António Sales: «Existem actualmente 853 profissionais de saúde infectados»

Declarações prestadas na conferência de imprensa diária desta segunda-feira, sobre os últimos desenvolvimentos da pandemia de covid-19.

Simone Silva

«Faz hoje duas semanas que fecharam as escolas e que as famílias fazem a sua parte», ressalva o secretário de estado da saúde, António Sales, na conferência de imprensa diária da Direcção Geral da Saúde (DGS), desta segunda-feira.

«Temos todos de continuar este trabalho, este vírus não dá tréguas», afirma António Sales, defendendo que «ficar em casa é salvar vidas. A grande preocupação do ministério da saúde é testar, isolar, proteger e tratar», alerta.

O secretário de estado saúde refere ainda que existem actualmente 853 profissionais de saúde infectados: 209 médicos e 177 enfermeiros, os restantes 467 correspondem a outras actividades.

António Sales informa que já foram encomendados 66 mil testes, 5,2 milhões de máscaras cirúrgicas, 1,2 milhões de respiradores e outros equipamentos. «Hoje está prevista a chegada de 700 mil respiradores e 200 mil testes, nos próximos dias chegam 100 toneladas de equipamentos de protecção individual, refere.

Relativamente aos lares de idosos e com o objectivo de diminuir a propagação do vírus, o secretário de estado da saúde refere que «nas próxima semanas serão testados todos os funcionário dos lares que tenham alguma suspeita». Os testes serão feitos de forma gradual.

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Também o director clínico do Hospital Beatriz Ângelo, e especialista em ginecologia-obstetrícia, Carlos Veríssimo, marcou presença na conferência desta segunda-feira, prestando alguns esclarecimentos sobre os procedimentos a seguir na gravidez e no parto, durante esta fase.

«Mantemos as duas ecografias principais: a do primeiro trimestre e a do segundo trimestre, chamada de morfológica», para não falhar nenhum problema, refere o médico que sublinha que «as palavras de ordem são contenção social».

O especialista indica que «as grávidas covid positivas devem ser vigiadas no domicilio, tendo de ser avaliadas as condições, através de uma monitorização diária remota», por tele-consulta, tele-chamada, «para evitar deslocações desnecessárias aos centros de saúde e hospitais».

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Linhas de apoio às grávidas, panfletos, e a existência de uma gestão de equipas para que não trabalhem todos ao mesmo tempo, são outras das medidas implementadas.

«O parto deve ser feito em salas isoladas, com os funcionários devidamente equipados com equipamentos de protecção individual e o número mais reduzido possível de intervenientes no parto, não sendo recomendado o acompanhamento de terceiros», afirma Carlos Veríssimo.

Na conferência de imprensa estava também a directora geral da saúde, Graça Freitas, que referiu, relativamente à morte da criança 14 anos, que a sua causa ainda se encontra em investigação, no entanto, existe a possibilidade (ainda não confirmada) de vir a ser incluída no boletim da covid-19.

Graça Freitas refere ainda que a região do Porto «tem estado a receber todo o apoio nacional» e que a possibilidade de ser formada uma cerca sanitária está a ser equacionada entre as autoridades nacionais e regionais, devendo decidir-se esta segunda-feira.

De qualquer forma, a directora geral da saúde sublinha que a articulação é estabelecida sempre entre a Câmara Municipal, a Segurança Social e a Comissão Municipal da Protecção Civil, afirmando também que «as autoridades de saúde articulam-se com as forças policiais para impedirem que pessoas que estão em confinamento obrigatório», o quebrem.

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Portugal regista actualmente 6.408 casos de infecção por covid-19 e 140 vítimas mortais, de acordo com o boletim epidemiológico divulgado nesta segunda-feira pela DGS.

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