O secretário de estado da saúde, António Lacerda Sales, referiu que «a Direcção Geral da Saúde (DGS ) em consonância com a entidade promotora divulgou excepcionalmente o parecer» com as regras da Festa do Avante, «tendo em conta aquilo que é o interesse público e a tranquilidade social, fê-lo porque este evento adquiriu um carácter excepcional, do ponto de vista do impacto social e mediático».
O responsável acrescentou «não existe qualquer tipo de discriminação, nem positiva nem negativa», porque as competências da DGS não têm qualquer carácter político, limitam-se a «aplicar as normas adoptadas aos princípios de precaução da saúde pública determinados pelas autoridades de saúde».
«Estas características especificas do evento fizeram com que este fosse um trabalho profundo e exigente e que hoje a DGS entendeu que devia divulgar», refere Lacerda Sales na habitual conferência de imprensa sobre a evolução da pandemia em Portugal.
Por sua vez, a directora geral da saúde, Graça Freitas, também presente na conferência, recordou que a DGS aplica as regras gerais a características particulares de um evento, bem como à epidemiologia da doença, «e é do conjunto desta análise que é feito um parecer, com base em normas universais», afirma, sublinhando que «em função da avaliação do risco podem existir ajustamentos».
Quando questionada sobre a lotação da festa, a responsável explica: «No parecer técnico vem um anexo no qual foram consideradas as áreas onde se vão realizar actividades especificas, utilizando este critério e a lotação indicativa usada nas praias fizemos os cálculos e chegámos a esse número».
«Criámos um circuito que permita que as pessoas mantenham a distancia física e evitem os ajuntamentos», afirma acrescentando que na questão do consumo de álcool «mantém-se as regras já em vigor: depois das 20 horas não é autorizado».
No que diz respeito ao período de isolamento, Graça Freitas refere ter «grandes expectativas de que venha a ser claramente estabelecido que o período de contágio é muito pequeno a partir dos 10 dias de inicio de sintomas ou de contacto com casos», a responsável indica que caso se confirme «seria muito positivo» reduzir dos habituais 14 dias para 10 dias.
«Sim, estamos a acompanhar essa questão, vemos com expectativa positiva poder encurtar esse período», acrescenta a directora geral da saúde.




