Apoio a Infantino em troca de verbas? Jordânia acusa FIFA de “chantagem”

O presidente da Federação Jordana de Futebol, príncipe Ali bin al-Hussein, acusou a administração de Gianni Infantino de recorrer a “chantagem” para garantir apoio à recandidatura do atual presidente da FIFA.

Executive Digest

O presidente da Federação Jordana de Futebol, príncipe Ali bin al-Hussein, acusou a administração de Gianni Infantino de recorrer a “chantagem” para garantir apoio à recandidatura do atual presidente da FIFA.

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Segundo o The Guardian, o dirigente afirma que a federação foi informada de que o acesso a apoio financeiro poderia ser facilitado caso a Jordânia declarasse apoio a Infantino para um novo mandato.

O príncipe Ali, que concorreu à presidência da FIFA em 2016 e terminou em terceiro lugar, garantiu que a Jordânia não cederá à pressão e voltou a criticar a liderança do organismo que tutela o futebol mundial.

Jogadores aguardam prémios desde dezembro

Na declaração publicada na rede social X, o dirigente enumerou várias dificuldades enfrentadas pela federação jordana na relação com a FIFA.

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Entre as principais queixas está o atraso no pagamento dos prémios devidos aos jogadores que participaram na Taça Árabe, realizada no ano passado no Qatar. A seleção da Jordânia chegou à final da competição, mas os atletas ainda não receberam o valor correspondente.

O príncipe Ali criticou o facto de a FIFA anunciar reservas financeiras de milhares de milhões enquanto continua sem pagar os prémios em falta.

O responsável referiu ainda problemas com adeptos que compraram bilhetes para o Mundial, mas não receberam vistos, e manifestou desagrado com a tributação aplicada pelos Estados Unidos durante a permanência da seleção no país.

Apoio a Infantino teria sido apresentado como solução

O presidente da federação afirmou que, durante meses, a FIFA recusou ajudar a Jordânia nestes e noutros assuntos.

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Durante o Mundial, terá sido transmitido verbalmente ao dirigente que uma declaração de apoio a Infantino poderia contribuir para resolver os problemas da federação.

O príncipe Ali classificou essa abordagem como chantagem e sublinhou que a Jordânia não apoiou anteriormente o presidente da FIFA, nem o fará agora.

De acordo com o The Guardian, outras federações terão também sido pressionadas a formalizar o apoio a Infantino antes das eleições marcadas para março, embora não sejam conhecidos os métodos utilizados em todos os casos.

Infantino perde apoios para novo mandato

A contestação surge numa altura em que Infantino estará a perder o apoio de várias federações que anteriormente tinham enviado cartas a defender a sua continuidade para um quarto mandato.

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A Grécia será o caso mais recente de retirada de apoio, seguindo países como Inglaterra, País de Gales, Finlândia e Sérvia.

Outras federações europeias poderão tomar a mesma decisão nos próximos dias. Vários países da Concacaf, confederação que reúne a América do Norte, a América Central e as Caraíbas, estarão igualmente a ponderar deixar de apoiar Infantino.

O príncipe Ali preside também à Federação de Futebol da Ásia Ocidental, que integra países influentes como o Qatar e os Emirados Árabes Unidos, até agora favoráveis à permanência do dirigente suíço.

Número dois da FIFA critica projeto falhado

A autoridade de Infantino sofreu ainda outro revés depois de dois dos seus principais aliados se terem distanciado do projeto Fifa Forward Enterprise, entretanto abandonado.

Mattias Grafström, secretário-geral da FIFA, classificou o processo como uma série de acontecimentos “tristes e censuráveis” numa mensagem enviada aos trabalhadores da organização.

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O dirigente procurou manter o ânimo interno depois de um Mundial considerado bem-sucedido, mas reconheceu a existência de uma turbulência difícil de compreender e aceitar.

Sem mencionar Infantino diretamente, Grafström afirmou que pessoas, momentos instáveis e episódios infelizes acabam por passar, enquanto a instituição e a sua missão permanecem.

Wenger diz que afastamento do plano era inevitável

Arsène Wenger, diretor de desenvolvimento global da FIFA, revelou que não participou na elaboração do projeto e que só soube da sua existência através da comunicação social.

O antigo treinador do Arsenal considerou que a retirada do plano era absolutamente necessária e defendeu uma FIFA independente, transparente e comprometida com a integridade.

Infantino terá convocado os funcionários da FIFA para uma reunião de crise em Rabat, capital de Marrocos, numa altura em que tenta preservar a sua posição e recuperar apoios antes da eleição.

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A FIFA foi contactada para responder às acusações feitas pelo presidente da Federação Jordana de Futebol.

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