António Costa segue a procissão de Marcelo e reúne-se hoje com os lesados do Banif

O primeiro-ministro António Costa marcou para hoje uma reunião com a direção da Associação dos Lesados de Banif (ALBOA), para as 17h45 no Hotel Cliff Bay, no Funchal.

Este encontro ocorre um dia antes, da ALBOA sair às ruas do Funchal em manifestação contra “ o arrastar, que já vai para seis anos, da situação de muitos clientes desta entidade bancária, após a venda do banco pelo Estado ao Santander Totta”.

Na sua visita à Madeira, o Primeiro-ministro já fez saber que “não tem dúvidas de que houve pessoas que foram enganadas”, mas fez questão de salientar “que tudo está a ser feito para mitigar os efeitos negativos destas situações”.

O primeiro-ministro revelou ainda que deverá ser concluído em breve pelo Banco de Portugal o processo de avaliação da “potencialidade de recuperação” de créditos dos lesados do Banif, sublinhando a necessidade de gerir com “sentido de justiça” e “prudência” a matéria.

“Esse trabalho está a ser concluído. Já tive oportunidade de falar com o senhor governador do Banco de Portugal e ele reafirmou-me que muito brevemente o Banco de Portugal dará essa informação, ou seja, ficarmos a saber qual é a potencialidade de recuperação desses créditos. Isso é importante para a proteção do erário público, porque não estou a falar do meu dinheiro, estou a falar do dinheiro que é de todos os portugueses, portanto, é preciso saber em que medida esse dinheiro adiantado é efetivamente recuperado”, disse António Costa.

O primeiro-ministro manifestou-se ainda disponível quanto à criação de um grupo de trabalho com os lesados e sublinhou a necessidade de conciliar o sentido de justiça com a prudência, reiterando que, pessoalmente, considera que muitas daquelas pessoas foram enganadas.

“É muito fácil chegar aqui, para evitar uma manifestação, e dizer ‘pague-se’. Mas depois um dia alguém vem-me pedir contas, a Assembleia da República, o Tribunal de Contas, a Inspeção-geral de Finanças, e, portanto, eu quando estou a gerir o dinheiro do Estado tenho de gerir com esta prudência, sentido de justiça, mas também prudência e razoabilidade”, sustentou.

Esta semana, antes de se deslocar para o arquipélago paras as comemorações do 10 de junho, Marcelo Rebelo de Sousa já se tinha reunido com os lesados do Banif.

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