António Lagartixo, Deloitte: XVIII Barómetro Executive Digest

A convergência da crise sanitária global, agitação social e política, e o agravamento dos acontecimentos climáticos tem apresentado às organizações escolhas difíceis, novas formas de operar, e mudanças estratégicas fundamentais. O relançamento da economia portuguesa passa, neste contexto, por dois fatores-chave: talento e inovação. Como sabemos, Portugal tem um handicap estrutural na área do talento. Em primeiro lugar, somos um país de pequena dimensão e, em segundo, a nossa capacidade de atrair e reter talento é reduzida, especialmente talento especializado em tecnologia, engenharia e ciências. Esta realidade tem de mudar drasticamente por que estas são áreas de conhecimento com maior procura mundial. Para conseguirmos ter organizações mais ágeis e competitivas, a nossa aposta enquanto país deve centrar-se no reskilling & upskilling, uma vez que a pandemia acelerou a digitalização de processos sendo necessário acompanhar a automação e a digitalização através de investimento na literacia digital dos profissionais, investimento na formação e upskill tecnológico, de acordo com oportunidades de transformação e inovação identificadas e incorporação de novas funções nas estruturas com necessidades reforçadas pela transformação digital.

Testemunho publicado na edição de Junho (nº. 183) da Executive Digest, no âmbito da XVIII edição do seu Barómetro.



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