Apenas metade das empresas pagam IRC. Número tem diminuído nos últimos três anos

Atualmente apenas 56,9% das empresas pagam o Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRC). O número caiu de 348.681 em 2018 para 297.178 em 2020, o que representa uma queda de 15% em três anos.

A informação avançada pelo ‘Público’ dá ainda conta que a receita de IRC também caiu no mesmo período, o equivalente a 20%, apesar de a Autoridade Tributária (AT) ter recebido mais 30 mil declarações de IRC nestes três anos.

São cada vez menos os que contribuem para o IRC. De acordo com a mesma fonte, a Conta Geral do Estado e as estatísticas da AT relativas ao IRC, revelam que tanto a receita como o número de contribuintes a pagar imposto começaram a crescer a partir de 2015, depois da intervenção da troika, e que mantiveram essa tendência até 2018.

Em 2019 já se verificou uma quebra de -0,4% face à receita recorde de 6.340 milhões de euros em 2018, e também uma quebra de 11,5% no número de declarações sujeitas a imposto. Já no ano seguinte, severamente marcado pela pandemia, a receita líquida de IRC sofreu uma redução significativa, e o número de contribuintes a pagar continuou a cair.

 

Costa Silva falou em “descida transversal” no IRC, mas Medina diz não ser o momento “adequado”

Na sequência das recentes declarações do Ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva, onde referiu que o Governo está a preparar uma “descida transversal” no IRC no âmbito da negociação do Acordo de Rendimentos e Competitividade e do Orçamento do Estado para 2023, Fernando Medina apenas confirma que estão a ser realizadas negociações em Concertação Social.

O Ministro das Finanças disse aos jornalistas que não era “adequado” numa fase de discussão com os parceiros sociais estar a antecipar uma decisão.

“O Governo está empenhado em obter em Concertação Social acordos de rendimentos e competitividade, porque este acordo é de grande importância para as famílias porque estamos a discutir salários e a sua evolução, onde o Governo defende que deve haver um peso crescente dos salários na riqueza produzida no nosso país”, afirmou Medina.

O Ministro das Finanças confirmou que em Concertação Social serão discutidos diversos temas como o salário mínimo, formação e progressão de carreira dos profissionais, tributação em sede de IRS relativamente aos rendimentos de trabalho, entre outros.

“No Acordo de Rendimentos e Competitividade estão a ser discutidas diversas medidas relacionadas com a competitividade das empresas de diversas áreas de atividade”, afiançou.

Ler Mais



loading...

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.