António Ramalho afirma que Novo Banco está disponível para comprar outros bancos em 2022

Crescimento é a palavra que pauta os planos do Novo Banco, mas terá de esperar pelo fim do período de reestruturação.

Executive Digest

Crescimento é a palavra que pauta os planos do Novo Banco. Em entrevista ao Jornal de Negócios e à Antena 1, o CEO António Ramalho adianta que a organização está disponível para adquirir outros bancos já a partir de janeiro do próximo ano.

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A afirmação chega apenas uma semana antes de o Novo Banco receber mais de 400 milhões de euros do Fundo de Resolução. No entanto,  António Ramalho não vê impedimentos para a potencial expansão do novo banco e para uma eventual ida às compras.

Janeiro de 2022 é o horizonte apontado para essa possibilidade, uma vez que neste momento estão proibidas quaisquer aquisições: “O Novo Banco será sujeito a uma proibição de aquisição. O Novo Banco não deve adquirir qualquer participação em nenhuma operação, seja uma transferência de ativos ou de ações, até ao fim do período de reestruturação”, lê-se nas indicações deixadas pela Comissão Europeia relativamente ao uso de verbas públicas. Esta proibição mantém-se até ao final do plano de reestruturação da instituição bancária, segundo sublinha o jornal Expresso.

Finda essa limitação, a ambição é mesmo expandir: «Nós estaremos disponíveis para crescimentos, a partir do momento em que estejamos libertos do projeto de reestruturação e de viabilização que está subjacente durante o ano de 2021, estamos 100% disponíveis para olhar para todos os modelos de crescimento potenciais na economia portuguesa», indicou António Ramalho.

Segundo o CEO, os limites que a Concorrência impôs ao Novo Banco são até 2021: «E cumprimos todos. São duros. Eu tive de abandonar negócios, tive de vender 15 operações internacionais, tive de vender a minha estrutura seguradora e tive de o fazer até 2019.»

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EuroBic à vista

Segundo o jornal Expresso, embora ainda não possa avançar com um processo de aquisição, o Novo Banco estará interessado no EuroBic. Na entrevista ao Jornal de Negócios e à Antena 1, o presidente executivo optou por não responder, sublinhando que não fala de operações antes de serem concretizadas. No entanto, parece haver já uma preparação nesse sentido, o que, para o Novo Banco, não constituirá uma violação das regras.

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