António Sales: «Estamos no mês mais critico desta pandemia»

Declarações prestadas na conferência de imprensa diária desta sexta-feira, que actualiza os últimos desenvolvimentos sobre a pandemia de Covid-19.

Simone Silva

O secretário de estado da saúde, António Sales, refere na conferência de imprensa da Direção Geral da Saúde (DGS) desta sexta-feira, que a taxa de letalidade global é de 2,5%, e acima dos 70 anos é de 10,2%, admitindo que «estamos no mês mais critico desta pandemia».

O responsável indica que em Março foram criadas 86 mil amostras para testes de Covid-19 e a 1 de abril 1.700 amostras, indicando que até ao final deste mês vão chegar 24 milhões de mascaras cirúrgicas e até ao final de Maio, 1,8 milhões de máscaras FFP2.

António Sales referiu que foi criado um catálogo com as orientações técnicas para a colocação no mercado de equipamentos que garantam as normas de segurança do Infarmed, onde as empresas se podem inscrever para iniciar a sua produção de equipamentos. Estão inscritas actualmente 100 empresas, segundo o secretário de estado.

O responsável indica que foram recebidas 19.263 chamadas na linha SNS24 ontem e atendidas cerca de 15 mil no mesmo dia, com um tempo médio de espera de cerca de cinco minutos, o que demonstra uma «melhoria continua nos serviços».

O secretário de estado da saúde refere que estão a tirar o melhor partido da formação profissional dada aos profissionais de saúde, existindo contudo especialidades com maior prioridade relacionada com o surto, nomeadamente pneumologistas, infecciologistas, entre outros.

Continue a ler após a publicidade

A acompanhar António Sales na conferência está também a directora geral da saúde, Graça Freitas que refere que existe uma melhoria continua dos ADCS comunidade, «cada vez mais os doentes são vigiados, existem sítios a funcionar muito bem e cada vez a serem melhor atendidas».

Relativamente às máscaras, a responsável refere que as recomendações feitas são em alinhamento com a OMS e outras instituições internacionais. «O que sabemos é que não há nenhuma medida 100% eficaz», alertando que se trata de um conjunto de medidas e não de uma «medida milagrosa».

Todos os dias «equacionamos» a situação epidemiológica das zonas, avaliando o risco, refere Graça Freitas, algo que difere de implementar medidas concretas, diz referindo-se à dúvida sobre o cerco sanitário do Porto.

Continue a ler após a publicidade

No que diz respeito aos lares, a responsável reforça que o procedimento passa por isolar os idosos ao mínimo sintoma e depois testar ao máximo para garantir que o surto não se propaga. «Os idosos são a população de maior risco, que aumenta se estiverem em lares», afirma.

Relativamente aos óbitos, Graça Freitas indica que entre a data de inicio de sintomas e a data do óbito passam normalmente cerca de oito dias. A média de idades de mortes em mulheres é 85 anos e nos homens 80 anos. Geralmente, as pessoas têm problemas de saúde associados, nomeadamente doenças do aparelho respiratório, circulatório, diabetes, doenças crónicas, entre outras, segundo a responsável.

Portugal regista actualmente 9.886 casos confirmados de infecção pela Covid-19 e 246 vítimas mortais, de acordo com o boletim epidemiológico divulgado nesta sexta-feira pela DGS.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.