Apoio ao arrendamento jovem atinge valores anteriores à crise de 2011

No ano passado, o Governo investiu um dos valores mais altos de sempre no Porta 65 Jovem, um programa do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana que ajuda os jovens a pagar as rendas.

Revista de Imprensa

O Estado tem dedicado cada vez mais apoios aos jovens que estão no início da vida profissional e que procuram arrendar uma casa a preços acessíveis. No ano passado, o Governo investiu um dos valores mais altos de sempre no Porta 65 Jovem, um programa do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana que ajuda os jovens a pagar a prestação mensal da casa, segundo o Jornal de Notícias (JN).

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Desde que foi lançado, em 2008, o Porta 65 Jovem já ajudou a pagar a renda de 112.627 agregados jovens. Destes, cerca de 11 mil foram apoiados no ano passado. De facto, em 2020, o valor investido pelo Governo neste apoio foi um dos mais altos de sempre, regressando ao período anterior à crise de 2011.

O investimento no programa cresce sucessivamente desde 2018, segundo o Ministério das Infraestruturas e da Habitação, que adiantou a evolução do número de beneficiários e dos milhões de euros investidos em todos os anos desde que o programa existe.

“De 2013 (ano com menor execução) até 2020 aumentamos em cerca de 60% a verba destinada ao Porta 65”, adiantou ao JN o gabinete da secretária de Estado da Habitação.

Em 2018, o Governo alterou as regras do acesso ao programa. Até então, abrangia pessoas com mais de 18 anos e menos de 30 (ou 32, para os casais) e, em 2018, foi alargado para pessoas até aos 35 anos (ou 37, para os casais). Também o período durante o qual se pode beneficiar do apoio alargou de três para cinco anos.

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Como tal, a dotação financeira foi aumentada e tem vindo a crescer, subindo também o número de beneficiários.

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