Apoiantes de Sánchez manifestam-se no Peru “em defesa do voto popular”

Centenas de apoiantes do candidato de esquerda Roberto Sánchez, que disputa a Presidência do Peru com a candidata de direita Keiko Fujimori, marcharam este sábado em Lima, sob forte escolta policial, para exigir transparência na contagem dos votos.

Executive Digest com Lusa

Centenas de apoiantes do candidato de esquerda Roberto Sánchez, que disputa a Presidência do Peru com a candidata de direita Keiko Fujimori, marcharam este sábado em Lima, sob forte escolta policial, para exigir transparência na contagem dos votos.


Com a contagem a 98,552%, Fujimori vence a segunda volta presidencial com uma vantagem de 18.500 votos, tendo obtido 50,051% dos votos contra os 49,949% obtidos por Sánchez.


Os peruanos aguardam que os júris eleitorais especiais (JEE) resolvam as 1.340 atas contestadas, verificadas e que contêm erros materiais, um processo que ainda se prolongará por vários dias ou até semanas.


Enquanto se aguarda a definição do resultado oficial, o partido de Sánchez, Juntos por el Perú, alertou para indícios de supostas irregularidades nas mesas de voto na capital, em regiões do norte onde Fujimori tem mais apoio e também no estrangeiro.


Coletivos, sindicatos e simpatizantes do candidato de esquerda reuniram-se na tarde de sábado na emblemática Praça San Martín, no centro de Lima, e dirigiram-se à sede do Jurado Nacional de Eleições (JNE) – a autoridade máxima eleitoral do Peru – para defender “a vontade popular” expressa nas urnas e exigir total transparência durante a fase de revisão das atas.

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Durante o protesto, levantaram-se cartazes de Fujimori, em que aparecia caracterizada como um rato e como um demónio, e os presentes expressaram rejeição por um eventual governo da filha e herdeira política do ex-presidente Alberto Fujimori.


Pouco antes da marcha, a Juntos por el Perú denunciou, em comunicado, que a câmara municipal de Lima, liderada pelo partido ultraconservador Renovación Popular, cercou grande parte do centro histórico da cidade, “violando a livre circulação e o direito à manifestação”, e classificou esta medida como “uma resposta política arbitrária, inconstitucional e ilegal”.


A manifestação contou também com a presença de simpatizantes provenientes de diferentes regiões do interior do país e familiares das vítimas assassinadas nos protestos antigovernamentais de finais de 2022 e início de 2023, que apoiavam o ex-presidente Pedro Castillo (2020-2021), que Sánchez promete tirar da prisão.

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Houve também protestos em outros pontos do país, como Chiclayo, no norte, e Arequipa, Puno e Ayacucho, no sul.

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