, Segurança Social e Inclusão, a primeira desde que a oposição chumbou o pacote laboral do Governo, a 19 de junho.</p>
<p class="isSelectedEnd">Rosário Palma Ramalho deixou claro que o Executivo não abdica da intenção de reformar a legislação laboral.</p>
<p>A ministra afirmou que o Governo “não abdicará do seu objetivo de reformar a legislação laboral”, apesar do chumbo parlamentar do pacote apresentado pelo Executivo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784176]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Omã desafia ameaças de Trump e avança com Irão para cobrar passagem em Ormuz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 12:23:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A decisão foi formalizada em Mascate, durante uma reunião entre o sultão Haitham bin Tariq al-Said, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, e o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araqchi.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Omã e Irão acordaram criar um grupo de trabalho bilateral para definir a futura administração e os serviços marítimos no estreito de Ormuz, num movimento que desafia as ameaças feitas por Donald Trump e pode abrir caminho à cobrança de tarifas aos navios que atravessam uma das rotas energéticas mais estratégicas do mundo.</p>
<p class="isSelectedEnd">A decisão foi formalizada em Mascate, durante uma reunião entre o sultão Haitham bin Tariq al-Said, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, e o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araqchi.</p>
<p class="isSelectedEnd">A declaração conjunta evita usar a palavra “portagem”, preferindo referir “serviços prestados” e “custos associados” na futura administração do estreito. No entanto, Qalibaf foi mais direto ao afirmar, em Teerão, que Ormuz não voltará às condições anteriores à guerra e que o Irão receberá pagamentos pelos serviços prestados.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Trump ameaçou Omã há cinco semanas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A decisão surge poucas semanas depois de Donald Trump ter ameaçado Omã durante uma reunião de gabinete na Casa Branca. O Presidente norte-americano afirmou então que o sultanato teria de se comportar como os restantes países árabes, caso contrário os Estados Unidos teriam de o “fazer explodir”.</p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar do aviso, Mascate avançou com Teerão. A aproximação foi reforçada nos últimos dias, com o sultão Haitham a receber responsáveis iranianos em Omã e, esta segunda-feira, a ser recebido por Emmanuel Macron no Palácio do Eliseu.</p>
<p class="isSelectedEnd">O movimento mostra que a ameaça de Trump não impediu Omã de prosseguir uma estratégia própria para o estreito de Ormuz.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>A fórmula evita a palavra “portagem”</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O acordo entre Omã e Irão foi construído com linguagem diplomática cuidadosa. Em vez de falar em cobrança de portagens, a declaração refere a administração futura do estreito, os serviços marítimos prestados e os custos associados, sempre em linha com os padrões internacionais e com respeito pelos direitos soberanos dos dois Estados costeiros.</p>
<p class="isSelectedEnd">A base jurídica e prática da proposta está num precedente já existente: Omã cobra há décadas as chamadas obrigações de navegação no seu troço do estreito. A Armada Real de Omã opera um centro de controlo na ilha de Didamar, no meio do canal, e a empresa Arabian Maritime and Navigation Aids Services cobra tarifas ligadas à manutenção de 167 boias de balizamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esse sistema é reconhecido internacionalmente e nunca foi contestado por Washington. A diferença é que Mascate e Teerão pretendem agora transformar esse modelo numa arquitetura conjunta que abranja todo o estreito.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Trump ameaçou, mas assinou a base do acordo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O movimento de Omã e Irão expõe uma contradição na posição norte-americana. O Memorando de Islamabad, assinado por Trump em 17 de junho no Palácio de Versalhes, já previa que o Irão manteria um diálogo com Omã para definir a futura administração e os serviços marítimos no estreito de Ormuz.</p>
<p class="isSelectedEnd">Agora, Teerão e Mascate argumentam que estão apenas a executar essa cláusula. Ou seja, o que Trump critica surge precisamente de um acordo que o próprio assinou.</p>
<p class="isSelectedEnd">A sequência reforça a leitura de que o Presidente norte-americano ameaça publicamente, mas recua ou perde margem de pressão quando os aliados regionais calculam que Washington não vai transformar os avisos em ação militar.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Omã abandona a neutralidade silenciosa</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Durante décadas, Omã foi visto como o “canal de Mascate”, uma ponte discreta entre Estados Unidos e Irão quando as duas partes não conseguiam falar diretamente.</p>
<p class="isSelectedEnd">Foi Omã que facilitou as primeiras conversações secretas sobre o acordo nuclear iraniano durante a Administração Obama, mediou contactos durante o primeiro mandato de Trump e acolheu a última ronda negocial antes da operação militar norte-americana contra o Irão, em fevereiro deste ano.</p>
<p class="isSelectedEnd">A doutrina do falecido sultão Qabus bin Said al-Said resumia-se numa frase: amigo de todos, inimigo de ninguém.</p>
<p class="isSelectedEnd">O atual sultão, Haitham bin Tariq al-Said, manteve essa tradição de equilíbrio, mas acrescentou-lhe uma lógica económica mais assertiva. A prioridade de Mascate é a Visão 2040, um plano de diversificação destinado a reduzir a dependência dos hidrocarbonetos e transformar Omã num centro regional logístico, financeiro e turístico.</p>
<p class="isSelectedEnd">A guerra em Ormuz ameaça esse projeto. Afeta o turismo, trava o investimento e prejudica os portos de Salalah e Duqm. Por isso, a aproximação de Omã ao Irão não é apresentada como uma escolha ideológica, mas como uma decisão económica: se a passagem pelo estreito vai ser paga, Mascate quer estar do lado que também cobra.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Sinais de aproximação a Teerão</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O reposicionamento de Omã tem sido gradual. Em março, Haitham foi um dos primeiros líderes mundiais a felicitar Mojtaba Khamenei pela designação como novo líder supremo iraniano, um gesto pouco habitual para um Estado do Golfo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em abril, recebeu em Mascate o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi. Mais tarde, o chefe da diplomacia omanita, Badr al-Busaidi, publicou um artigo na “The Economist” em que classificou a guerra contra o Irão como uma catástrofe e acusou a Administração Trump de ter perdido o controlo da própria política externa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mascate já tinha deixado de ser silenciosa. Agora, deixou também de ser plenamente neutral.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Estreito de Ormuz divide aliados do Golfo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A evolução do dossiê coloca pressão sobre os países dependentes da passagem por Ormuz. A diplomacia europeia começou a mexer-se, com Emmanuel Macron a receber o sultão de Omã no Eliseu e Ursula von der Leyen a defender, durante a cimeira do G7, uma abertura sem restrições nem portagens.</p>
<p class="isSelectedEnd">No entanto, a influência europeia sobre Mascate e Teerão é limitada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Dentro do Conselho de Cooperação do Golfo, as posições também não são iguais. Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos podem contornar o estreito através de oleodutos terrestres alternativos. Já Kuwait, Qatar e Barém não têm essa saída.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Opção militar é considerada inviável</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A resposta militar ao controlo ou à cobrança em Ormuz é apresentada como pouco realista. A operação Fúria Épica mostrou, durante três meses, que controlar militarmente o estreito seria impossível sem uma ocupação terrestre prolongada da costa iraniana, uma hipótese defendida apenas pelos setores mais conservadores do Partido Republicano, como o antigo secretário da Segurança Nacional John Bolton.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também a via alternativa do cabotagem internacional, desviando tráfego para rotas como o porto omanita de Duqm, só seria viável a médio prazo. Exigiria grandes investimentos em oleodutos e terminais que poderiam demorar anos a estar operacionais.</p>
<p class="isSelectedEnd">A opção jurídica, por sua vez, enfrenta o precedente das taxas já cobradas por Omã, que existem há décadas, são consideradas legais e nunca foram contestadas pelos Estados Unidos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Negociar tarifas pode ser a saída mais realista</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Perante este quadro, a solução mais prática a curto prazo poderá passar por aceitar que haverá alguma forma de cobrança em Ormuz e negociar tarifas mais baixas em troca de maior estabilidade.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essa solução contraria a narrativa que Trump tem vendido à sua base eleitoral, mas pode ser a única capaz de reduzir a incerteza sobre o preço do petróleo e a segurança do tráfego marítimo.</p>
<p>Enquanto Washington insiste em ameaças públicas, Mascate parece apostar na paciência e no cálculo económico. O sultão Haitham sabe que o tempo joga a seu favor e que o futuro de Ormuz poderá ser decidido menos pela retórica de Trump e mais pela capacidade de Omã e Irão transformarem um precedente técnico num novo</p>
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