“Ao lado de tiranos”: eurodeputado francês exige devolução da Estátua da Liberdade aos EUA

Fervoroso defensor da Ucrânia, o eurodeputado Glucksmann defendeu, numa convenção do partido que fundou – e que obteve quase 14% dos votos nas eleições europeias com a sua lista conjunta com o Partido Socialista -, a intenção, repreendendo os EUA pelo que considerou uma mudança de posição em relação a valores fundamentais

Francisco Laranjeira
Março 17, 2025
12:26

Raphaël Glucksmann, membro do partido de centro-esquerda ‘Place Publique’ em França, exigiu este domingo que os Estados Unidos devolvessem a Estátua da Liberdade, acusando-os de apoiar “tiranos”.

Fervoroso defensor da Ucrânia, o eurodeputado Glucksmann defendeu, numa convenção do partido que fundou – e que obteve quase 14% dos votos nas eleições europeias com a sua lista conjunta com o Partido Socialista -, a intenção, repreendendo os EUA pelo que considerou uma mudança de posição em relação a valores fundamentais.

“Devolvam-nos a Estátua da Liberdade”, disse, citado pela ‘Agence France-Presse’ (AFP). “Vamos dizer aos americanos que escolheram ficar do lado dos tiranos, aos americanos que demitiram investigadores por exigirem liberdade científica: ‘Devolvam-nos a Estátua da Liberdade.'”

“Devolvam-nos a Estátua da Liberdade. Nós oferecemo-la de boa vontade, mas, aparentemente, vocês desprezam-na. Portanto, ela ficará muito bem em casa”, apontou.

Recorde-se que França presenteou os EUA com a Estátua da Liberdade em 1884 como um presente para comemorar a aliança entre os dois países. A estátua foi desmontada e enviada a bordo do navio da Marinha Francesa ‘Isère’ e chegou em 1885, onde foi “recebida com grande entusiasmo”, de acordo com o National Parks Service. A estrutura inteira foi concluída em 1886.

A estátua, que fica em Nova Iorque, tornou-se um ícone da liberdade e dos Estados Unidos. “A segunda coisa que vamos dizer aos americanos é: ‘Se querem demitir os vossos melhores investigadores, se querem demitir todas as pessoas que, através da sua liberdade e seu senso de inovação, o seu gosto pela dúvida e pela pesquisa, fizeram do seu país a principal potência mundial, então nós vamos recebê-los'”, referiu.

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