O secretário de estado da saúde, António Sales, refere, na conferência de imprensa diária da Direcção Geral da Saúde (DGS) desta quinta-feira, que existem actualmente mais de 35 mil pessoas em vigilância clínica em casa, acompanhadas atraves da aplicação ‘Trace Covid’, que conta com mais de 73.200 profissionais de saúde e cerca de 110.500 utentes inscritos.
A linha SNS24 está a receber cerca de 9500 chamadas diárias, na sua larga maioria atendidas pelos operadores, segundo o responsável, que refere ainda que Portugal recebeu esta semana cerca de 900 mil respiradores e seis milhões de máscaras cirúrgicas, entre outros equipamentos.
António Sales indica que em Portugal a capacidade de testagem diária fixa-se nos 11 mil testes: sete mil no público e quatro mil no privado. O dia 9 de Abril foi o de maior testagem, com 12.087 amostras. O país testa actualmente 20.430 por milhão de habitante, mas sublinha que «estamos a reforçar e muito a nossa capacidade de testagem».
O secretário de estado da saúde refere que de acordo com o SINAVE existiam ontem 2131 profissionais de saúde infectados: 396 médicos e 566 enfermeiros. Os restantes remetem para outros profissionais de saúde.
Relativamente às mortes em cuidados intensivos, o responsável indica que variam de dia para dia e de região para região, acontecendo na sua maioria em doentes com idades avançadas. Nas últimas 24 horas, António Sales refere que não houve nenhuma morte em cuidados intensivos, excepto no hospital de S. João, onde existe a dúvida se se confirma ou não o óbito.
«O regresso à actividade normal não é incompatível com aquilo que é a manutenção da contenção social e das medidas tomadas ao longo deste tempo», defende o secretário geral da saúde, considerando que o decreto do Presidente da República «vai ao encontro das medidas cautelosas que temos vindo a tomar».
A DGS publica esta tarde no seu site um manual para ajudar as famílias a lidar com o isolamento, segundo António Sales, que refere que «a luz ao fundo do túnel se tornará em breve mais brilhante».
Também a directora geral da saúde, Graça Freitas marcou presença na conferência, dizendo relativamente ao levantamento das medidas restritivas, que «Portugal começa o período epidémico mais tarde do que outros países, tendo a possibilidade de acompanhar a forma como eles estão a lidar com a pandemia e escolher a melhor estratégia». A responsável refere que não existe nenhum «ponto milagroso» para o levantamento das medidas, «dependendo da realidade do nosso país».
Graça Freitas afirma que uma pessoa que precise de ficar isolada durante 14 dias porque esteve próxima de um paciente infectado, «não necessita obrigatoriamente de fazer teste», porque independentemente do resultado, a quarentena já é obrigatória.
Relativamente ao cerco sanitário em Ovar, a responsável refere que a cidade «é um bom exemplo», uma vez que tudo indica que «já não é uma situação especial. O surto está controlado», refere. «Do conjunto da actuação consertada das autoridades locais chegou-se à conclusão que estavam reunidas as condições para que Ovar deixasse de ser uma zona de excepção». A informação foi submetida e será «superiormente analisada», refere dizendo que o fim do cerco está previsto para «o dia 18 ou 19, sem certezas».
No que diz respeito a um aumento da circulação de pessoas, Graça Freitas diz que «compete às forças policiais» fazer esse controlo.
Portugal regista actualmente 18.841 pacientes infectados com o novo coronavírus, mais 750 que no dia anterior, uma subida de 4,1% e ainda 629 vítimas mortais, mais 110 do que na quarta-feira, de acordo com os dados do boletim epidemiológico divulgado há instantes pela DGS.





