António Costa: «O fim do estado de emergência não significa o fim da Covid-19»

O primeiro-ministro falou durante uma visita às fábricas têxteis do norte do país.

Simone Silva

O primeiro-ministro António Costa falou durante a visita às fábricas têxteis do norte do país, mais concretamente em Paços de Ferreira, dizendo que «o fim do estado de emergência não significa o fim da emergência que constitui a Covid-19», sublinhando que se for necessário dar um passo atrás, «daremos, a contra gosto mas daremos».

«O fim do estado de emergência não significa o regresso à normalidade» disse, sublinhando a necessidade de desinfecção, de uso de protecção individual e de distanciamento social.

Costa refere ainda que «Grande parte das medidas adoptadas já tinham sido declaradas antes do estado de emergência», indica dizendo que «A normalidade só voltará a existir quando houver nova vacina. E isso só acontecerá dentro de um ano, ano e meio. Temos que interiorizar isso no nosso próprio comportamento», apela o chefe de estado.

O primeiro-ministro sublinha ainda que Portugal não viu os números epidemiológicos de outros países, contudo é necessário manter os esforços: «Para que isto tudo continue é fundamental a disciplina de todos nós». 

Sobre o levantamento gradual das restrições implementadas devido à pandemia, o responsável mostra-se confiante no comportamento dos portugueses, contudo deixa um aviso:

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«Confio nas pessoas e no comportamento exemplar, porque as pessoas nos deram boas razões para confiar. Antes do Estado de Emergência as pessoas já tinham adoptado grande parte delas».

Relativamente às empresas o chefe de estado refere que a adaptação da actividade das mesmas nesta altura da pandemia é também uma forma de limitar o impacto económico e social da crise.

«Este esforço da indústria nacional é algo que quero louvar e agradecer. É assim também que conseguimos controlar o impacto económico e social desta doença», refere sublinhando que «A nossa prioridade foi conter a pandemia sem matar a economia», e que o importante é «não voltar a perder aquilo que já conseguimos conquistar».

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«Todas as semanas faremos a avaliação para verificar se o passo que demos não foi maior do que a perna», afirma o primeiro-ministro dizendo que tem estado em contacto com as pessoas (dos sectores de empresas).

«De um dia para o outro o mundo mudou, as encomendas pararam, as empresas fecharam e as encomendas foram canceladas e tudo parou. Agora temos de recuperar de uma forma gradual, progressiva e em segurança», afirma Costa.

A próxima fase será «mais difícil ainda», prevê o primeiro-ministro, porque implica retomar a vida do dia a dia mas com as restrições que o vírus implica. Daí que as medidas sejam levantadas de 15 em 15 dias, para avaliar impactos.

Sobre a anunciada reabertura das escolas, Costa frisa que o calendário só será oficialmente anunciado a 30 de Abril, após reunião com o Conselho de Ministros e que amanhã serão ouvidos os peritos em Saúde. Na quarta-feira estará com os parceiros sociais e com todos os partidos com assento parlamentar, também a ouvir as suas posições.

Depois, vai reunir-se com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, para definir o que reabrirá a 4 de maio, 18 de maio e 1 de Junho – são essas as metas, para já.

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Para o primeiro-ministro existem três condições que «se estiverem reunidas, faz com que possamos começar a dar passos» gradualmente: haver em abundância equipamentos de protecção individual acessíveis a todos; existirem normas claras de higiene e ainda uma garantia de que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) mantém uma «capacidade de resposta robusta».

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