Apenas dois em cada 10 novos negócios se tornaram viáveis na última década

Um estudo desenvolvido pela McKinsey & Company revela que cinco em cada 10 executivos (52% dos inquiridos) consideram o desenvolvimento de novos negócios, produtos ou serviços uma prioridade para crescer no pós-pandemia.

No entanto, e segundo a mesma consultora, “a captação do valor do crescimento resultante do desenvolvimento de novos negócios parece ainda estar reservada a um pequeno segmento de empresas”, até porque apenas dois em cada 10 novos negócios desenvolvidos na última década em grandes empresas conseguiram tornar-se projetos viáveis.

De acordo com a McKinsey, a flexibilidade e a capacidade de adaptação são fatores fundamentais para a concretização de novos negócios, no entanto, estes resultados devem-se a uma “incapacidade de [uma empresa] se adaptar às mudanças do mercado e dos clientes, e dimensionar novos negócios, produtos ou serviços”.

O inquérito realizado a 800 executivos de empresas de diferentes setores e regiões revelou ainda que as empresas que apostaram em estratégias de desenvolvimento de negócio (34%) não experimentaram alterações descendentes e até tiveram uma melhoria no crescimento.

“A construção de novos negócios oferece uma oportunidade única para as empresas: a possibilidade de combinar a agilidade de uma startup e o potencial de crescimento rápido com os recursos e a sabedoria de uma empresa já estabelecida. E essa é uma combinação poderosa”, explica Benjamim Vieira, que lidera a área de Digital da McKinsey na Península Ibérica.

O relatório da Mckinsey sublinha ainda um dado importante: 74% das empresas que apostaram na criação de novos negócios e se comprometeram com o crescimento orgânico cresceram acima da média nos seus setores.

A consultora prevê ainda o surgimento de uma nova onda de inovação, alavancada pelo empreendedorismo, com a criação de novos produtos e serviços dentro das organizações.

“Para lançar e fazer crescer um novo negócio, as empresas precisam de desenvolver conscientemente novas capacidades: estruturar, liderar e obter talento – incluindo digital – para a nova empresa; compreender oportunidades de mercado e ter uma estratégia de aquisição de clientes rentável e de longo prazo”, sublinhou Benjamim Vieira.

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